RUBENS
MATTOS CUNHA LIMA
– Rubens José Mattos Cunha Lima é arquiteto e artista plástico.
Em exclusiva
entrevista ele afirma que tudo começou quando ele participou do curso de
desenho na FAAP, em 1961. Assim, ele estudou na Fundação Armando Alves Penteado
e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.
Era um
adolescente rebelde, de barba grande, ia na FAAP desenhar e pintar, não tendo
ainda definida a carreira profissional, quando uma pessoa que muito o encorajou,
o Ciccillo Matarazzo (apelido de Francisco Matarazzo Sobrinho, um
proeminente mecenas das artes e empresário brasileiro, sobrinho do Conde
Francesco Matarazzo), que era amigo do seu pai e ia aos domingos em sua casa. Num
desses domingos ele falou pro pai dele: José, este menino tem que fazer um
curso com artes, talvez arquitetura. Assim foi.
Há mais de 60
anos trabalha com projetos residenciais e obras. Neste sentido ele assinalou
que: “Desenvolvi projetos de residências e obras. Em 60 anos de carreira fiz
mais obras que projetos, porque ganhava mais dinheiro para sustentar a família.
Gosto muito da arquitetura”.
Fundou a
Editora Clube da Gravura, na qual editou mais de 100 artistas em várias
técnicas.
A respeito editora
do Clube da Gravura, ele fala que: “Surgiu num momento em que estava saturado
da profissão e queria pesquisar novos caminhos. Na ocasião estava fazendo um
estágio na montagem de uma das edições da Bienal de São Paulo e um rapaz da
fundação Bienal falou da Izar do Amaral Berlinck (1918–1990), uma renomada
gravadora, pintora e professora brasileira, que foi fundadora e presente do Núcleo de Gravadores de São
Paulo (NUGRASP), destacando-se pela difusão de técnicas de gravura e exposições
internacionais nos anos 60 e 70. Ela já estava decrépita e precisava-se de
alguém para tomar conta do Clube. Eu me animei, fui falar com ela e comprei os
direitos do Clube. Como era tudo muito bagunçado, aí criei a editora para poder
fazer as vendas mais corretas das gravuras e contratar os artistas”.
Foi editor da
Revista Gravura & Gravadores, que circulou nos anos 1980.
Desenvolve estudos
nas várias formas e técnicas da arte contemporânea.
Participou
com suas obras da publicação Dareladas (CriaArt, 2024), edição comemorativa de
centenário de Darel Valença Lins, organizada por Luiz Alberto Machado.
Sobre Darel
Valença Lins ele mencionou: “Conheci o Darel. Era uma pessoa muito intensa. Fiz
várias gravuras dele. Ele era voltado para as coisas sexuais. Ele falava que
ninguém desenhava uma vagina como ele, o maior desenheiro de vagina”. Inclusive
o artista fez um desenho de sua filha e o presenteou.
Atualmente
cursando no Museu de Arte Contemporânea da USP diversas matérias sobre arte.
É integrante
do Gentamiga Atelier e participa da plataforma Ubqub (SP).
Sobre suas
perspectivas e projetos futuros ele foi contundente: “Com 81 anos de idade, meu
projeto não é só artístico: é viver!”

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