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[Terça-feira, Julho 08, 2008]
DICAS DA SEMANA & TATARITARITATÁ!!!!
AUTORES ATUAIS REESCREVEM MACHADO DE ASSIS - No centenário da morte de Machado de Assis, com organização do premiado contista, doutor em Letras pela Unicamp e professor universitário Rinaldo de Fernandes, a Geração Editorial lança a antologia Capitu mandou flores: contos para Machado de Assis nos cem anos de sua morte, que, além de incluir os dez melhores contos de Machado, traz um conjunto de narrativas recriando esses dez melhores contos e passagens/situações do romance Dom Casmurro. São autores renomados, emergentes e jovens promessas da literatura brasileira atual que reescrevem Machado de Assis na antologia: Lygia Fagundes Telles, Moacyr Scliar, Hélio Pólvora, Cecília Prada, Nelson de Oliveira, André Sant’Anna, Fernando Bonassi, Glauco Mattoso, Ivana Arruda Leite, Andréa del Fuego, Marcelo Coelho, Deonísio da Silva, Daniel Piza, Godofredo de Oliveira Neto, Bernardo Ajzenberg, João Anzanello Carrascoza, Antonio Carlos Secchin, Leila Guenther, Marilia Arnaud, Rinaldo de Fernandes, Raimundo Carrero, Mário Chamie, Aleilton Fonseca, Tércia Montenegro, Maria Valéria Rezende, Maria Alzira Brum Lemos, W. J. Solha, Amador Ribeiro Neto, Carlos Gildemar Pontes, Nilto Maciel, Aldo Lopes de Araújo, Suênio Campos de Lucena, Carlos Ribeiro, Ronaldo Cagiano e Sérgio Fantini. Diz Rinaldo de Fernandes, no texto de apresentação da antologia: “O conto ‘Missa do Galo’, de Machado de Assis, é aqui recriado por quatro escritores. Osman Lins, na década de 70, já havia preparado um livro propondo o mesmo a cinco autores: Antonio Callado, Autran Dourado, Julieta de Godoy Ladeira, Lygia Fagundes Telles e Nélida Pinõn. O próprio Osman Lins, com uma narrativa inédita, integrou o livro, intitulado Missa do Galo – variações sobre o mesmo tema. Retomei o projeto do autor de Avalovara e o ampliei. Agora não apenas ‘Missa do Galo’ é refeito, mas ainda nove outros contos de Machado. O conjunto dos dez contos aqui reescritos: ‘Missa do Galo’, ‘A Cartomante’, ‘O Espelho’, ‘Noite de Almirante’, ‘A causa secreta’, ‘Pai contra mãe’, ‘O Alienista’, ‘Uns braços’, ‘O Enfermeiro’ e ‘Teoria do medalhão’. Foram, na ordem em que estão, escolhidos como os melhores do Bruxo por dezessete escritores brasileiros, em enquete que realizei”. Diz ainda Rinaldo: “Para ampliar ainda mais o projeto em que me baseei, aqui são reescritos também trechos/situações do Dom Casmurro (um resumo do romance foi feito pela professora de literatura brasileira Sônia Maria van Dijck Lima). Há ainda alguns ensaios, fechando o livro, que investigam aspectos importantes da ficção, da poesia e do teatro machadianos.” Ensaios imperdíveis, de autores importantes, como Silviano Santiago, Luiz Costa Lima, Pedro Lyra, Regina Zilberman e André Luís Gomes. Enquanto, no presente, para prestar homenagem aos cem anos de morte do autor, alguns lançamentos acumulam-se buscando cobrir as tantas facetas da produção de Machado, este Capitu mandou flores consegue abarcar várias delas de uma só vez: traz narrativas insuperáveis do célebre escritor, as recriações dessas narrativas e ainda ensaios bastante esclarecedores de aspectos fundamentais da obra do autor de Brás Cubas. Com certeza, este livro ficará entre as obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Um exercício de reescritura de Machado de Assis até aqui nunca proposto em nossas letras, abrangendo tantos autores e textos de qualidade. Pode-se afirmar sem medo: um livro ímpar, para ser lido por gerações. Um livro imperdível! Confira: www.geracaoeditorial.com.br Rua Major Quedinho, 111 – 20º. andar - 01050-030 – Centro – São Paulo – SP – Brasil 55 11 3256-4444 – Fax 3257-6373 – Email geracao@terra.com.br Info: professora Dra. Sonia van Dijck. CIRCUITO - Marcos Costa Nada a troco de nada 2 a 31 de julho de 2008 Amparo 60 Galeria de Arte Av Domingos Ferreira 92 A, Pina, Recife – PE 81-3325-4728 ou amparo60@uol.com.br www.amparo60.com.br Segunda a sexta, 9-18h; sábados, mediante agendamento DEDO DE PROSA NA LITERATURA A Editora Nossa Livraria, em Maceió, realiza o projeto UM DEDO DE PROSA NA LIVRARIA. O objetivo do projeto é reunir escritores, leitores, jornalistas, desocupados e amigos, ligados à literatura para uma prosa informal com direito a cafezinho, chá e um bom vinho. A prosa será animada e estimulada por uma exposição sucinta sobre a FORMAÇÃO SÓCIO-CULTURAL DO BRASIL pelo Professor RADJALMA CAVALCANTE. Dia: 10 de Julho –quinta-feira– Hora: a partir das 17:00 horas Local: Filial da NOSSA LIVRARIA na Ponta Verde, Empresarial Leonardo da Vinci. Rua Durval Guimarães 1217 – Tel: 3325.6338 www.nossalivraria.com.br Veja mais no blog do Carlito Lima www.carlitolima.com.br ARTES VISUAIS - Os Centros Culturais Banco do Nordeste comemorando dez anos de atuação do CCBNB-Fortaleza, estão ampliando seus limites geográficos na área das Artes Visuais. Para isso, estão lançando o programa Contra_Fluxos, uma rede de diálogo de artes visuais que se materializa na realização de blocos de exposições com artistas contemporâneos que participaram de mostras em suas sedes ao longo desses dez anos, bem como de artistas emergentes que estão surgindo na cena artística brasileira. Participam desta rede de diálogos não apenas artistas nordestinos, mas também de outras cidades, estados e regiões brasileiras, possibilitando assim interculturalidade entre produção artística, instituições e público. Cada exposição elabora um significante percurso do processo criativo desses artistas, ao dialogar poéticas que se estruturam em consistentes pesquisas artísticas. As mostras possuem como eixo principal o diálogo entre a produção dos artistas que já realizaram exposições nas dependências dos três CCBNBs nos últimos dez anos e a produção artística visual oriunda do estado ela será apresentada. As exposições coletivas “CASA – um lugar em trânsito” e “EU O OUTRO” inauguram este democrático programa que valoriza o intercâmbio artístico, a pluralidade cultural e a consciência universal. A primeira reúne desta quarta-feira, 9, trabalhos de dez artistas cearenses, na Sala Gratuliano Bibas, do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas (Praça Dom Frei Caetano Brandão – Cidade Velha – fone: (98) 4009.8825), em Belém (PA), com curadoria de Solon Ribeiro. A lista dos artistas alencarinos participantes abrange nomes como: Euzébio Zloccowick, Jussara Correia, Lia Damasceno, Márcia Moura, Murilo Maia, Rosângela Melo, Ticiano Monteiro, Victor de Castro, Waléria Américo e Yuri Firmeza. Por sua vez, a segunda apresenta a produção contemporânea recente de 14 artistas paraenses no CCBNB-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108), a partir do próximo dia 29, com curadoria de Val Sampaio. Na relação de artistas paraenses, constam os talentos de Amanda Carvalho Oliveira, Armando Queiroz, Bruno Cantuária, Carla Evanovitch, Daniele Meireles, Eder Oliveira, Ediene Pamplona, Flávio Araújo, João Cirilo, Josynaldo Ferreira, Luciana Magno, Melissa Barbery, Vitor De La Roque e Vitor Lima. Esta exposição ficará em cartaz até 6 de setembro deste ano. ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Jacqueline Medeiros (coordenadora de Artes Visuais do Centro Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3184 / 8851.5548 – jacquerlm@bnb.gov.br Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3196 / 8736.9232 – lucianoms@bnb.gov.br URDA ALICE KLUEGER – A Editora Hemisfério Sul traz o lançamento do livro: SAMBAQUI, um romance pré-histórico de autoria da escritora Urda Alice Klueger. - Quando? No dia 15 de julho de 2008, terça-feira, às 20:00 horas. - Onde? Na Fundação Cultural de Blumenau, situada à Rua XV de Novembro 161 – Blumenau – SC. Na mesma ocasião e local será lançado o livro A SÉTIMA CAVERNA, de Harry Wiese. O release segue em separado. O romance é baseado em pesquisas histórico-arqueológicas, sob a orientação da professora doutora Elizabete Tamanini, com prefácio da mesma, mapa, foto de objeto sambaquiano, de autoria de Charles Steuck, posfácios de Júlio de Queiroz, da Academia Catarinense de Letras, e do professor e historiador José Roberto Severino. É um romance que traz notas de rodapé e informa ampla bibliografia usada pela autora. A esmerada capa é de Johnny Kamigashima e a revisão de Daise Fabiana Ribeiro. Contatos e informações: Fones 47-3322 8149 47-3035 3181 (à tarde) 47-9158 8418 (com Sandra) hemisferiosul@san.psi.br & urda@flynet.com.br Veja mais Urda Alice Klueger. SONIA RODRIGUES ESTIMULA DISCUSSÃO SOBRE LITERATURA NA INTERNET COM O PROJETO RIO BIOGRAFIAS - A escritora – filha do dramaturgo Nelson Rodrigues – aposta na interatividade como ferramenta para ensinar literatura. Por conta do sucesso de Rio Biografias, que está com as inscrições abertas na internet, no site www.autoria.com.br, a escritora foi convidada pela Fundação da Biblioteca Nacional / PROLER/ MINC, para desenvolver um projeto nacional para ensinar jovens estudantes de escolas públicas de todo o país a escrever bem, a exemplo do Rio Biografias, que ela está realizando com estudantes e professores da rede pública no Rio de Janeiro. O projeto Rio Biografias tem por objetivo ensinar estudantes do ensino médio e professores como desenvolver a imaginação para escrever bem através de oficinas on-line e presencias e criar histórias a partir de trechos de obras de grandes escritores brasileiros, como Machado de Assis, José de Alencar, Manuel Antonio de Almeida, Aluisio Azevedo e Graciliano Ramos. Um dos objetivos do projeto é a inclusão digital. A tecnologia é um meio para a socialização. Outro, maior, é estimular no país o aparecimento de jovens bons contadores de histórias. A narrativa é um dom de todo ser humano. Todo mundo conta histórias, só que antes a gente contava diante da fogueira. Agora, as contamos on line, diz ela, doutora em literatura. Sonia é autora de Roleplaying Game e a Pedagogia da Imaginação no Brasil, Roleplaying Game, tema de sua tese de doutorado na PUC - Rio, único livro no país sobre o assunto. Rio Biografias está com as inscrições abertas até o dia 10 de agosto no site www.autoria.com.br . De 10 de julho a 10 de agosto, o projeto Rio Biografias abre inscrições para concurso de contos. Os 30 melhores contos serão publicados em livro. Entre escritor e leitor: A escritora acaba de realizar também a primeira experiência interativa no país entre leitor-escritor. Como fazem os estúdios de cinema e editoras americanas, Sonia Rodrigues testou a reação do seu público leitor antes do lançamento do seu próximo livro, “Eu sou Maria”, biografia ficcional de uma adolescente de São Gonçalo, inspirada na obra “Os 12 trabalhos de Hércules”, que faz parte da coleção Reconstruir (Editora Formato), sétimo livro da coleção escrito por ela, que será lançado em setembro. Além de escritora, Sonia atua como pesquisadora do Departamento de Física da Universidade Federal Fluminense (UFF) onde realiza o projeto Poesia para físicos. Sonia Rodrigues tem 23 livros publicados e vários prêmios em literatura, teatro e vídeo. Assessoria de Imprensa - Armazém Comunicação Atendimento: Vânia Majka Tels: 21. 2294-8929 / 3874-7111 / 9326 4900 Email: vania@armazemcomunica.com.br CURSO - "O Fluxo de Trabalho para Fotógrafos, com Marcos Issa" Da Captura em RAW ao Arquivamento. Conceitos, dicas e softwares, incluindo o Lightroom.Dias 25 e 26 de Julho, no Rio de Janeiro - Inscrições Abertas Dia 25 das 19h as 22h e dia 26 das 10h as 17h Marcos Issa Agência Argosfoto www.argosfoto.com.br cursos@argosfoto.com.br Tel. 11 38324600 Agência Argosfoto www.argosfoto.com.br cursos@argosfoto.com.br Tel. 11 38324600 CONCURSO LITERÁRIO - 40º Concurso Literário de Contos - INSCRIÇÕES ATÉ 30 DE AGOSTO DE 2008. (Regulamento e ficha de inscrição em www.novacultura.com.br Amauri Martineli. Paranavaí - Paraná – Brasil. Veja mais no Fórum do Guia de Poesia. II RODA LITERÁRIA - A Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande-SP realiza a 2ª Roda Literária. DIA: 09/07 TEMA: NA RODA DO MUNDO, QUEM SOMOS? HORARIO: A PARTIR DAS 19 horas LOCAL: RUA JAÚ, 880 3º ANDAR SALA 34 – BOQUEIRÃO PRAIA GRANDE-SP Info: Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande Celso Corrêa de Freitas e Diretoria casadopoeta.tripod.com FONE: 3592.2713 e 9106.9482. BIENAL DE SÃO PAULO 2008 - A Editora Contexto lançará na 20ª edição da Bienal de São Paulo diversos títulos escrito por grandes especialistas nacionais e internacionais. Um nome de destaque é o do pesquisador e cientista social Jack Goody, autor do livro O roubo da história. Cuidadoso e dono de erudição extraordinária, acumulada em seus quase 90 anos de vida, Goody tem uma obra variada e muito respeitada. Neste livro, que acaba de sair na Inglaterra, ele critica aquilo que considera um viés ocidentalizado e etnocêntrico, difundido pela historiografia ocidental, e o conseqüente “roubo”, perpetrado pelo Ocidente, das conquistas das outras culturas. O sociólogo Demétrio Magnoli, que estará na programação da Bienal, é outro destaque. Ele organizou o livro História da paz e capitaneou um exército de 15 autores que escreveram sobre os tratados e acordos que culminaram com a paz em diversos momentos da história. Em muitos capítulos o leitor encontrará a influência da religião nos acordos. Esse poder da fé, seus dogmas e a forma de doutrina das três maiores religiões do mundo ocidental estão no livro Os monoteístas – Vol. 2: as palavras e a vontade de Deus, do historiador F. E. Petes, respeitado no mundo todo pelo seu conhecimento da história judaica, cristã e islâmica. Assim como Peters, a educadora Josette Jolibert é uma referência mundial, só que na área pedagógica. Em Caminhos para aprender a ler e escrever, professores, educadores, diretores de escola e pedagogos encontrarão, mais que um guia pedagógico, uma proposta didática global e coerente para o ensino-aprendizagem da leitura e da escrita. O objetivo é formar crianças ativas e comunicativas, que sejam capazes de ler e produzir textos “de verdade”. A autora virá ao Brasil para dar uma palestra na Bienal e lançar o livro. Ajudar os professores na arte do educar é um mote comum nos livros e na filosofia da Editora. É o caso do livro Como enfrentar a indisciplina na sala de aula, que além do tema tem um dado muito relevante: sua autora, Silvia Parrat-Dayan, trabalhou durante três anos diretamente com o educador Jean Piaget. Para discutir as novidades vigentes na nossa língua escrita, um assunto que estará em muitas mesas de debates é o título de um dos lançamentos da Contexto: O novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa. De forma didática ele mostra tudo que irá mudar na forma de escrever o português, como o fim do trema e a mudança de acentos e hífens. A chegada da Família Real ao Brasil marcou com diversos acontecimentos históricos e vida brasileira. O país abriu seus portos, ganhou sua primeira universidade e um parque gráfico, entre outras coisas. Mas com certeza uma das mais relevantes foi o inicio da imprensa brasileira. Para contar como foram esses 200 anos, desde o primeiro periódico até a era digital, a editora apresenta o livro História da imprensa no Brasil. Um assunto muito noticiado pelos nossos jornais, que mexeu com a economia e transformou o cenário brasileiro, está retratado no livro História do café, que conta como foi a sua descoberta na África até se transformar na bebida mais consumida no mundo, só perdendo para a água. O café também foi responsável diretamente pela chegada dos primeiros japoneses. Com uma cultura muito diferente da nossa, eles não se adaptaram às lavouras, mesmo assim não deixaram de acreditar no Brasil e agora comemoramos 100 anos de imigração. Para entender essa milenar e peculiar tradição a obra Os japoneses, da coleção Povos e Civilizações (que também conta com: O Mundo muçulmano, Os italianos, Os espanhóis e Os franceses), é uma excelente referência, escrita pela sansei Célia Sakurai. Mas nenhuma influência foi mais forte na constituição do povo brasileiro, que a africana. Para compreender esse fator histórico e pensando na lei nº 10.639, que torna obrigatória a disciplina História e Cultura Afro-brasileira nas escolas, foram lançados os títulos Diáspora negra no Brasil, África no Brasil, História e cultura afro-brasileira e Racismo e discurso na América Latina, este último tem o apoio da Unesco. Acima estão alguns títulos que a Contexto levará para a 20ª Bienal de São Paulo. Nesses 21 anos de existência, a Editora se orgulha de ter no seu catálogo mais de 250 livros e cerca de 700 autores nacionais e internacionais, todos grandes especialistas em áreas como: jornalismo, educação, religião, história, geografia, língua portuguesa, meio ambiente, economia, turismo e sociologia. A assessoria de imprensa e os autores da Contexto se colocam à disposição para mais informações e entrevistas. Fábio Diegues Assessor de imprensa - Editora Contexto (11) 8399-4331 (11) 3832-5838 imprensa@editoracontexto.com.br VEJA MAIS: VAREJO SORTIDOPALESTRASCRÔNICA DE AMORBRINCARTEPREVISÕES DO DORO PARA 2008 (Vem aí as previsões para 2009, aguarde)FECAMEPAPROESAS DO BIRITOALDORADIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM E VAMOS CURTIR!!
