sexta-feira, junho 06, 2008

PRIMEIRA REUNIÃO



SISIFISMO

Luiz Alberto Machado

Sobre esta terra, hy breazil
Muita lágrima
Muito sangue
Jamais redimidos

Sonhou-se novo sol, hy breazil
Mas a banda é a mesma
As armas as mesmas
Os homens, os mesmos, hy breazil

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.

VEJA MAIS:
PRIMEIRA REUNIÃO
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

quinta-feira, junho 05, 2008

DICAS PRO FINAL DE SEMANA & TATARITARITATÁ!!!



CIRCENSES de Alckmar Santos - Formado em engenharia eletrônica, fez mestrado em teoria literária na Unicamp e doutorado em Paris, com orientação de Julia Kristeva. Em poesia, publicou os livros Rios imprestáveis, Retrato e percurso e Meu tipo inesquecível, além do poema digital “Dos desconcertos da vida, filosoficamente considerada”. É autor também do romance São Lourenço e do volume de ensaios intitulado Leituras de nós.Ciberespaço e literatura. Circenses é o livro de poesia de Alckmar Santos - A imagem do circo como metáfora para o trabalho artístico é usada em Circenses de forma inteligente e sensível, sem cair no óbvio. Os poemas são o resultado poderoso do choque entre a singeleza das imagens do circo e a tensão proveniente da forma requintada, do vocabulário precioso e da aspereza sintática de Alckmar. Editora 7 Letras Tel. (21) 2540-0076 editora@7letras.com.br & www.7letras.com.br

DI-VERSIFICANDO www.di-versificando.blogspot.com – A Vez do Poeta desta semana é do grande poeta Miró, um protagonista na forma poética urbana. Miró carrega em si o canto das ruas de Recife e muito mais, o clamor de tantos e tantos sem voz e sem vez. É a cara do multiculturalismo pernambucano. A divindade poética nos versos e sentimentos do imortal Rogaciano Leite; Agenda de recitais e eventos;
Festas juninas, charges, piadas, enquetes e as notícias do mundo cultural que você quer saber; O Di-versificando traz uma nova forma de mostrar a poesia... traz um novo jeito de cantar o verso e declamar a vida. Não deixe de ler a poesia mais lida... A Praga de Zambeta, um poema cômico e popular da autoria do poeta Felipe Júnior. Confira isto e muito mais...

PREMIO ASABEÇA - VII Prêmio Literário Livraria Asabeça – 2008 - A Livraria e Loja Virtual Asabeça organiza anualmente o Prêmio Literário Livraria Asabeça, categorias Poesia, Contos/Crônicas e Infantil (nova), com apoio da Scortecci Editora, para autores brasileiros, maiores de 16 anos, residentes ou não no Brasil. O tema é livre. Tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira.INSCRIÇÕES: Inscrições até 30 de junho de 2008 Mais informações: Livraria e Loja Virtual Asabeça www.asabeca.com.br Telefone: (11) 3031-3956 Email: asabeca@asabeca.com.br

SEMANA DE ARTE - Dando continuidade ao projeto Semana da Arte ESAMC, que acontece entre os dias 9 e 13, a Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação busca incrementar o estabelecimento sistemático de linhas de contato e entrelaçamento criativo entre as produções artísticas de sua comunidade interna de alunos e professores junto às produções externas, realizada pela comunidade artístico-cultural na qual está inserida. Intitulada Limites da Intimidade, o projeto busca despertar a curiosidade, estimular a quebra de fronteiras e tabus do íntimo que se revela na arte. São palestras, vídeos e oficinas abertas ao grande público. Outras informações: (82) 9982.8494.

PRÊMIO LITERÁRIO - Estão abertas as inscrições para o Prêmio Maximiano Campos de Literatura, destinado a crianças, jovens e adultos. O prêmio está estruturado em duas categorias: a primeira é direcionada a crianças e jovens que estejam cursando o ensino fundamental. A segunda, dirigida a adultos que já tenham concluído o ensino fundamental. Os vencedores de cada uma das categorias ganham passagens e hospedagem para a IV Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas, que ocorre de 6 a 9 de novembro. Inscrições e outras informações: www.imcbr.org.br/.

