sábado, outubro 10, 2026

JEFTÉ & ENTREVISTA DE JANILSON SALES

 

 

JANILSON SALES – O professor, poeta e produtor cultural, Janilson Sales desenvolve diversas atividades na área pedagógica, a exemplo do projeto Museu do Homem do Campo, a Cordelteca e o Cordeluna, entre outros, comprovando seu ativismo pedagógica na área do cordel, além de ser integrante da Academia Palmarense de Letras (APLE), entre outras ocupações nas áreas culturais e artísticas da Mata Sul pernambucana. Ele apresentou no  XII Congresso Nacional de Educação (CONEDU) o estudo O cordel no fazer pedagógico: estratégias lúdicas e alinhamento curricular nos anos iniciais.

 

LAM - Você é professor, poeta e produtor cultural. Então conta pra gente como se deu essa articulação para desenvolver um projeto com o Lúdico & o Cordel em sala de aula!

 

Essa articulação nasceu naturalmente da minha vivência como educador e amante da literatura popular. Sempre percebi que a aprendizagem acontece de forma mais plena quando o aluno se sente envolvido, motivado e feliz. O cordel, por sua musicalidade, criatividade e linguagem próxima do povo, tornou-se uma ferramenta poderosa dentro da sala de aula. Já o lúdico entra como ponte para despertar curiosidade e participação. Assim, fui unindo jogos, contação de histórias, dramatizações e leitura de cordel para tornar o ensino mais significativo e prazeroso.

 

LAM - Você estreou em livro com a publicação do Cordel do Ginásio Municipal, em 1998. Como foi embarcar por esta área e a receptividade do público?

 

Foi um momento muito especial, porque ali eu percebi que podia transformar experiências e memórias em poesia popular. Naquele ano, o Ginásio comemorava 50 anos de existência; portanto, era uma data muito significativa para registrar em cordel. Publicar o primeiro cordel me deu confiança para seguir escrevendo. A receptividade foi bastante positiva, especialmente entre estudantes, professores e pessoas que se identificavam com aquela narrativa simples e verdadeira. O carinho do público me incentivou a continuar produzindo.

 

LAM - Você tem trabalhado em sala de aula utilizando o cordel como material didático. Como é que se dá o desenvolvimento dessas atividades?

 

O cordel é um recurso riquíssimo. Eu o utilizo em atividades de leitura, interpretação textual, produção escrita, oralidade e também no trabalho com temas históricos e sociais. Muitas vezes, os alunos leem folhetos, produzem versos, ilustram capas e fazem apresentações de recitais. Isso fortalece o gosto pela leitura e valoriza a cultura nordestina, além de estimular a criatividade e elevar a autoestima dos estudantes.

 

LAM - Você tem desenvolvido ações como palestras, oficinas e recreações pedagógicas que articulam o cordel na escola. Conta pra gente como tem sido a receptividade dos alunos e participantes dessas suas atividades.

 

A receptividade tem sido muito boa. Crianças, jovens e educadores se encantam ao perceber que aprender pode ser algo leve e divertido. Nas oficinas, os participantes descobrem que também podem criar seus próprios versos. Já nas palestras e atividades recreativas, há sempre muita interação. Isso mostra que o cordel continua vivo e dialogando com as novas gerações.

 

LAM - Você realizou os projetos Cordeluna e Balaio de Cordel. Em que consistem tais propostas?

 

São iniciativas voltadas à valorização da leitura e da cultura popular. O Balaio de Cordel, por exemplo, reúne poesia, oralidade, brincadeiras e apresentações literárias, aproximando o público do universo do cordel — é o nome que criei para identificar as minhas oficinas de cordel. Já o Cordeluna tem como proposta reunir os cordelistas da região para um momento cultural. Este ano, por exemplo, no mês de agosto, realizamos o encontro aqui em Palmares, em parceria com o Ginásio Municipal, e reunimos poetas como Severino Pedro, de Bezerros; Aline Sales, de Caruaru; Meca Moreno, de Recife; e os poetas da nossa cidade. Foi um momento rico de troca e interação. Ambos têm como objetivo formar leitores e fortalecer identidades culturais.

 

LAM - Este ano você participou do I Congresso do Cordel, promovido pela Febracordel, em Recife. Fala pra gente como se deu essa experiência.

 

Foi uma experiência verdadeiramente enriquecedora. Participar de um congresso nacional dedicado ao cordel vai muito além de simplesmente participar de um evento: significa encontrar, ouvir e trocar ideias com pesquisadores, poetas, educadores e todos que amam e fazem viver essa arte tão nossa. Além de todo o aprendizado compartilhado, é um momento fundamental para fortalecer laços, construir redes de cultura e perceber que o cordel não está parado: ele cresce, se renova e se afirma, cada vez mais, como um valioso patrimônio literário, cultural e também pedagógico.