por
Luiz Alberto Machado,
às 7:43 AM
[Segunda-feira, Julho 07, 2008]
ARCADISMO – CLAUDIO MANUEL DA COSTACláudio Manuel da Costa foi o primeiro modelo e o mais forte de todos para os poetas mineiros. Influenciou significativamente Tomás Antônio Gonzaga, de quem era o "amigo mais velho". Cláudio, considerado o mais árcade dos poetas do grupo, teve uma formação rigorosamente clássica. A sua poesia bucólica focaliza, sobretudo, a paisagem montanhosa de Minas Gerais. Nascido em Mariana (MG), Cláudio Manuel da Costa (1729 – 1789), filho de portugueses ligados a mineração. Estudou com os jesuítas, no Rio de Janeiro e cursou a Faculdade de Direito em Coimbra. Ainda em Portugal, publicou seus primeiros poemas. Retornou a Vila Rica, onde ocupou importantes cargos administrativos. O lançamento de suas obras marca o início do Arcadismo Brasileiro. De volta ao Brasil, Cláudio Manuel exerceu em Vila Rica a carreira de advogado e administrador. Sua carreira de escritor teve inicio com a publicação de Obras Poéticas. Em 1789, foi acusado de envolvimento na Inconfidência Mineira. Sua obra é a que melhor se ajustou aos padrões do Arcadismo europeu. O poeta cultivou a poesia Lírica e a Épica. Na Lírica, tem destaque o tema de Desilusão Amorosa. A situação mais comum em seus sonetos é Glauceste, o eu Lírico pastor, lamentar-se por não ter correspondido por uma musa inspiradora, Nise. Ou, então, lastima-se por se encontrar num lugar de grande beleza natural, mas não estar acompanhado pela mulher amada. Nise é uma mulher personagem fictícia, incorpórea, presente apenas pela situação nominal. Não se manifesta na relação amorosa, não é descrita fisicamente, nem da qualquer mostra de corresponder alguém de verdade. Apenas representa o ideal da mulher amada inalcançavel – nítido traço de reaproveitamento do neoplatonismo renascentista. Na épica, Cláudio escreveu Vila Rica, poema inspirado nas européias clássicas, que se trata da penetração bandeirante, de descoberta das minas. Oficialmente a história registrou a morte de Cláudio Manoel da Costa como suicídio por enforcamento. Segundo alguns, o poeta não teria revestido ao sentimento de culpa, uma vez que havia delatado, sob tortura, os participantes da conjuração. Contudo, essa versão vem sendo contestada. Até hoje, em Ouro Preto, se fala que varias igrejas badalaram os sinos quando da morte do poeta. Por tradição, a igreja nunca toca os sinos a suicidas, o que pode ser indicio de assassinato e não suicídio. Cláudio Manuel da Costa é um curioso caso de poeta de transição. Ele reconhece e admira os princípios estéticos do Arcadismo, aos quais pretende se filiar, mas não consegue vencer as fortes influências barrocas e camonianas que marcaram a sua juventude intelectual. Racionalmente um árcade, emotivamente um barroco. O poeta admite a contradição que existe entre o ideal poético e a realidade de sua obra. Com efeito, se os poemas estão cheios de pastores - comprovando o projeto de literatura árcade - o seu gosto pela antítese e a preferência pelo soneto indicam a herança de uma tradição que remonta ao Camões lírico e à poesia portuguesa do século XVII. Aliás, os seus temas são quase sempre barrocos. O desencanto com a vida, a brevidade dolorosa do amor, a rapidez com que todos os sentimentos passam são os motivos principais de sua expressão. Motivos barrocos. Contudo, para o homem barroco do século XVII, havia a perspectiva da divindade. Para o poeta de transição, existe apenas o sofrimento. A todo instante, o autor de Obras poéticas vale-se de antíteses - típico procedimento barroco - para registrar os seus conflitos pessoais. A montanha mineira, a penha, a pedra, o penhasco afloram a todo momento nos poemas de Cláudio Manoel da Costa como um símbolo de um mundo que ele não pode esquecer. Obras - O introdutor do estilo árcade na literatura brasileira. Por isso seus primeiros poemas carregam ainda detalhes bem típicos do estilo barroco. Em 1768, lança seu livro se poemas intitulado "Obras" e funda Arcádia Ultramarina dando inicio ao Arcadismo, ao Neoclassicismo (Retorna a beleza e a pureza dos escritores clássicos contra o exagerado gongorismo). Sua obra anterior a 1768 compõe-se de algumas poesias barrocas, sob a influência jesuítica. apartir daquela data procurou sempre trabalhar de acordo com o pensamento árcade destacando por seus sonetos, perfeitos na forma e na linguagem. Seu temas giram em torno das reflexões morais, das contradições da vida, tão ao gosto dos poetas renascentistas, percebendo inclusive uma acentuada influência camoniana. Cultivou a poesia bucólica, pastoril, na qual menciona sua condição do pastor que tem a natureza como refúgio ou ainda o sofrimento amoroso, as musas idealizadas. Mais tarde escreve "Vila Rica" (narra a história da cidade desde sua fundação exaltando a atuação dos bandeirantes. O texto dividi-se em 10 contos, em versos decassílabos, e apresenta as seguintes partes: Preposição, Inovação, dedicatória, narração e epílogo) e "Memória histórica sobre a capitania de Minas Gerais". Traduziu "A riqueza das Nações" (de Adam Smith). Escreveu também textos teatrais, entre eles o "Parnaso Obsequioso", peça que foi musicada. Em Portugal publica: "O Labirinto de Amor", "Números Harmônicos", "Munúsculo Métrico". Dedicou-se, numa centena de sonetos, a reviver os motivos bucólicos e o idealismo neoplatônico, mas ficando só no nível dos motivos neoclássicos. Também tentou a épica narrativa na "Fábula do Ribeirão do Carmo" e no poema "Vila Rica", cuja o principal valor além do documental, é a pureza dos versos neoclássicos e também o nativismo da paisagem este mal revelado em seus sonetos. Também encontram espaços na poesia de Cláudio Manuel as influências da paisagem local: o ribeirão do Carmo, rio que corta a região; os vaqueiros, em lugar de pastores gregos; as montanhas e os vales e as constantes referencias às pedras, que sugerem o ambiente agreste e rústico de MG: "Destes penhascos faz a natureza o berço de ouro em que nasci: Oh quem cuidara, que entre penhas tão duras se criara uma alma eterna, um peito sem dureza. O crítico Antonio Candido mostra que esta preferência por imagens e cenários onde predominam a pedra, a rocha e os penhascos, indica a maior das contradições de Cláudio Manuel da Costa. Educado em Portugal, lá encontra a sua pátria intelectual, lá dialoga com a cultura do Ocidente, lá forja suas concepções artísticas. No entanto, o seu inconsciente está preso a sua pátria afetiva, a pátria das primeiras emoções, da infância e da adolescência. Sua memória gira em torno deste mundo feito das rochas e das pedras de Minas Gerais. Por isso, a todo momento elas afloram em seus poemas europeizados, como símbolos das raízes brasileiras, que ele não quer (ou não consegue) eliminar. Além do gênero lírico, Cláudio Manuel da Costa tenta a epopéia num poemeto chamado Vila Rica, onde canta a fundação da cidade e procura mostrá-la já incorporada aos padrões civilizatórios europeus. Apesar da influência visível de O Uraguai, de Basílio da Gama, o resultado é de uma mediocridade irremediável. Observa Antônio Candido, "de todos os poetas mineiros talvez seja ele o mais profundamente preso às emoções e valores da terra". E o crítico o prova realçando o retorno da imagem da pedra em toda a lírica de Cláudio, resistente nisso as sugestões emolientes do puro bucolismo. SONETOSEstes os olhos são da minha amada, Que belos, que gentis e que formosos! Não são para os mortais tão preciosos Os doces frutos da estação dourada. Por eles a alegria derramada Tornam-se os campos de prazer gostosos. Em zéfiros suaves e mimosos Toda esta região se vê banhada. Vinde, olhos belos, vinde, e enfim trazendo Do rosto do meu bem as prendas belas, Daí alivio ao mal que estou gemendo. Mas oh! Delírio meu que me atropelas! Os olhos que eu cuidei que estava vendo Eram (quem crera tal!) duas estrelas. Formosa é Daliana; o seu cabelo, A testa, a sobrancelha é peregrina; Mas nada tem, que ver coa bela Eulina, Que é todo o meu amor, o meu desvê-lo: Parece escura a nove em paralelo Da sua branca face; onde a bonina As cores misturou na cor mais fina, Que faz sobressair seu rosto belo. Tanto os seus lindos olhos enamoram, Que arrebatados, como em doce encanto, Os que a chegam a ver, todos a adoram. Se alguém disser, que a engrandeço tanto Veia, para desculpa dos que choram Veja a Eulina; e então suspenda o pranto. Não se passa, meu bem, na noite, e dia Uma hora só, que a mísera lembrança Te não tenha presente na mudança, Que fez, para meu mal, minha alegria. Mil imagens debuxa a fantasia, Com que mais me atormenta e mais me cansa: Pois se tão longe estou de uma esperança, Que alívio pode dar me esta porfia! Tirano foi comigo o fado ingrato; Que crendo, em te roubar, pouca vitória, Me deixou para sempre o teu retrato: Eu me alegrara da passada glória, Se quando me faltou teu doce trato, Me faltara também dele a memória. Eu cantei, não o nego, eu algum dia Cantei do injusto amor o vencimento; Sem saber, que o veneno mais violento Nas doces expressões falso encobria. Que amor era benigno, eu persuadia A qualquer coração de amor isento; Inda agora de amor cantara atento, Se lhe não conhecera a aleivosia. Ninguém de amor se fie: agora canto Somente os seus enganos; porque sinto, Que me tem destinado estrago tanto. De seu favor hoje as quimeras pinto: Amor de uma alma é pesaroso encanto; Amor de um coração é labirinto. Musas, canoras musas, este canto Vós me inspirastes, vós meu tenro alento Erguestes brandamente àquele assento Que tanto, ó musas, prezo, adoro tanto. Lágrimas tristes são, mágoas, e pranto, Tudo o que entoa o músico instrumento; Mas se o favor me dais, ao mundo atento Em assunto maior farei espanto. Se em campos não pisados algum dia Entra a ninfa, o pastor, a ovelha, o touro, Efeitos são da vossa melodia; Que muito, ó musas, pois, que em fausto agouro Cresçam do pátrio rio à margem fria A imarcescível hera, o verde louro! Veja mais de Cláudio Manoel da Costa. FONTES BIBLIOGRÁFICASBANDEIRA, Manuel. Noções de história das literaturas. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1940. BOSI, Alfredo, História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 1970. BRASIL, Assis. Dicionário pratico de literatura brasileira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979. ______. Vocabulário técnico de literatura. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979. CANDIDO, Antonio. Iniciação à Literatura Brasileira. São Paulo: FFLCH/USP, 1999. CANDIDO, Antonio: CASTELLO, José Aderaldo. Claudio Manuel da Costa. In: Presença da literatura brasileira, vol. 1. São Paulo, Difel, 1968. CARPEAUX, Otto Maria. Historia da literatura ocidental. Rio de Janeiro: Alhambra, 1980. _________. Pequena bibliografia critica da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979. CARVALHO, Ronald. Pequena história da literatura brasileira. Rio de Janeiro: F. Briguet, 1955. COUTINHO, Afrânio. Introdução à literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. DURÃO, Jose de Santa Rita. Caramuru. São Paulo: Martins Fontes, 2000. FERREIRA, Pinto. Historia da literatura brasileira. Caruaru: Fadica, 1981. LIMA, Alceu Amoroso. Introdução à literatura brasileira. Rio de Janeiro:Agir, 1956. LITRENTO, Oliveiros. Apresentação da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Forense-Universitária/INL, 1978. MARTINS, Wlson. A literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1967. MOISÉS, Massaud, A Literatura Brasileira Através dos Textos. São Paulo: Cultrix, 2000. ________. A Literatura Portuguesa. São Paulo: Cultrix, 2001. ROMERO, Silvio. Historia da literatura brasileira. Rio de Janeiro: José Olympioo/INL, 1980. SODRÉ, Nelson Werneck. Historia da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasiléia, 1976. VEJA MAIS: LITERATURA BRASILEIRAVAREJO SORTIDOPALESTRASCRÔNICA DE AMORBRINCARTEPREVISÕES DO DORO PARA 2008 (Vem aí as previsões para 2009, aguarde)FECAMEPAPROESAS DO BIRITOALDORADIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM E VAMOS CURTIR!!
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:53 AM
 Imagem: Soft Construction with Boiled Beans - Premonition of Civil War, 1936 (Philadelphia Museum of Art), do pintor e escultor surrealista espanhol Salvador Dali (1904-1989) COÁGULOS, COÁGULOS“ Eu canto porque o momento existe!” ( Cecília Meirelles) Luiz Alberto MachadoEra uma vez Era uma vez Era uma vez duas três vezes Mais provável que nenhuma na inexistência do flagra do minuto preciso na minha vida inexata na hora em ponto! Era uma vez Era uma vez Era uma vez duas três vezes Mais provável que a justiça num pote encarcerada Mais provável que a remissão da lágrima na face lavada! Mais provável que nenhuma porque foi pingando na veia, escorrendo pela biqueira do peito, pela cumeeira dos sonhos evaporando desejos que findavam sangrando as ruínas do meu tempo! Do meu tempo caótico Do meu tempo patético Do meu tempo dilacerado! Eu escondo em meu peito as ruínas do meu tempo! Esse tempo apoliptico, megalomaníaco, irrespirável, fantástico de horror. Cheio de pantins, frescuras, teréns, loucuras!´Feito uma semente num invólucro das possibilidades improváveis no meio de flâmulas matemáticas de signos secretos e farsantes e alusões absurdas! Sou apenas dois braços de espera no suor redimido porque da morte já arrastei ferros e o mundo é apenas as minhas mãos enterradas no blusão, o sonho estiado e a alegria transferida para alhures. Em meu peito não cabe o pacto da pátria desfeita a terra acumulada e o homem obliterado a sujar as mãos na carne da terra e na paixão dos limites jamais alcançados pela ambição dos sentidos enquanto a lama da boca sugere traduzir amor, a boca de aço sugere traduzir amor engolindo desejos, sugere traduzir amor debulhando prazeres como o se o desejo esganasse miragens e é verdade porque o coração quer dizer verdades ou meias e não sabe o que dizer diante dessa tragédia toda. Em meu peito não cabem jamais as síndromes da China, dos afegãos, dos bancos e das cabeças! Não cabem as claques de merda pros oligopólios em alcatéias transnacionais com seu delirium-tremens do consumo no meio de uma economia falida emergindo sobre o sangue dado como aquele da escravaria açucarocrata que adoçava e adoça a boca dos festeiros enquanto a minha dor desmedida, enquanto a minha dor comungada é repisada e vira graúda criando coágulos por todo o meu corpo! E que me esfolem e me esganem pelos metros profundos dos infernos dessa terra porque mesmo assim ainda continuo a erguer cantos sobre este mundo porque das torneiras citadinas jorram sangue inocente adubados nas terras perdidas por hectares infames que só afugentam quem dela vive e morre de fome no meio de outro sonho perdido na pulsação das turbinas e outra coisa com uma marcha escabrosa de botas que guardam o patrimônio dos ricos com lesões homicidas quando outro é o meio do meio-dia e a indigência e outras são as pastilhas de carbono e o frio asfixiante da febre. Já nada é suportável neste tempo de lama e podridão e nada vale a pena e vale a pena tragar o hálito dos alicates grosseiros e compartilha da fome dos órfãos de El Salvador e da dor das mães da Praça de Mayo e dos flagelados da seca e da exclusão social do Brasil mundializado para furor inadimplente de assalariados e estornados das promessas não cumpridas de todas as políticas de mentira! Avante pra onde? Já não mendigo a vida pelos infortúnios, mazelas, porqueiras nem a devoção cega das crenças mutiladas nem da vil matéria lânguida e escassa espremida no dia-a-dia sarcófago de totens de sempre e tabus de nada! Eu vou com meu corpo cheio de holocaustos e cataclismos e o punhal da vida me avassala e maldigo a terra ficam as sombras vãs que atormentam minha sanidade e os meus desejos remendados na alegria mal-assada com os recheios fugazes que findam na dor, mas se a dor não traz nada, parafraseando Gregório, é porque enfim leva tudo e deixa a mão espalmada ao jugo da palmatória da vida! Eu vou com a chuva que explode lá fora onde a cidade sustenta seus fantasmas que pulam nas praças ruas avenidas e becos e bares e vidas sem no entanto se furtarem a pelo menos aprumarem a vida dos seus fiéis lambe-botas enquanto eu me embriago na chuva coletando os segredos dos rios com sua correnteza mansa escondendo o alvoroço do fundo e tudo encharca o meu país enxaguando essa terra embebida de sangue e suor, enxertada de sangue e suor e se dana como uma pólvora guardada no peito com o mísero crepúsculo que traz a noite e a vida já se foi pela janela e só resta cigarro e bebida e a loucura de se embriagar engolindo a ocasião inteira! Era uma vez Era uma vez duas três vezes Mais provável que nenhuma na sóbria ou na lúcida vontade de se perder na metafísica do espaço no meio da prismática reluzência da catarse e na carismática inocência da poesia úmida lavando a estatística do cansaço que só consegue seguir aonde vai dar dali pra diante no ignoto mudo da urdidura do vácuo. Era uma vez Era uma vez duas três vezes Mais provável que nenhuma e sobre este mundo erguer cantos, sim! Em meu canto há minha maldição, eis o meu suor, a minha maldição: as lajes, a comunhão, o inusitado, o paradoxal, o álcool, o beijo molhado, o adeus, o agasalho, a mão meiga, a dor amedrontada, a culatra, a pulsação, o medo e a agonia. Assim me foi concedido. © Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. VEJA MAIS: PRIMEIRA REUNIÃOVAREJO SORTIDO
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às 9:12 AM
[Quinta-feira, Julho 03, 2008]
DICAS PRO FINAL DE SEMANA & TATARITARITATÁ!!!!
