domingo, fevereiro 01, 2026

RUBENS MATTOS CUNHA LIMA, 60 ANOS DE TRAJETÓRIA

 

 

RUBENS MATTOS CUNHA LIMA – Rubens José Mattos Cunha Lima é arquiteto e artista plástico.

 



Em exclusiva entrevista ele afirma que tudo começou quando ele participou do curso de desenho na FAAP, em 1961. Assim, ele estudou na Fundação Armando Alves Penteado e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

 



Era um adolescente rebelde, de barba grande, ia na FAAP desenhar e pintar, não tendo ainda definida a carreira profissional, quando uma pessoa que muito o encorajou, o Ciccillo Matarazzo (apelido de Francisco Matarazzo Sobrinho, um proeminente mecenas das artes e empresário brasileiro, sobrinho do Conde Francesco Matarazzo), que era amigo do seu pai e ia aos domingos em sua casa. Num desses domingos ele falou pro pai dele: José, este menino tem que fazer um curso com artes, talvez arquitetura. Assim foi.

 



Há mais de 60 anos trabalha com projetos residenciais e obras. Neste sentido ele assinalou que: “Desenvolvi projetos de residências e obras. Em 60 anos de carreira fiz mais obras que projetos, porque ganhava mais dinheiro para sustentar a família. Gosto muito da arquitetura”.

 



Fundou a Editora Clube da Gravura, na qual editou mais de 100 artistas em várias técnicas.

 



A respeito editora do Clube da Gravura, ele fala que: “Surgiu num momento em que estava saturado da profissão e queria pesquisar novos caminhos. Na ocasião estava fazendo um estágio na montagem de uma das edições da Bienal de São Paulo e um rapaz da fundação Bienal falou da Izar do Amaral Berlinck (1918–1990), uma renomada gravadora, pintora e professora brasileira, que foi fundadora e presente do Núcleo de Gravadores de São Paulo (NUGRASP), destacando-se pela difusão de técnicas de gravura e exposições internacionais nos anos 60 e 70. Ela já estava decrépita e precisava-se de alguém para tomar conta do Clube. Eu me animei, fui falar com ela e comprei os direitos do Clube. Como era tudo muito bagunçado, aí criei a editora para poder fazer as vendas mais corretas das gravuras e contratar os artistas”.

 



Foi editor da Revista Gravura & Gravadores, que circulou nos anos 1980.

 



Desenvolve estudos nas várias formas e técnicas da arte contemporânea.

 



Participou com suas obras da publicação Dareladas (CriaArt, 2024), edição comemorativa de centenário de Darel Valença Lins, organizada por Luiz Alberto Machado.

 



Sobre Darel Valença Lins ele mencionou: “Conheci o Darel. Era uma pessoa muito intensa. Fiz várias gravuras dele. Ele era voltado para as coisas sexuais. Ele falava que ninguém desenhava uma vagina como ele, o maior desenheiro de vagina”. Inclusive o artista fez um desenho de sua filha e o presenteou.



 

Atualmente cursando no Museu de Arte Contemporânea da USP diversas matérias sobre arte.

 



É integrante do Gentamiga Atelier e participa da plataforma Ubqub (SP).

 



Sobre suas perspectivas e projetos futuros ele foi contundente: “Com 81 anos de idade, meu projeto não é só artístico: é viver!”

 


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