A proposta da FEBRACORDEL — lutar pela salvaguarda do cordel, unindo academia e coletivos de todo o Brasil — é essencial. Essa reunião nacional de cordelistas fortalece a arte em todas as suas dimensões: preserva a tradição, valoriza os criadores, dá voz a novas gerações e garante que o cordel continue vivo, percorrendo caminhos e encantando pessoas em cada canto do nosso país.

Saí de lá ainda mais motivado e convicto: é possível e necessário continuar esse trabalho, cuidando, difundindo e fazendo florescer a poesia de cordel!

 

LAM - Quando conheci você já desenvolvia o projeto do Museu do Homem do Campo que, posteriormente, transformou-se em Museu do Camponês. A quantas anda este projeto?

 

Este projeto continua sendo uma das iniciativas mais importantes da minha trajetória. Nasceu com o propósito de preservar a memória do homem do campo — seus objetos, costumes, histórias e saberes. Para enriquecer ainda mais esse acervo, o projeto vem recebendo generosas doações de objetos ligados à vida no campo, o que reforça e amplia seu papel fundamental como guardião e preservador da nossa história e da nossa cultura. Atualmente, está abrigado na Escola Ranúzia Moreira, em Xexéu, onde recebe escolas da cidade para visitas guiadas. Os próprios professores da escola também integram o projeto às suas aulas de História e Cultura. Em formato itinerante, já percorreu diversas escolas da Mata Sul pernambucana, levando conhecimento e identidade cultural aos estudantes. Hoje, permanece como uma proposta viva de educação patrimonial, valorização das raízes populares e de manutenção da nossa memória coletiva.

 

LAM - Você desenvolveu o projeto Faz Bem Ler. Quais os resultados obtidos com este projeto?

 

O principal resultado alcançado foi despertar o verdadeiro prazer pela leitura. Muitos alunos que tinham pouca proximidade com os livros passaram a frequentar mais as bibliotecas, a participar de rodas de leitura e até a produzir seus próprios textos. O projeto também contribuiu de forma significativa para o desenvolvimento da interpretação, da escrita e da expressão oral. Ler realmente faz bem: amplia horizontes, enriquece o pensamento e transforma vidas. Por isso, aproximo o lúdico da contação de histórias, apresentando cada livro de maneira dinâmica e envolvente. Essa é a nossa proposta: atrair a atenção para o livro, especialmente neste mundo tão tomado pelas telas, mostrando que a leitura é uma experiência viva, encantadora e indispensável.

 

LAM - Você tem participado de diversas antologias literárias e já publicou os livros O dia em que choveu na terra dos poetas (2010), Formosos Pés (2012) e Viver Livre (2014). Como você define esta trajetória voltada para a poesia, notadamente com relação à receptividade de seus alunos?

 

Vejo esta trajetória como um caminho construído com persistência e, sobretudo, com amor à palavra. Cada livro — O dia em que choveu na terra dos poetas (2010), Formosos Pés (2012) e Viver Livre (2014) — representa uma etapa da minha caminhada, tanto humana quanto literária. Quanto à receptividade dos alunos, isso sempre me emociona profundamente. Muitos passam a perceber que alguém próximo deles, um professor que faz parte da sua realidade, também escreve e publica. Isso desperta sonhos e mostra que a literatura não está distante: está ao alcance de todos. O meu mais recente lançamento é Jefté e o segredo da casa proibida, que trata justamente da importância da leitura literária em sala de aula e do poder transformador que a literatura exerce sobre cada pessoa e sobre toda a sociedade.

 

LAM - Você lançou recentemente o livro Jefté e o segredo da casa proibida (Cord Ed, 2025), que tem por proposta utilizar o lúdico nas leituras com a estudantada e o público em geral. Fala pra gente como pretende desenvolver essas atividades.

 

A proposta central é transformar a leitura numa experiência viva, interativa e envolvente, permeada de suspense, imaginação e participação ativa de todos. Com Jefté e o segredo da casa proibida, quero mostrar que o livro pode ser uma verdadeira aventura: não apenas algo para ler, mas para viver junto. Para isso, pretendo desenvolver encontros nas escolas, rodas de leitura compartilhada, dramatizações de trechos da história, jogos pedagógicos ligados à narrativa e debates que convidem crianças, jovens e adultos a mergulhar no universo literário. O objetivo é despertar o prazer de ler, aproximando o público dos livros de forma leve, criativa e significativa. Já tenho percorrido caminhos muito especiais na divulgação desta obra: apresentei o livro na Escola da Usina Serro Azul e também no Encontro de Escritores de Olinda. Nessas vivências, pude perceber o quanto a obra permite uma exploração didática rica e profunda. Foi inspirado nessa recepção que escrevi um artigo sobre a importância do lúdico no cordel, que terei a honra de apresentar neste mês de outubro, durante o CONEDU, em Campina Grande. É uma forma de compartilhar, também com educadores e pesquisadores, essa experiência que une tradição, alegria e aprendizado.