MOVIMENTO INVENÇÃO DE POESIA - Viva Poesia no Bangüê segundo sábado de todo mês! JULHO 2008 (dia 12, a partir das 15 horas) Rodada Cultural Movimento “Invenção de Poesia” com ROGÉRIO GENEROSO, SÍLVIO HANSEN, ANTONIO BOTELHO, VANESSA SUEIDY, ALTAIR LEAL, NIVALDO LEMOS. Participação Especial VITAL CORREA DE ARAÚJO (UBE-Pernambuco) Artes Plásticas CLOVES ACCIOLY LINS (Serigrafias & Cartões de Pintura) MESA DE CORDÉIS, LIVROS, FANZINES, JORNAIS E REVISTAS Coordenação : Juareiz Correya e José Terra Rodada de Degustação Feijoada – Peixe ao Coco – Carneiro Assado – Frango a Passarinho – Sarapatel - Saladas –Petiscos diversos - Aguardente - Cerveja – Uísque – Vodka – E outras comidas e bebidas mais... A POESIA DE HOJE BEM SERVIDA À MESA DA MELHOR TRADIÇÃO PERNAMBUCANA Bar e Restaurante Bangüê Casa 20, Pátio de São Pedro, São José, Recife – PE Fones : (81) 30720346 / 88065692 Apoio Cultural : FUNDAÇÃO DE CULTURA / SECRETARIA DE CULTURA / PREFEITURA DA CIDADE DO RECIFE A POESIA-ACÇÃO DE FERNANDO AGUIAR NO CENTRO CULTURAL LACES/JK Belo Horizonte – BRASIL 10 a 13 de Julho 2008 O IV BELÔ POÉTICO – Encontro Nacional de Poesia 2008, vai ser inaugurado no dia 10 de Julho com uma intervenção poética de Fernando Aguiar, o primeiro poeta estrangeiro a participar no Festival de Poesia de Belo Horizonte. O Encontro realiza-se no Centro Cultural Laces/JK, e reúne dezenas de poetas de todos os estados do Brasil, prolongando-se até ao dia 13 de Julho.No Brasil apresentou o seu trabalho nos Congressos Brasileiros de Poesia em 1996, onde fundou juntamente com os poetas Clemente Padin, Hugo Pontes e Ademir A. Bacca as Mostras Internacionais de Poesia Visual, que se têm realizado anualmente até hoje, participando também nos Congressos de 1997, 1998 e 2003. Participou no Salão Nacional de Poesia – Psiu Poético em Montes Claros (2005 e 2007), e no 38º Festival de Inverno da UFMG, em Diamantina (2006). Está prevista a edição para este ano de um livro de originais de poesia intitulado “Estratégias do Gosto”, pela editora Scriptum de Belo Horizonte, assim como a publicação de um livro que reúne os principais ensaios de Fernando Aguiar sobre Poesia Visual e Performance Poética com o título “Poesia, Performance & Interacção”, pela Inmensa Editora de Montes Claros. Fernando Aguiar Apartado 50.253 1707-001 Lisboa PORTUGAL e-mail: fernandoaguiar@netcabo.pt & http://ocontrariodotempo.blogspot.com/ & http://www.anamnese.pt/index2.php?projecto=az & http://homepage.oniduo.pt/domador_de_sonhos/faguiar_poema.html FALSOS ANIMAIS – Já foi aberta a exposição do pinto, escultor e artista multimidia paulista Alex Hornest, no Museu do Trabalho. Em cartaz até 10 de agosto de 2008. Realização: Museu do Trabalho Isabel Ramil Janela Aberta desenho Abertura dia 8 de julho, terça, às 19 horas.9 de julho a 31 de agosto de 2008 No Café do Studio, no StudioClio José do Patrocínio, 698. Cidade Baixa. Porto Alegre. Luis Flavio Trampo Rabiscando desenhos abertura 9 de julho, quarta, às 20 horas.9 de julho a 31 de agosto de 2008 Muffuletta Café Rua da República, 657. Cidade Baixa. Porto Alegre.Diariamente a partir das 19h00.Consórcio de Gravuras, Consórcio de Esculturas, cursos de gravuras e escultura, cursos de dança, agenda no teatro e sala de exposições.Confira o Museu do Trabalho em: www.museudotrabalho.org Museu do Trabalho Rua dos Andradas, 230. Porto Alegre. RS. Brasil. Terça a sábado das 13h30 às 18h30 Domingos e feriados das 14h00 às 18h30 (51) 3227 5196 museu@museudotrabalho.org SESC/CARUARU – PE – O Sesc Caruaru desenvolve dois projetos: o Projeto Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais tem como proposta a formação de ouvintes em música, levando a informação musical a diferentes pontos do país. Apresentando programações inéditas, regulares e sistemáticas, o projeto difunde a ampla e diversificada produção musical brasileira, possibilitando ao público o contato com o universo musical que muitas vezes não teria acesso. & o ARTESESC – o ArteSESC favorece a difusão da arte, com a programação sistemática de qualidade que atinge diferentes camadas sociais - com o compromisso de discutir, produzir, adquirir e disseminar a arte nas suas diferentes linguagens, como fotografia, pintura, videoarte etc. Exposição: 'UMA GENTIL INVENÇÃO'. Info: Alex Deplex – Cultura SESC Caruaru A ACADEMIA SUL-BRASILEIRA DE LETRAS está realizando o "Encontro Cultural 'Escritores que o tempo não esqueceu'", dentro das comemorações da "Semana de Pelotas", no dia 4 (sexta-feira) de julho de 2008, às 20h, no auditório da Casa dos Conselhos. No programa: Guimarães Rosa - sua prosa, sua linguagem - Profª Escritora LOIVA HARTMANN - Fernando Pessoa - o mistério de um poeta - Profª Escritora LIA BACHETTINI - Guilhermino César - o poeta mineiro apaixonado pelo Rio Grande do Sul - Lígia Antunes Leivas, presidente da ASBL - Jorge Salis Goulart - a amorosidade em sua poesia - Profª Escritora Marísia Vieira Lobo da Costa - sua poesia além dos limites da terra natal – Lançamento da REVISTA ASBL nº 15 Entrega dos certificados aos palestrantes do "Dia Internacional da Mulher" Sarau literário com participação do público presente. Info: Lígia Antunes Leivas Presidente ASBL/Revisora de Textos em Língua Portuguesa. VEJA MAIS: VAREJO SORTIDO
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às 6:25 AM
[Quarta-feira, Julho 02, 2008]
JAIRO MARTINSSABIÁCanta sabiá do bom agouro Que teu canto é logradouro Pra expiar as minhas mágoas. Canta sabiá que é vindouro No teu canto um rio de ouro Em teu trinado ricas águas. Canta sabiá o trilo agreste Enquanto a mata se reveste Em tom alegre musical. Canta sabiá que já me deste O doce gosto tão silvestre Vem cantar no meu quintal. Canta sabiá preta plumagem Que a vida é uma viagem Toda feita de beleza. Canta sabiá nessa paisagem O teu canto é de passagem E guardarei sua riqueza. Canta sabiá uma vez mais Que aqui serei capaz De aprender a cantoria. Canta sabiá manhãs florais Que teu canto é de paz E eu só quero harmonia. Canta sabiá na minha eira Melodia tão fagueira Que eu só quero escutar Canta sabiá na mata inteira O teu canto é de primeira E eu até quero voar META CEGAPrego um ponto de vista e nem sei quem é que avista, mas até dou uma pista: não é longe, não se dista. Dele sei que eu não mudo, posso até ser bem sisudo, mas aqui há bom estudo para donos de canudo. Não há meio nem há forma e o recheio se transforma n’aura e brilho que nos orna. O que se ouviu, aqui se torna. Não se entorta o que não torre, não importa se é de porre. Quem se comporta, luta e morre Abre a porta só quem corre. Continua esta oração, desnudando a compreensão, dando estímulo à razão e também à conclusão. Continua deste ponto, como se ele fosse um conto. Lido deixa a gente tonto, pronto a mais um novo apronto. Desde o sul até o norte, passo a passo bem mais forte, lado a lado com a sorte, sem jamais temer a morte. Vale mais o velho idílio deste trem já no seu trilho. Enquanto segue ganha brilho nesta estrada o andarilho. FREIRA LINDA DO TESÃO(das “viagens de bicicleta” com o “causo” como intróito do poema.) Belo dia um viajante em bicicleta recostou-se na relva à beira d’estrada e foi janela escancarada pro poeta: dentro ela do convento com sorriso, e seu olhar no momento mais preciso. No capim que se deitava pleno ao vento, cansaço acomodava o aventureiro. Lá da masmorra lhe sorria um alento: A FREIRA LINDA, assim cantada por inteiro: No espaço do teu mundo um abraço vagabundo Vai a fundo como flecha que é do arco lá da velha. Olha é fogo essa centelha, abre e fecha