SALÃO DE TERESINA - Abertas as inscrições para o 15º Salão de Artes Plásticas de Teresina, que acontece nos dias 8 e 9 de agosto. Cada participante pode inscrever até três trabalhos, que podem envolver obras bidimensionais, escultura ou instalação, sendo que nesta o artista poderá concorrer com apenas uma obra, montada em local determinado pela Casa da Cultura de Teresina. Os interessados devem inscrever os seus trabalhos gratuitamente até o dia 22 de julho junto à Coordenação de Artes Plásticas, na Casa da Cultura, das 8h às 13h. Ficha de inscrição e outras informações: www.fcmc.pi.gov.br

VEJA MAIS:
VAREJO SORTIDO
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

quarta-feira, junho 04, 2008

DICAS DA SEMANA & TATARITARITATÁ!!!!



SPA DAS ARTES - Recife 2008 Bolsas de Incentivo à Produção e Residência Artística Inscrições até 7 de julho de 2008 Por correio: Centro de Formação em Artes Visuais Pátio de São Pedro Casa 11, São José, Recife - PE 50.020-220 ou Museu Murillo La Greca Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti 366 Parnamirim, Recife - PE 52.060-030 81-3232-1409 / 1410 www.recife.pe.gov.br Ficha de inscrição Apoio: Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Museu Murillo La Greca, Centro de Formação em Artes Visuais Info: www.canalcontemporaneo.art.br

MAÉRCIO LOPES – A xilogravura de Maércio Lopes está no Coletivo Malungo - na rua Tristão Gonçalves (Rua da Vala), 567, Centro – Crato – CE. Acompanhe os eventos culturais do Cariri pelo endereço www.agendacariri.wordpress.com Info: Poesia da Luz Fotografia Nívia Uchoa (88) 96127485 / 35114787 http://www.poesiadaluz.blogspot.com

PREMIO SALÃO ABRAHAM PALATINIK DE ARTES VISUAIS – MOSTRA CURTA CELULAR A FAPERN está promovendo o lançamento dos Prêmios: 'Salão Abraham Palatnik de Artes Visuais' e 'Mostra Curta Celular', edições 2008, nesta quarta-feira, dia 04 de junho, às 19h, no Palácio Potengi, Cidade Alta, Natal (RN) Info: fapern@rn.gov.br ou pelos telefones 3232.1729 e 3232.1727

CONCURSO DE POESIA - II Concurso Nacional de Poesia Sobre o Vinho Inscrições até 10 de setembro 2008 veja o Regulamento aqui: http://carnavalhagumes.blogspot.com

VEJA MAIS:
VAREJO SORTIDO
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

terça-feira, junho 03, 2008

DICAS DA SEMANA & TATARITARITATÁ!!!



