sábado, setembro 05, 2026

UMAS DO BARÃO DE ALAGOINHANDUBA

 

BARÃO DE ALAGOINHANDUBA – (Imagem: Acervo ArtLAM) - Trata-se de uma lendária figura poderosa que é parte integrante de um lugar, no qual, tudo pode acontecer. Ele era o dono das terras todas de Alagoinhanduba e arredores, não só de todos os empreendimentos da região, como da política, da ordem, segurança, desenvolvimento e tudo que ali acontecesse, achegasse ou tomasse rumo por aquelas paragens. Ele tinha um fiel assistente, chamado por ele de Cheleléu, que era mudo para todo mundo, mas que só cochichava com ele, tido por muitos como o cabueta do Barão. Foi dos escritos de Cheleléu, todos encadernados artesanalmente que se soube das tantas e muitas aprontadas pelo soberbo poderoso e das coisas que aconteceram em Alagoinhanduba. Eis algumas dessa personalidade mítica.

 

A PRIMEIRA RESSURREIÇÃO DO BARÃO

O FANTASMA DO BARÃO

FÁBULA HODIERNA...

DE FESTA EM TRAGÉDIA SE DESFAZ E REFAZ...

AROMA DA MEMÓRIA, FLOR DESPETALADA...

O MORTO QUE SE PERDEU

MARIA JOÃOZINHO

DAS COISAS DE ALAGOINHANDUBA

TUDO PODE ACONTECER EM ALAGOINHANDUBA





 


sábado, agosto 29, 2026

LEITURAS: JORGE LUÍS BORGES

 

 

LEITURAS: JORGE LUÍS BORGES - O primeiro livro que li do escritor argentino Jorge Luís Borges (Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo – 1899-1986), foi uma indicação do meu primo e poeta Afonso Paulo Lins: O informe de Brodie. Estava eu lá com meus 12 ou 13 anos de idade, tomado pela curiosidade por ser o tradutor da obra, o conterrâneo escritor, Hermilo Borba Filho (1917-1976), que ainda estava vivinho da silva. O livro me impressionou tanto que logo fui até a legendária Livro 7 e comprei o que podia de obras dele. Logo estava eu me deliciando com Ficções. Depois O Aleph, O livro de areia, História universal da infâmia, O livro dos sonhos, O livro dos seres imaginários, Esse ofício do verso, O fazedor, História da eternidade, Elogio da sombra/Perfis, Obra poética e a luxuosa coleção Obras completas em 4 volumes, entre outras leituras e que foram muitas e recorrentes. Confesso minha compulsão em lê-lo e relê-lo, ainda hoje. Eis algumas destacadas:

 

OS LABIRINTOS DE BORGES

O INFORME DE BRODIE

LIVRO DOS SONHOS

O ALEPH

TLÖN, UQBAR, ORBIS TERTIUS

DELIA ELENA SAN MARCO

ELOGIO DAS SOMBRAS/PERFIS

OFÍCIO DO VERSO

HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA

LIVRO DE AREIA

BABEL DE BORGES

DOIS POEMAS

A LENDA

SALAMANDRA

EPITÁFIO

AS RUÍNAS CIRCULARES

DITOS

I

II

III

IV

V

VI



sábado, agosto 22, 2026

KID MALVADEZA & OUTRAS NOVELETAS

 

KID MALVADEZA – Reunião de sete - a conta do mentiroso, sete dias da semana - noveletas carregadas de muito humor e condições adversas na vida dos personagens. Confira cada uma abaixo:


E veja mais aqui & aqui.




sábado, agosto 15, 2026

A FÚRIA DOS INOCENTES

 


A FÚRIA DOS INOCENTES -
(Imagem do pintor do Barroco flamengo, Peter Paul Rubens (1599-1640). – Reunião de dez noveletas sobre as diversas ações dos mais atiçados e recheadas de humor e situações vexatórias. Confira. 

ESCÂNDALO DO COROINHA

ESTOPÔ CALANGO

A CARTA DO BARBEIRO

A BOCA NO TROMBONE

NEGÓCIO FECHADO

FANDANGO DO VAI QUASE NUM TORNA

O SANTO BODE FREDERIKO






sábado, agosto 08, 2026

TUNGA, TUNGANDO A VIDA

 

 

TUNGA – O escultor, desenhista e artista performático Tunga (Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão – 1952-2016), é um dos artistas mais emblemáticos da arte contemporânea. Filho do escritor Gerardo Mello Mourão e da ativista social Léa de Barros Carvalho e Mello Mourão, nasceu em Palmares (PE) e trabalhou no Rio de Janeiro, onde concluiu o curso de Arquitetura e Urbanismo, na Universidade Santa Úrsula. Iniciou sua carreira na década de 1960, produzindo desenhos e pequenas esculturas e traçando imagens figurativas com temas ousados, como nas séries O Perverso, Pensamentos, Máquinas, Charles Fourier (1772/1887) e Paisagens do Desejo. Foi co-editor da Revista Nove (1969-1971), uma publicação de poesia moderna, e colaborou com a revista Malasartes (1976), e com o jornal A Parte do Fogo (1980).