de janela, Da faísca dum sorriso já mordi os dentes dela... O espaço é tão profundo que não cabe neste mundo Dei adeus ao vagabundo, na estrada eu e ela. Falta pouco, olha a hora que já quase não dá tempo, Mata a fome, ó senhora, antes que passe o momento. Se você disser que não, já machuca o coração E peço aqui num só lamento: Tira, tira minha batina, não me meta em sabatina, Tira, tira esse hábito, que te cubro com meu hálito, Saia, saia do convento! Quero ver a ventania, vai bater lá na colina. Vem pra cá em correria, vem brincar nessa bolina. Deita, deita no capim c’uma boca a dizer não Outra louca a dizer sim, a me chamar de garanhão. ( título) FACES DE EVA FASES DE EVA FÁCEIS DE EVA FOSSAS DE EVA FODAS DE EVA Eva deu-se e Evadiu-se. Eva deusa é vadia. Eva nasceu e Evanesceu. Eva pariu e Evaporou. Eva angélica Evangélica É vazia e Evasiva. Eva deu de maçã, de tarde e de noite. Três vezes, EVA? TREVAS! Evas dão. Ah... Dão! Adão? Ah! Não! Anão? A não ser filho de Eva... PRÁS MAMÃES Remetente: semente ao vento Destinatário: terra fecunda Filho de mãe, irmão de irmã, tio de sobrinha, sobrinho de tia, pai de filho e de filha, neto de avó, amigo de amigas, vizinho de vizinhas, marido de mulheres, apenas homem, plantador de vidas... É preciso conhecer, numa outra encarnação talvez, o que é esse coração?! Pulsa num corpo capaz de afastar os próprios órgãos de lugar para gerar vida! Isso é o que faz a mãe querida! TÍTULO DE UM POEMA À RUA XV DE NOVEMBRO - Blumenau Dum vivente em Blumenau caminhando por ruas de flores, onde dores tão coloridas quanto perfeitos amores, pétalas da vida deitadas nos canteiros da cidade. Essa rua rói rainhas! Quando daqui me flor, sacarão dumas bainhas facas de amor, poços de raízes nas calçadas alagadas brotando matizes da enchente poesia nessa gente caminhando descalça na XV . MASSA Joguei fiel na loteria dia a dia, desde início, banca me traía. Amassei diabo pra comer pão, depois cuspir flor. Borbulha de catarro nossos sonhos mais caros, mais caos no barro, janela de espinhos na singela dor. Temo balas perdidas, também belas perfídias. Porque outros dizem: Temos belas perdidas, temos balas perfídias... Mas me atiro nas estradas e o desatino das baladas já não dá mais nada! Necessárias balas achadas e belas enxadas nesse tiro de carpir a vida. Só se vê alma ferida, morta por bala perdida, apelido de vida perfídia. “ESPERANTRO”Entra no antro, adentra ao espanto! Medro no edro, por fora nem tanto. Odre no coldre, um gole acalanto. Estro de pedra, mas aflora no canto. Acre de cobre, o sal do santo. Podre e pobre, o caldo ferve. Potro é padre, ofende a verve. A pátria de Petrus não serve. IDADE DA PEDRA Todas as flechas arqueiam perante o arco-íris. Todas as metas se confundem no espaço sideral. Todos os poetas já disseram o que dizes e todos os anjos já foram de Neanderthal. Resta uma fresta fronte à testa pronta para a festa. Mas esta divisão requer um pouco de visão. Mesmo que contes àlguem que te conto isto, nem soma na conta disto, pois quebrar crânios é fácil, difícil encontrar sementes... ÂNSIA DE AMARMesmo que seja uma ânsia esperar por ti, ansiarei. Mesmo que seja viver na saudade, aguardarei. Porque é melhor sentir tua falta do que nada sentir. Porque é melhor esperar do que viver desesperado. Porque é melhor amar um sonho do que não tê-lo sonhado. Porque é melhor amar e não ter, do que não amar o que se tem. Porque é melhor te ver um só dia em cada cem do que não existires em nenhum dos meus dias. Porque é melhor contar nos dedos as alegrias do que viver carregando um punhado de tristezas. Porque são melhores as belezas dos instantes do que dias constantes sem esperar ninguém. Porque é melhor viver em ânsias do que a morte de não ter anseios. Porque é melhor ter o amor dentro de si do que de amar não ter meios. Porque é melhor saber-se vivo sonhando contigo, do que viver o castigo de não te sonhar. ASSOBIOUm som que vem de longe Que eu conheço muito bem, O assobio de um monge E assobiando ele vem. Desde o alto das montanhas Bem ao fundo das entranhas, Desde o tempo mais remoto A um futuro que nem noto. Um som que é tão insólito, Quem ouvir que ouça bem, Muçulmano ou católico, Ou toda seita que se tem: Siga aquele assobio O doente e o sadio. Ele tem somente um tom, Encanta o mau, encanta o bom. Som agudo que não cessa, Bem polpudo na promessa. Não acaba nem começa, Mas é alto e bom à beça. Vem salvando este silvo, O soldado, o sol e o soldo. Sopra mesmo como um silfo Bem em cima do seu toldo. Um assobio de magia, A saúde é que assobia, Mas seu tom de alegria Qualquer um precisaria. Preste bem sua atenção A este monge e o assobio: Não os siga como um cão, Mas com eles faça trio. Sempre passa este monge, Canta sempre este assobio. Não importa perto ou longe, Mas lhe importa quem ouviu. JAIRO MARTINS- Jairo Martins nasceu em Porto Alegre - RS, mas está radicado em Blumenau – SC desde a infância. É poeta com formação em Operador Psíquico pelo Instituto de Parapsicoientologia – Laredo – Texas, vários estudos autodidatas sobre psicologia, parapsicologia, ocultismo, filosofia, nutricionismo, artes marciais e xadrez, amante incondicional da natureza e da música. Foi Presidente da Sociedade Escritores de Blumenau no ano de 2003. Foi editor/redator chefe do jornal interno da Embratel em Santa Catarina de 1996 a 1998. Trabalha também como revisor de textos, tendo prestado serviços à Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Gaspar, Editora Nova Letra, Editora Hemisfério Sul, HB Editora, Prevew Publicidades, Jornal da União Brasileira de Escritores, e diversos particulares. É autor dos livros O ARAUTO (1998), ORAÇÕES E REVELAÇÕES (2001) e ÚLTIMA MULHER (2001), além de muitos outros inéditos e participado de diversas antologias. VEJA MAIS: POETAS DE SANTA CATARINAVAREJO SORTIDO
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às 7:16 PM
ARCADISMO – ESCOLA MINEIRA - CONTEXTO HISTÓRICO - A descoberta do ouro na região de Minas Gerais, em fins do século XVII, significa o início de grandes mudanças na sociedade colonial brasileira. A corrida em busca do metal precioso desloca para serras, até então desertas, uma multidão de aventureiros paulistas, baianos e, em seguida, portugueses. A abundância do ouro gera extraordinária riqueza e os primeiros acampamentos de mineiros transformam-se rapidamente em cidades. Um esquema de abastecimento para as minas é organizado por tropeiros paulistas. Sorocaba, no interior de São Paulo, torna-se o maior centro de transporte das tropas de gado vacum e muar para Minas Gerais. Ali realiza-se uma grande feira, entre maio e agosto, onde se encontram vendedores e compradores de animais e mantimentos. São paulistas ainda os que avançam cada vez mais para o Sul. Primeiro, desenvolvem roças e fazendas de criação bovina na região de Curitiba. Depois, irrompem nos campos da serra e no pampa rio-grandense para capturar milhões de cabeças de gado que vivia em liberdade. Este sistema de abastecimento das cidades mineiras - já que nada se produzia nelas - integra e unifica as várias regiões do Brasil, criando a noção de que poderíamos constituir um país. Por outro lado, a leva de habitantes do reino, que aqui chegava, impõe a língua portuguesa como a língua básica, desalojando a "língua geral", baseada no tupi, e que imperava nos sertões e entre os paulistas. Desta forma, adquire-se também uma unidade linguística. O ouro parece ser suficiente para todos. Enriquece os mineiros, os comerciantes, os tropeiros e, acima de tudo, o reino português. Centenas