SEMANA DA ARTE ESAMC – A ESAMC – Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, visando contribuir para a formação de uma sociedade aberta às pluralidades culturais presentes na contemporaneidade, dará, em 2008, continuidade ao projeto Semana da Arte ESAMC. Com este projeto, a ESAMC busca incrementar o estabelecimento sistemático de linhas de contato e entrelaçamento criativo entre as produções artísticas de sua comunidade interna de alunos e professores junto às produções externas, realizada pela comunidade artístico-cultural na qual está inserida. Além da mostra de produções de caráter visual, a Semana da Arte ESAMC oferecerá uma programação de palestras, vídeos e oficinas, todos abertos ao grande público. Através desta ação, a ESAMC reafirma seu compromisso com a construção de uma ambiência social saudável e diversificada, onde, através de ações de troca e diálogo, fortaleçam-se os vínculos e potencializem-se os crescimentos conjuntos. Nesta edição de 2008, a Semana da Arte ESAMC terá como linha de pensamento temático "Limites da intimidade", sendo formalmente organizada pelo Núcleo de Idéias e tendo como curadores a professora mestranda Caroline Gusmão e o professor doutor Francisco Oiticica. "Limites da intimidade" é a temática definida para a presente edição em razão de sua pertinência à discussão dos caminhos da sensibilidade atual. Os domínios do indivíduo e da coletividade podem causar encontros ao mesmo tempo traumáticos, quando enrijecidos e impostos, como também promover a sociabilidade, quando permeáveis ao contato. A terceira edição da Semana da Arte ESAMC destaca a importância de iniciativas que estimulem a superação dos tabus e incrementem a criatividade como fatores de responsabilidade social. APRESENTAÇÃO A 3° Semana da Arte ESAMC, intitulada Limites da Intimidade, busca despertar a curiosidade, estimular a quebra de fronteiras e tabus do íntimo, que, por sua vez, se revela em arte. Desta forma, faz com que as pessoas adquiram uma visão crítica, desenvolvendo o pensar em relação ao tema. A ESAMC se preocupa em criar um ambiente favorável, para que seus membros e a sociedade alagoana tenham oportunidade de conhecer um universo cultural, além de permitir que novas habilidades sejam criadas, oferecendo as ferramentas para que o próprio indivíduo construa suas idéias, seu modo de pensar e interagir. Partindo dessa premissa, a Semana da Arte se constrói por seus espectadores, pois, não só dá vazão aos expositores, como se preocupa em estar inter-relacionada com o público. CONCEITO Ao definir o tema da 3ª Semana da Arte ESAMC, surgiu a necessidade de encontrar um símbolo que representasse todo o contexto pertinente ao assunto. A escolha do zíper para conceber "Limites da Intimidade" foi determinada através do princípio de que ele se encontra em diversos acessórios e criações humanas, como, por exemplo: bolsas, calças e bermudas. A função de tal utensílio, de fechar ou abrir, leva o indivíduo a limitar o seu íntimo, fazendo assim com que ele mostre ou não seu particular, de forma principalmente subjetiva para o espectador. Juntamente com a definição do tema, houve uma reformulação na marca do evento, tornando-a mais moderna e dinâmica, indicando a nova organização do mesmo. ARTISTAS CONVIDADOS Ana Glafira Andrey Melo Bruno Soares de Vasconcelos Celso Brandão Cyro Patury Gabriel Navis Dalton Costa Daniel Hogrefe Delson Uchoa Edson Holanda Eva le Campion Felipe Camelo Fernando Honaiser Flora Uchoa Francisco Oiticica João Mário Luiz Felipe Vasques Maria Amélia Vieira Maíra Vilela Marta Emília Marcus Vinícius Nilton Resende Pedro Octávio Brandão Pedro Luccena Renata Voss Suel Thcello d'Barros Tainá Costa Wado Werner Weber Salles Renato Medeiros Marta Araújo Curadoria Caroline Gusmão Francisco Oiticica Organização (Núcleo de Idéias) Guto Gerbase Roberta Guimarães Palestrantes: Juliano Melo Costa Socorro Lamenha Bispo



CONTÍNUO TRANSITÓRIO - Primeira exposição individual de Waléria Américo. Nesta terça-feira, 3 de junho, às 20 horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108), a artista plástica Waléria Américo abre sua primeira exposição individual, Contínuo Transitório. Antes, às 19 horas, haverá bate-papo com o curador da mostra, Moacir dos Anjos. Gratuita ao público, a mostra fica em cartaz até 20 de julho deste ano. Em Contínuo Transitório, fotografias, gravuras, instalações e vídeos sugerem pequenas ações reais ou imaginárias que desestabilizam o olhar e tornam possível a construção de um trânsito entre sensações e pensamentos. No trabalho Para ver o céu mudar de cor, série de cinco fotografias, a artista passeia sobre uma mureta no topo de um edifício, de onde é possível ver uma paisagem feita de prédios que, juntos, quase encobrem o horizonte. No vídeo Mergulho na Paisagem, o ato de jogar pedras em um lago é encenado tantas vezes a ponto da ação perder sua função e se transformar em uma relação entre corpo e paisagem. Em Contenção, Waléria caminha em linhas retas, sobe e desce os níveis distintos de um ambiente feito de pedras, negociando a sua permanência nesse lugar que da forma como é filmado pouco se pode saber. Com micro-câmeras atadas no corpo, a artista percorre lugares da cidade, registra-os a partir dos seus movimentos e compartilha essas perspectivas fragmentadas em Mirar. Por meio de objetos inventados, sem finalidade certa, como um trampolim inacessível (Ilusão, ou minutos antes) ou uma cadeira com altura pouco convencional (Suspensão), Waléria reafirma seu desejo de propor sentidos contextuais e fugidios. ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Waléria Américo (Artista) - (85) 8794.5820 Moacir dos Anjos (Curador) - (81) 9975.2962 Jacqueline Medeiros (Coordenadora de Artes Visuais do CCBNB) - (85) 8851.5548 Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3196 / 8736.9232 – lucianoms@bnb.gov.br SERVIÇO: Artista: Waléria Américo Curador: Moacir dos Anjos Local: Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza Endereço: Rua Floriano Peixoto, 941 – Térreo – Centro Período: de 03 de junho a 20 de julho de 2008