 


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sábado, setembro 19, 2026

WYNA & GABRIELE SAPIO – UMA ENTREVISTA

 

 

GABRIELE SAPIO – É italiano radicado no Brasil, graduado em Direito pela UFPI, mestre em Direito Constitucional pela UFC e doutor em Ciências Jurídicas y Sociales (UMSA), Buenos Aires, Argentina (2015). É também professor Efetivo do Curso de Direito na Universidade Estadual do Piaui (UESPI) e Tradutor Público Juramentado na Língua Italiana na Junta Comercial do Estado do Ceará (JUCEC).

 


WYNA, DAQUI A TRÊS ESTRELAS – Gabriele Sapio é autor da obra Wyna, daqui a três estrelas (Dialética, 2023), na qual explora as fronteiras entre o conhecimento científico e a espiritualidade, com uma escrita que privilegia a sensibilidade e a profundidade dos sentimentos humanos frente ao desconhecido, utilizando a ficção científica como veículo para transmitir mensagens de esperança e evolução. Sua abordagem sobre a “mente cósmica” reflete uma visão de mundo onde a humanidade está integrada a uma comunidade galáctica muito mais vasta e evoluída. RESUMO DO LIVRO - A estória narrada trata acerca de uma sucessão notável e singular de belíssimas e sublimes experiências oníricas vividas e experimentadas no decorrer da vida por um terráqueo, que foi escolhido e preparado por seres muito evoluídos espiritualmente dos mais altos planos cósmicos, em virtude de suas qualidades especiais e pelo fato de possuir uma mente cósmica, para o contato com uma belíssima, encantadora, magnética e fascinante mulher alienígena, cujo planeta natal se encontra no sistema estelar de Antares, e que se chama Wyna. No decorrer da trama o terráqueo é preparado e treinado de forma gradual e cada vez mais intensa para o contato com a Wyna, com o fim último de ambos realizarem ação conjunta de grande importância para a garantia da ocorrência da linha do tempo do futuro positivo e brilhante da Humanidade terrestre.

 

ENTREVISTA

 

LAM – Prezado Gabriele Sapio, vamos iniciar com a pergunta de praxe: como e quando se deu seu encontro com a Literatura?

 

R- Tudo começou com uma intensificação notável e cada vez mais acentuada de sonhos lúcidos sobre ETs, mulheres alienígenas, época da Atlântida e seres estranhos que tem me acompanhado desde a minha primeira infância. No entanto, tudo começou mesmo há uns 23 ou 22 anos atrás, quando sonhei que tinha me casado com a Wyna no planeta natal dela, ou seja, no sistema estelar de Antares. Foi um sonho tão deslumbrante, fantástico e inesquecível que me marcou e me impressionou de tal forma, que foi justamente a partir daí que surgiu a ideia de escrever um livro sobre a Wyna, o que de fato acabou acontecendo.

 

LAM – Quais influências da infância e adolescência foram predominantes para sua incursão pela Literatura?

 

R- Em termos pessoais foi a grande e profunda inspiração resultante de todos estes sonhos lúcidos que me acompanharam desde a minha infância. Já em termos mais especificamente literários, para ser honesto, não posso afirmar que tive uma influência ou influências deste ou daquele outro autor, mas sim da minha própria imaginação.

 

LAM – Você atua como professor, advogado e tradutor, agora também como escritor. Fala um pouco dessa trajetória na área acadêmica e a contribuição do Direito, da prática pedagógica e da tradução para a formação do escritor.

 

R- Sim, claro. Em primeiro lugar, eu me formei em Direito na Universidade Federal do Piauí -UFPI em 1992, posteriormente me tornei mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará - UFC em 2005 e, mais recentemente, ainda me tornei Doutor em Ciências Jurídicas y Sociales pela Universidad del Museo Social Argentino - UMSA , de Buenos Aires na Argentina, em 2015. Sou Professor de Direito na Universidade Estadual do Piauí -UESPI, desde o ano de 2001 e também sou Tradutor Público na Língua Italiana, junto a Junta Comercial do Estado do Ceará – JUCEC, desde o ano de 2011.E finalmente, sou escritor desde setembro de 2023 quando finalmente foi publicado o meu livro sobre a Wyna, cujo respectivo título é: WYNA DAQUI A TRÊS ESTRELAS.

 

LAM – Você lançou em 2023, pela Dialética, o seu primeiro livro ficcional: “Wyna, daqui a três estrelas”. Como foi a experiência da ideia até bater o centro no desenvolvimento desse projeto editorial?