de toneladas do precioso metal são levadas para o luxo, o desperdício e a ostentação da Corte. Parte considerável deste ouro vai parar na Inglaterra, financiando a Revolução Industrial, na medida em que o domínio comercial dos ingleses sobre a economia portuguesa era absoluto. Contudo, a partir da segunda metade do século XVIII, a produção aurífera começa a cair e as minas dão sinais de esgotamento. Neste contexto, em Ouro Preto, palco da Inconfidência Mineira, viveram e atuaram os principais escritores do Arcadismo brasileiro. Literariamente, o Arcadismo no Brasil iniciou-se oficialmente com a publicação das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa, em 1768. No entanto, o Arcadismo brasileiro originou-se e concentrou-se principalmente em Vila Rica, hoje Ouro Preto, em MG, e seu aparecimento teve relação direta com grande crescimento urbano verificado nas cidades mineiras do século XVIII, cuja a base econômica século XVIII, cuja a base econômica era a extração de ouro. O crescimento espantoso dessas cidades favorecia tanto a divulgação de jovens brasileiros, providos das camadas privilegiadas daquela sociedade, foram buscar em Coimbra, já que a Colônia não lhes oferecia cursos superiores. E, ao retornarem de Portugal, traziam consigo as idéias iluministas que faziam fermentar a vida cultural portuguesa à época das inovações políticas e culturais do ministro Marquês de Pombal, adepto de algumas idéias de ilustração. Essas idéias em Vila Rica, levaram vários intelectuais e escritores a sonharem com Inconfidência do Brasil, principalmente após a repercussão da independência dos EUA (1776). Tais sonhos culminaram na frustrada Inconfidência Mineira (1789). Cecília Meireles, em seu Romanceiro da Inconfidência Mineira, registra o espírito febril provocado pelo ouro: "Mil galerias desabam; mil homens ficam sepultados, mil intrigas, mil enredos prendem culpados e justos; já ninguém dorme tranqüilo, que a noite é um mundo de sustos." O Arcadismo no Brasil tem seu surgimento marcado por dois aspectos centrais. De um lado, o dualismo dos escritores brasileiros do século XVIII, que, ao mesmo tempo, seguiam os modelos culturais europeus e se interessavam pela natureza e pelos problemas específicos da colônia brasileira; de outro, a influencia das idéias iluministas sobre nossos escritores e intelectuais, que acarretou o movimento da Inconfidência Mineira e suas trágicas implicações: prisão, morte, exílio, enforcamento. Os escritores árcades mineiros tiveram participação direta no movimento da Inconfidência Mineira. Chegados de Coimbra com idéias enciclopedistas e influenciados pela independência dos EUA, provavelmente não apenas engrossaram as fileiras dos revoltos contra erário régio, que confiscavam a maior parte do ouro extraído na Colônia, mais também divulgaram os sonhos de um país independente e contribuíram para a organização do grupo inconfidente. Esses escritores eram Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Cláudio Manuel da Costa. Do grupo apenas um homem não tinha a mesma formação intelectual dos demais, nem era escritor: o alferes Tiradentes, que era dentista prático. Com a traição de Joaquim Silvério dos Reis, que devia vultosas somas ao governo português, o grupo foi preso. Todos, com exceção de Tiradentes, negaram sua participação no movimento. Cláudio Manuel da Costa, segundo versão oficial, suicidou-se na prisão antes do julgamento. No julgamento, vários inconfidentes foram condenados a morte por enforcamento, dentre eles Tiradentes e Alvarenga Peixoto. Tomás Antônio e outros foram condenados ao exílio temporário ou perpétuo. Tiradentes assumiu para si a responsabilidade da liderança do grupo. No 20 de abril de 1792, foi comutada a pena de todos participantes, excluindo Tiradentes, enforcado no dia seguinte. Seu corpo foi esquartejado e exposto por Vila Rica; seus bens, confiscados; sua família, amaldiçoada por quatro gerações; e o chão de sua casa foi salgado para que dele nada mais brotasse. Conforme visto anteriormente, seis poetas constituem a chamada "Escola Mineira": Frei José de Santa Rita Durão, José Basílio da Gama, Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Inácio José de Alvarenga Peixotoe e Manuel Inácio da Silva Alvarenga. Com os olhos voltados para a terra natal, esses poetas árcades iniciaram o período de transformação da literatura brasileira, que se vai efetivar, realmente, no século XIX, com os românticos. Esse Arcadismo (1768-1836) compreende o rompimento com a estética cultista barroca que começou no Brasil com a publicação das Obras, de Cláudio Manuel da Costa, em 1768. O movimento árcade permaneceu como tendência literária até 1836, quando se inicia o Romantismo. Cabe mencionar que não existiu no Brasil uma Arcádia, como em Portugal. Um vigoroso grupo intelectual - o "grupo mineiro" - destacou-se na arte literária e na prática política, participando ativamente da Inconfidência Mineira, um grupo que foi desfeito de forma violenta, com a prisão, desterro ou morte de alguns poetas, à época da repressão política em torno do episódio da Inconfidência. FONTES BIBLIOGRÁFICASBANDEIRA, Manuel. Noções de história das literaturas. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1940. BOSI, Alfredo, História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 1970. BRASIL, Assis. Dicionário pratico de literatura brasileira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979. ______. Vocabulário técnico de literatura. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979. CANDIDO, Antonio. Iniciação à Literatura Brasileira. São Paulo: FFLCH/USP, 1999. CARPEAUX, Otto Maria. Historia da literatura ocidental. Rio de Janeiro: Alhambra, 1980. _________. Pequena bibliografia critica da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979. CARVALHO, Ronald. Pequena história da literatura brasileira. Rio de Janeiro: F. Briguet, 1955. COUTINHO, Afrânio. Introdução à literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978. DURÃO, Jose de Santa Rita. Caramuru. São Paulo: Martins Fontes, 2000. FERREIRA, Pinto. Historia da literatura brasileira. Caruaru: Fadica, 1981. LIMA, Alceu Amoroso. Introdução à literatura brasileira. Rio de Janeiro:Agir, 1956. LITRENTO, Oliveiros. Apresentação da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Forense-Universitária/INL, 1978. MARTINS, Wlson. A literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1967. MOISÉS, Massaud, A Literatura Brasileira Através dos Textos. São Paulo: Cultrix, 2000. ________. A Literatura Portuguesa. São Paulo: Cultrix, 2001. ROMERO, Silvio. Historia da literatura brasileira. Rio de Janeiro: José Olympioo/INL, 1980. SODRÉ, Nelson Werneck. Historia da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasiléia, 1976. VEJA MAIS: LITERATURA BRASILEIRAVAREJO SORTIDO
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às 5:46 PM
[Terça-feira, Julho 01, 2008]
DICAS DA SEMANA & TATARITARITATÁ