MUBE - Museu Brasileiro da Escultura – Exposição “O Equilíbrio entre o Abstrato e o Figurativo” de Margarita Farré Curadoria: Sabina de Libman Inauguração: 05 de junho de 2008, quinta-feira, das 17 às 20 horas Exposição: 06 a 29 de junho de terça a domingo, das 10 às 19h MuBE – Museu Brasileiro da Escultura Avenida Europa, 218 - Jardim Europa - São Paulo Tel.: 11 3081-8611 www.mube.art.br MARGARITA FARRÉ - Forte, vigorosa, poderosa e ao mesmo tempo poética, patética, lírica, assim é a escultura de Margarita Farré que carrega com dignidade o peso de seus compatriotas Casals, Gaudí, Dali e Picasso, além das informações e técnicas aprendidas após longos anos de trabalho. Uma artista, uma escultora, neste caso, é fundamentalmente fruto de sua ousadia e um gesto de talento criativo. Seus grupos nada mais são que uma ousadia e um gesto de talento e criatividade. Num deles, de três figuras, o bloco de metal desdobra-se, desmitifica-se, para transformar-se num trio que canta não sabemos qual fertilidade ou quais qualidades humanas, mas, é evidente que é um convite ao acalanto que se encontra na família, no amor ou amizade. É um trio de figuras muito bem definidas com predomínio dos corpos e dos corações. As mentes, as cabeças, nesta e noutras peças suas são proporcional e propositadamente menores porque, penso eu, nesta parte anatômica do corpo humano se encontram as idéias, a cultura, a fantasia e a imaginação, que não ocupam volume algum, e que, por outro lado são exatamente os elementos que nos ligam e vinculam uns aos outros. Há momentos, em toda a obra escultórica de Margarita Farré, de reflexão e de síntese que nos obrigam a classificá-las (mesmo com todos os temores que a classificação causa nos críticos de arte), como uma artista muito completa, de personalidade própria e com nome já garantido nesta difícil atividade artística que é a escultura.

SOLO NO SUBSOLO - Tavinho Paes no SOLO, lá no SubSolo 06 de JUNHO - Winners Cyber Café - SubSolo Clubb Av. N. Sra. de Copacabana, 1.171 - entre Sá Ferreira e Souza Lima COPACABANA - Posto 6 - telefone: (21) 2521-6525 café-bar < 2 ambientes > night-club telão transmitindo em tempo real o que acontece no salão do subsolo ROTEIRO 21h cineclubb ambient film - Be-Bop Jazz Cult Films Festival 22h video.mix poema.show - by Tavinho Paes 23h - tema da noite - OS SUBTERRÂNEOS - 50 anos da publicação do livro de Jack Kerouac poetas convidados Carluxo - Edu Planchêz - Pedro Lage insert-films downloaded by eMule - Pull my Daisy - The Beat Generation - The Source Manhattan 30's Flash - Couch by William Burroghs ...e mais surpresas. roda de poetas durante as apresentações