 

R- Foi um grande sonho realizado, no qual tudo evoluiu e se concretizou a partir de sonhos lúcidos durante toda a minha existência e acabou se concretizando de fato. E se tornou finalmente uma realidade concreta graças a uma proposta editorial da Editora Dialética que na época considerei como sendo a melhor e mais vantajosa e o sonho se tornou finalmente realidade.

 

LAM – Qual o mote que revela a proposta deste livro: “Wyna, daqui a três estrelas”?

 

R- Na verdade, o título do livro é um incentivo bem como um poderoso estímulo para que os eventuais e futuros leitores do meu livro sejam estimulados a irem até às estrelas, se for preciso, para realizarem todos os seus sonhos. Pois para todos aqueles que têm coragem de irem até às estrelas, para irem atrás dos seus sonhos, nada é capaz de fazê-los desistir. É, portanto, uma mensagem indireta e subentendida de motivação e também de estímulo aos meus leitores para nunca desistirem dos seus sonhos. Além disso, este foi e é o título que mais eficaz e fielmente reflete o verdadeiro teor e espírito do enredo da estória aqui narrada, pois melhor reflete uma estória fantástica que transpõe e transcende as dimensões do tempo e do espaço.

 

LAM – Por que a ficção científica?

 

R- Porquê desde os meus primeiros anos de vida sempre me senti atraído por tudo que esteja direta e indiretamente relacionado ao mistério, só espaço, aos outros mundos, aos extraterrestres, ao futuro da humanidade e, logicamente, também ao gênero da ficção científica, que sempre tem me fascinado, atraído e entusiasmado, sendo o meu gênero literário preferido até os dias atuais.

 

LAM – Quais são as suas perspectivas diante deste momento pós-pandêmico, em que se visualiza um cenário sombrio assentado na supremacia da guerra, do ódio, da autodestruição e da intolerância ?

 

R- Na verdade tudo isso que está acontecendo atualmente no mundo já foi previsto, profetizado e esperado há muito mas há muito tempo mesmo ou seja desde os primórdios da civilização humana. E tudo isso é necessário para que a humanidade terrestre finalmente se conscientize e adquira a sua verdadeira maioridade como espécie e como coletivo, para que finalmente amadureça e definitivamente, de uma vez por todas, possa finalmente fazer a escolha certa. Ou seja, a de enveredar pelo caminho da espiritualidade, da busca interior, do fim do egoísmo, do materialismo, da cobiça, da indiferença e da insensibilidade frente ao sofrimento dos outros e, finalmente, opte pela senda da Nova Era Dourada da Humanidade e de sua definitiva integração à Comunidade Galáctica das civilizações mais avançadas do Universo.

 

LAM – Que projetos futuros você tem por perspectiva de realização na área literária e acadêmica?

 

R- Tenho grande interesse e pretendo publicar futuramente outros livros do gênero da ficção científica, inclusive a continuação desta primeira estória narrada neste livro. Também acredito que talvez publicarei algum livro futuramente na área do Direito.

 

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quinta-feira, setembro 10, 2026

A ARTE DE GUITA CHARIFKER

  

GUITA CHARIFKER – A pintora, desenhista, gravurista e escultora, Guita Charifker (1936-2017), estudou desenho e escultura no Ateliê Coletivo da Sociedade de Arte Moderna (SAMR), no Recife, em 1953, ao lado de Gilvan Samico e José Cláudio, sob orientação de Abelardo da Hora. Em 1964, colaborou com a fundação do Atelier da Ribeira, em Olinda, do qual participa também o pintor João Câmara (1944). Em 1966, criou e dirigiu a Galeria do Teatro Popular do Nordeste e, a partir de então, produziu desenhos de inspiração surrealista, associando formas humanas a animais e vegetais, realizados com precisão de detalhes, em obras de forte erotismo, trabalhando de forma quase monocrômica, com traços tênues e manchas a bico-de-pena e aguada, revelando um universo onírico de formas simbólicas.

Na década de 1970, realizou pesquisas sobre gravura em metal na Oficina do Ingá, Niterói, sob orientação da gravadora Anna Letycia. Em 1974, recebeu o prêmio de viagem ao México no Salão Global de Pernambuco. Depois, trabalhou no ateliê de João Câmara e frequentou por algum tempo o ateliê do escultor Frans Krajcberg. Organizou o Ateliê Coletivo, em Olinda, com pintor Gil Vicente, José Cláudio e Gilvan Samico, entre outros, em 1985. Em 2001, publicou o livro Viva a Vida! Guita Charifker: aquarelas, desenhos, pinturas, pela Secretaria de Educação e Cultura do Recife, e em 2003, foram apresentadas exposições retrospectivas no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, Rio de Janeiro, e na Pinacoteca do Estado de São Paulo - PESP. Veja mais aqui & aqui.