 Imagem: Carilho. FESTIVAL DE INVERNO DE ITABIRA - Promovido todos os anos, em julho, pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, o Festival de Inverno iniciou-se em 1974. A cidade se transforma em um verdadeiro "caldeirão cultural", com a realização de cursos e oficinas nas áreas de Teatro, Literatura, Música, Artes Plásticas e Danças. Exposições, apresentação de peças teatrais, espetáculos de dança e shows musicais de expressão nacional, regional e local em vários bairros e nos distritos de Senhora do Carmo e Ipoema atraem turistas de todo o país. "No meio do caminho" é o tema do 34º Festival de Inverno de Itabira. Uma homenagem aos 80 da publicação do poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade na Revista Antropofágica e aos 40 anos da primeira edição do livro Boitempo. Sentimentos contraditórios e escandalizados com a nova maneira de se utilizar a língua portuguesa, fora dos padrões convencionais e da norma culta, foram despertados com “No meio do caminho” nos mundos literário e acadêmico. Provocar sentimentos vários através da arte como elemento transformador do ser. É esta a proposta do 34º Festival de Inverno de Itabira. Um leque de opções, dos mais variados estilos, para agradar a todos que amam a cultura, a arte, a vida. Assim, a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, que comemorou 23 anos de existência, preparou o 34º Festival de Inverno de Itabira. Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade Programação: http://www.culturaemitabira.com.br/festivaldeinverno/ VEJA MAIS: VAREJO SORTIDORÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!GUIA DE POESIABRINCARTEPALESTRAS/PESQUISA & CIAMÚSICA, TEATRO & CIACRÔNICA DE AMORENTREVISTAS
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às 6:16 AM
[Segunda-feira, Junho 30, 2008]
EFIGÊNIA COUTINHONASCENTE Toda essa apologia, bem entendeste, Como límpida Nascente, pura, se revela Que ao remexer dos olhos traduziste. Vindo com glórias de ternas sinfonias. Vejo em tudo teu nome, em tudo o leio, Ainda bem que compreendestes meu afeto. Venho através destas rimas persistentes A te exaltar aos olhos de todo o Universo. E tudo vais falando, eu tudo vou escutando... Cantas, embalando, e, sonho com teu cantar E eu vislumbro os lindos raios desse cantar. As paisagens vais imaginando, nestes Cenários de vida; eu vejo-as, enternecida, Nos versos e cantos, que vais desenhando! TEUS DESEJOSRazão feroz indaga meu corpo Solto gemidos, grito por pouco Forte sentimento em nós disposto Nasce o desejo precursor do gosto! Eu ardo e tremo todo instinto entrego Nessa tua boca louca me esfrego Rasgando o véu do meu corpo Penetras o fado no meu porto! Acoplo teu corpo com a perna Sobre a qual o meu corpo se aderna E gozo em tua boca meu prazer. Em tua pele, meu corpo se ajeita Duas almas na mutação perfeita Duas bocas na fonte do jardim vivo! BEIJO-TEÓ tu que meus beijos queres, indaga Ao beija-flor, não poupa este desejo Pergunta se ele beija só flores rosa, Ele dirá que beija a mulher mais formosa! O poeta que me beija, não por razão pouca Beija o néctar da rosa por ser sua sina, Pois dar-te-ei o amor de que desejas Duma rosa, alma gêmea, rainha e sina! Entoemos este vigor do (A)mar Sentindo gula e gana de sonhar Sem temor, saboreando à idéia... Poeta sabe e sente o Amor Em sua mente e dentro do coração Jogo ardente espargido outra cor! AMOR É AMORDois corações sinceros, união celestial Não há nada que impeça. Amor é Amor Onde não encontra barreiras nem se modifica ou teme a qualquer incerteza. Amor, é símbolo imutável, dominante, Que vivencia a procela com bravura; É corpo celeste girando no espaço Cujo sentir se aprimora, lá nas alturas. O Amor não oscila ao tempo, mesmo que Seu ensejo não poupe sua juventude; O Amor transmuta, renovando o existir... Afirmando para eternidade fidelidade... Com paixão, seu coração, forte brasão... Forte ardor, há ardor mais forte que o Amor!? FRUTO AMOR Pela estrada triunfal, de uma ambição suprema, Eu, Musa, cujo ardor nenhum perigo abate, Sobe alto cume, avista o apetecido emblema Em pedra perfulgente e de fino quilate!... Sedenta de alcançar primoroso gomo... Contra empecilho mil garbosa se debate, E vai, com passos firmes e paciência extrema, Nos braços da esperança o destemido vate!... Embebida de consistente clorofila... Que em minhas fundas células se instila, Meu ser completamente se transmuta: E, é verde meu Ideal, é verde meu Amor, Meu gosto pela Vida, meu Incontido Ardor, sou, Caule, Folha, Flor e Fruto do teu Amor! O FOGO DOS TEU BEIJOS! Tenho, os olhos úmidos, inquietos os seios nus, - que volúpia divina Louca de amor, minh’alma voa levo-te a tentação do amor ardente. Teu corpo se avizinha do meu, e te enlaço como uma serpente... a boca prendes, quente,cheia de beijos, palpitante, à minha... Beija mais, que o teu beijo me teia Fogo! aperta mais meu corpo mais! que eu tenha a vida, presa nestes laços de prisão tão doce! Aperta os braços mais, na volta sensual, abrange todo o quadril! Ávidos lábios sorvem o vinho na concha O corpo amado a chorar de gozo! TEU CORPOMeu coração pula acima dum Arco-íris ao sentir toda essa Paixão. Em que teus lábios são súplicas, lanço-me num beijo furtivo Respondes-me com o desejo do teu corpo. Segredas toda volúpia da paixão Abres meu ventre, beijas meus seios oferecidos, e na chama que solto; teu corpo explode de caricias e prazeres. E com a língua em fogo me derretes o desejo. Te debruças para que em ti Lanço a chama desse desejo... Um arco-íris de alegria desprende-se dos meus dedos quando toco o teu corpo e habito dentro de ti... AMOR INFINITODos sonhos e ilusões, os tons mais azuis, se é verdadeiro o Amor com que me queres, tornando-me a primeira entre todas as Mulheres! Eu nada mais desejo neste mundo, sendo Senhora de um afeto ão profundo, certo suportarei as horas duras, ditosas e altivas até nas amarguras!!! Que na poesia fecundem todos os mistérios e inflame a rima clara e ardente, que brilhem sonoramente, luminosamente... O Amor, constelamento Puro, em suas formas claras, fluídas e cristalina! amor que repurifica, canta Paz Infinita! VIAGEM NO TÚNELA Vida em segundos dentro do Universo. Por mundos fundos os momentos mais diversos, entre a eternidade e o presente. Abrem-se para ao Túnel do Tempo! Um todo feito por momentos numa dança de terrenos anjos movendo-se pra’qui, p’ra lá, apaixonam-se, numa dança celestial unindo-se suas Almas uma vez mais... Solto-me no Túnel, ao ar. Passageira deste sonho Piruetas vou desenhando Duas vidas, uma só nave a entrepor pela galáxia! Em Cirros estratos, que Se acumulam e se esparramam Por um céu marinho encenando o aéreo Enquanto duas Estrelas Insinuam-se num romance etéreo... ARAUTO DE SONHOS E SAUDADESVinde a mim, passado e presente, Tecendo sonhos ,agarrados por imagens Que creio e proclamo dissolutas. Que ânsia remota, trêmula de arrelias, Imprópria, pousou em teus lábios Quais purpúreas dores duma paixão? Sorveu da tua alma amor secular? Mulher divindade...Divina idade... Que agitação convulsiva de paixão, Que desejo ardente, Que temporal de estio te atam? Que tempestuoso céus, que tormento, Que clamor de viver, em suplício, Que fazem de ti, guerreira formosa. Relembras, diz-me, a doce primavera, Que num nefasto gesto fostes raptada Pelo canto dum Visigodo, ficando enamorada? Pois eu, ao teu lado, passado e presente Entrego tudo que tenho, E me dispo para ser, melancolia, Arauto de sonhos e saudades. EFIGENIA COUTINHO - Carioca radicada em Santa Catarina, Efigênia Coutinho é formada em Artes, se especializou em Tapeçaria de tear, buscando os seguimentos indígenas e sua História Natural. Ela participou de várias exposições. Para conhecer melhor Efigênia Coutinho acesse sua páginas da Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores – AVSPE. VEJA MAIS: POETAS DO RIO DE JANEIRORÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!GUIA DE POESIABRINCARTEPALESTRAS/PESQUISA & CIAMÚSICA, TEATRO & CIACRÔNICA DE AMORENTREVISTASTCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS
por
Luiz Alberto Machado,
às 6:37 AM
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