DIVERSOS AFINS – a vigésima Primeira Leva da Revista Cultural DIVERSOS AFINS traz uma série de novidades: A viagem ao Belo pelas telas do artista plástico paulista Canato; Uma conversa com o escritor Moacyr Scliar; Trilhas sensíveis da poesia em Carlos Trigueiro, Jorge Vicente, Sandro Ornellas, Mônica Montone, Antonio Naud Junior e Floriano Martins; uma carta à Clarice Lispector nas linhas confessionais de Luciano Bonfim e muito mais. Confira acessando: www.diversos-afins.blogspot.com

VEJA MAIS:
VAREJO SORTIDO
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS

segunda-feira, junho 02, 2008

LITERATURA BRASILEIRA



LITERATURA BRASILEIRA – BARROCO – SEC. XVII
O barroco, segundo Assis Brasil, é um estilo de época, predominante na península ibérica no séc. XVII. A expressão era usada em reação à pintura, escultura e arquitetura dos séculos XVII e XVIII. Só muito mais tarde a critica literária se interessou em estender à literatura os preceitos do barroco, um estilo dinâmico, livre, imaginativo. Para Carpeau, as características barrocas estão no heroísmo exaltado e no estoicismo melancólico, na religiosidade mística ou hipócrita e sensualidade brutal ou dissimulada, representação solene e crueldade sádica, linguagem extremamente figurativa e naturalismo grosseiro. Adotado inteiramente na Europa, este estilo era desenvolvido nos centros de importância cultural do Brasil, como Salvador, Rio de Janeiro e Recife-Olinda, onde se distingue em relevo a continuação da prosa informativa e histórica, da oratória religiosa e do centro jesuítico erudito cultivados nos colégios da companhia, além da poesia.
No estilo barroco há uma característica predominante: o escritor usa expressões latinas e mitológicas, e certos vocábulos difíceis. As coisas nunca são ditas diretamente, mas de forma alusiva, com sutileza e trocadilhos. Tanto a prosa como a poesia são cultivadas na fase barroca brasileira, e o Padre Antonio Vieira, através de sua oratória religiosa, cujo sermonário era voltado para o Brasil, além da influência geral que exerceu na época, é considerado o mestre da época seiscentista. Também na crônica frei Vicente do Salvador, com a Historia do Brasil (1627), Simão Vasconcelos, com a Crônica da Companhia de Jesus (1663) e a Vida do venerável padre José de Anchieta (1672), e Ambrosio Fernandes Brandão, com os Diálogos das grandezas do Brasil (1618), numa linha nativista de reconhecimento e defesa dos interesses da terra.
Quanto ao tema, o Barroco valoriza a experiência humana e acentua a contradição entre a vida e a morte. A vida é transitória, a beleza física passageira, a felicidade é apenas um aceno longínquo. Mas a bondade suprema de Deus é reconhecida, ele redime as fraquezas humanas. A poesia barroca exalta ainda o amor e o sentimento religioso, o que caracteriza bem a poesia de Gregório de Matos Guerra. Também é o momento de Manuel Botelho de Oliveira e frei Manuel de Santa Maria Itaparica, conhecidos como poetas pela poesia de inspiração nativista, na linha do louvor dos aspectos e recursos naturais da terra, espécie de retrato complexado do Brasil-colônia em confronto com Portugal colonizador.