Em 1975, ele apresentou objetos tridimensionais na exposição individual intitulada Tunga - Ar do Corpo, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Na década de 1980, passou a criar instalações, nas quais utilizou grande variedade de materiais para explorar a ideia de conjunção, magnetismo, transmissão e isolamento de energia e forças invisíveis, sempre justapondo-os com rigor formal. Neste período criou obras icônicas como Trança [1983]; ÃO [1981]; Xifópagas Capilares entre Nós [1984], Vanguarda Viperina [1985]; Eixos Exógenos [1986-2000]; e, Semeando Sereias [1987-1998]. E ainda deu início aos trabalhos com formas e signos que marcariam sua carreira.

Nos anos 1990, ele intensificou a pesquisa sobre as relações energéticas entre diferentes metais em suas instalações, passando a usar conjuntos de ímãs em diversos trabalhos, elaborando suas instaurações - nome dado pelo artista às ações que ativavam seus trabalhos tridimensionais ou imersivos. Diferente da performance, que implica uma noção relacionada ao desempenho, a instauração trata-se de "fazer acontecer algo que você testemunha, que não estava ali, com uma luz nova.” Além disso, ele promove uma série de ações com terracota, argila e maquiagem, publicando, em 1997, o icônico Barroco de Lírios, primeiro livro editado pela Cosac & Naify, que faz um retrospecto das principais obras de Tunga realizadas entre 1981 e 1996.

Entre os anos 2000/2016, realiza uma reprodução Morfogenética, ocupando três andares do Centro Cultural Banco do Brasil e preenche a rotunda da instituição com uma luz vermelha e voz de Arnaldo Antunes, atores e bailarinos, dirigidos pela coreógrafa Lia Rodrigues, aplicavam maquiagem à instalação. Também idealizou a instalação Tríade Trindade [2001]; as performances Encarnações Miméticas e Experiência com Ynaiê [2003]; a série Quase Auroras [2005]; os filmes Quimera [2004], que concorreu à Palma de Ouro, na categoria curta-metragem, em Cannes, em 2004, e Medula [2005], ambos em parceria com Eryk Rocha; e, as obras Psicopompos e Vers La Voie Humide, no Château La Coste, na França [2008-2015]. Em 2004, inaugurou a Galeria True Rouge - primeira instalação permanente do Instituto Inhotim, um desdobramento da série de performances True Rouge, apresentadas desde 1997 em diversas ocasiões e cuja inspiração parte de uma poesia algébrica do escritor Simon Lane. E, em 2012, inaugura a Galeria Psicoativa Tunga, também em Inhotim, que abriga uma exposição permanente apresentando mais de 20 obras do artista sendo muitas icônicas como Ão (1981); Vanguarda Viperina (1985); Palíndromo Incesto (1990-1992); Tereza (1998); Prole do Bebê (2000); À la Lumière des Deux Mondes (2005); X-estudo (2009); Psicopompo Cooking Crystal (2010); e, Toro Condensed (1983) and Toro Expanded (2012).

Tunga recebeu a condecoração Chevalier des Arts et des Lettres (Cavaleiro das Artes e das Letras) pelo embaixador da França, Alain Rouquié. E, em 2005, foi o primeiro artista contemporâneo a exibir sua obra, À la Lumière des Deux Mondes, na pirâmide do Louvre.

Sua erudição e formação filosófica se refletiu em uma produção artística que envolve o cruzamento de pesquisas em diferentes áreas do conhecimento, apresentando interfaces com a literatura, filosofia, psicanálise, teatro, ciências exatas e biológicas, tratando-se de uma obra potente, profunda e autorreferente que nega o tempo linear e se apoia fortemente na materialidade, topologia, simbologias e processos de transformação e metamorfoses.

Atualmente, a equipe do Instituto Tunga trabalha na elaboração do Catálogo Raisonné que irá mapear todas as obras bidimensionais do artista em uma única publicação bilingue, em português e inglês, online e gratuita. Confira.


TUNGA

TUNGANDO A VIDA

I

II

III

A ARTE DE TUNGA

I

II

ÃO

VÊ-NUS

ART’UNGA

I

II

SEMANA TUNGA