GREGORIO DE MATOS GUERRA - Gregório de Matos Guerra (1623-1696) é, para muitos, o verdadeiro iniciador da literatura brasileira. Como um dos primeiros poetas brasileiros, sua obra sobreviveu manuscrita sendo a confrontação das duas grandes contradições surpreendidas no lírico e no satírico, voltado para a critica e a agressão ferina, às vezes de autolamentação, aos costumes, hábitos e individualidades de sua época, compondo um retrato amplo de Salvador da segunda metade do séc. XVII, inclusive do Recôncavo Baiano, onde se desenvolvia a economia do açúcar. Também sua obra é vista como uma manifestação da época, objetiva e documental, exaltando o amor carnal e platônico, destacando-se na sua poesia a beleza das mulheres. Seu estilo variado, desde satírico, lírico, amoroso e religioso demonstra a tradição da poesia quinhentista portuguesa, de Camões, mais a influencia preponderante do Barroco espanhol com Lope de Veja e Quevedo. Sua sátira em versos cortantes atinge grandes e pequenos, e acaba sendo perseguido e destituído de suas funções de vigário-geral e tesoureiro-mor, nomeações que havia conseguido através de D. Gaspar Barata. Sua fama, inicialmente foi de caráter local, com a obra inédita ou espalhada por inúmeras publicações, inclusive alguns poemas sem assinatura. Segundo Assis Brasil, tido como canalha ou gênio, o Boca do Inferno é responsável pelo primeiro momento alto da poesia brasileira, praticamente na época de sua origem e formação. Um barroco por excelência, segundo os críticos, quer na poesia lírica ou religiosa, sendo a sua obra de temas pendulares, como o amor platônico e devasso, o pecado e a pureza, a boemia e o moralismo. Critico mordaz da sociedade, foi reconhecido pelo padre Antonio Vieira, que fez paralelo entre os seus Sermões e a Sátira de Gregório de Matos, como instrumentos de critica.
Segundo Ronald de Carvalho, foi Gregório de Matos o primeiro jornal brasileiro, onde estão registrados os escândalos miúdos e graúdos da época, os roubos, os crimes, os adultérios e até as procissões, u aniversários e os nascimentos que ele tão jubilosamente celebrou nos seus versos.

SONETOS DE GREGÓRIO DE MATOS GUERRA

Um soneto começo em vosso gabo;
Contemos esta regra por primeira,
Já lá vão duas, e esta é a terceira,
Já este quartetinho está no cabo.
Na quinta torce agora a porca o rabo;
A sexta vá também desta maneira,
Na sétima entro já com grã canseira,
E saio dos quartetos muito brabo.
Agora nos tercetos que direi?
Direi, que vós, senhor, a mim me honrais,
Gabando-vos a vós, e eu fico um rei.
Nesta vida um soneto já direi,
Se desta gora escapo, nunca mais,
Louvado seja deus, que o acabei.

A Deus vão pensamento, a Deus cuidado,
Que eu te mando de casa despedido,
Porque sendo de uns olhos bem nascido,
Foste com desapego mal criado.
Nascentes de um acaso não penado,
E cresceu-te um olhar pouco advertido,
Criou-te o esperar de um entendido,
E às mãos morreste de um desesperado:
Ìcaro foste, que atrevidamente
Te remontaste à esfera da luz pura,
De donde te arrojou teu vôo ardente.
Fiar no sol, é irracional loucura,
Porque neste Brandão dos céus luzente
Falta a razão, se sobra a formosura.

Não vi a minha vida a formosura,
Ouvia falar nela cada dia,
E ouvia e me incitava, e me movia,
A querer ver tão bela arquitetura.
Ontem a vi por minha desventura
Na cara, no bom ar, na galhardia
De uma mulher, que em anjo se mentia,
De um sol, que se trajava em criatura.
Me matem (disse então vendo abrasar-me)
Se esta coisa não é, que encarecer-me
Sabia o mundo, e tanto exagerar-me
Olhos meus (disse então por degender-me)
Se a beleza hei de ver para matar-me
Antes, olhos cegueis, do que eu perder-me.

Corrente, que do peito desatada
Sois por dois belos olhos despedida,
E por carmim correndo despedida
Deixais o ser, levais a cor mudada.
Não sei, quando caís precipitada
As flores, que regais, tão parecida,
Se sois neves por rosa derretida,
Ou se a rosa por nove desfolhada.
Essa enchente gentil de prata fina,
Que de rubi por conchas se dilata,
Faz troca tão diversa, e peregrina,
Que no objeto, que mostra, e que retrata,
Mesclando a cor purpúrea, e cristalina,
Não sei, quando é rubi, ou quando é prata.

Do prado mais ameno a flor mais pura,
Que em fragrâncias o alento há desatado,
Hoje a fortuna insípida há roubado
A pompa, o ser, a gala, a formosura.
Flor foste, ó conde, a quem a desventura
Por decreto fatal do iniquio fado
Quis dar-te como flor do melhor prado
Tumba do mar, nas águas sepultura.
Porque menos decente o monumento
Poderias achar no infeliz caso
De ver extinto tanto luzimento.
Por magnânimo herói no final prazo
Somente na extensão desse elemento
Terias como sol decente ocaso.

Anjo no amor, Angélica na cara!
Isso é ser flor e anjo juntamente;
Ser Angélica flor e anjo florescente,
Em quem, senão em vós, se uniformara?
Quem vira uma tal flor, que a não cortara
Do verde pé, da rama florescente;
E quem um anjo vira tão luzente,
Que por seu Deus o não idolatrara?
Se pois, como anjo sois dos meus altares
Fores o meu custódio, e a minha guarda
Livrara em de diabólicos azares.
Mas vejo que por bela e por galharda,
Passo que os anjos nunca dão pesares,
Sois anjo que me tenta e não me guarda.

Largo em sentir, em respirar sucinto
Peno, e calo tão fino, e tão atento,
Que fazendo disfarce do momento
Mostro, que o não padeço, e sei, que o sinto.
O mal, que fora encubro, ou que desminto,
Dentro no coração é, que o sustento,
Com que para penar é sentimento,
Para não se entender é labirinto.
Ninguém sufoca a voz nos seus retiros;
Da tempestade é o estrondo efeito:
Lá tem ecos a terra, o mar suspiros.
Mas oh do meu segredo alto conceito!
Pois não me chegam a vir à boca os tiros
Dos combates, que vão dentro do peito.

Triste Bahia! Oh quão dessemelhante
Estás, e estu do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi empenhado,
Rica te vejo eu já, tu a mi abundante.
A ti tocou-te a maquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado
A mim foi-me trocando, e tem trocado
Tanto negócio, e tanto negociante.
Deste em dar tanto açúcar execelnte
Pelas drogas inúteis, que abelhuda
Simples aceitas do sagar Brichote.
Oh se quisera Deus, que de repente
Um dia amanheceras tão sisuda
Que fora de algodão o teu capote!

Tristes sucessos, casos lastimosos,
Desgraças nunca vistas, nem faladas,
São, ó Bahia, vésperas choradas
De outros que estão por vir mais estranhosos:
Sentimo-nos confusos, e teimosos,
Pois não damos remédios às já passadas,
Nem prevemos tampouco as esperadas,
Como que estamos delas desejosos.
Levou-nos o dinheiro a má fortuna,
Ficamos sem tostão, real nem branca,
Macutas, correão, novelos, molhos:
Ninguém vê, ninguém fala, nem impugna
E é que, quem o dinheiro nos arranca,
Nos arrancam as mãos, a língua, os olhos.

Sete anos a nobreza da Bahia
Serviu a uma pastora indiana, e bela,
Porem serviu a Índia, e não a ela,
Que à Índia só por premio pertencia.
Mil dias na esperança de um só dia
Passava contentando-se com vê-la:
Mas Fr. Tomás usando de cautela,
Deu-lhe o vilão, quitou-lhe a fidalguia.
Vendo o Brasil, que por tão sujos modos
Se lhe usurpara a sua dona Elvira,
Quase a golpes de um maço, e de uma goiva:
Logo se arrependeram de amar todos,
E qualquer mais amara, se não fora
Para tão limpo amor tão suja noiva.

FONTES:
BANDEIRA, Manuel. Noções de história das literaturas. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1940.
BRASIL, Assis. Dicionário pratico de literatura brasileira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979.
______. Vocabulário técnico de literatura. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979.
CARPEAUX, Otto. Pequena bibliografia critica da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979.
CARVALHO, Ronald. Pequena história da literatura brasileira. Rio de Janeiro: F. Briguet, 1955.
COUTINHO, Afrânio. Introdução à literatura brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
DIMAS, Antonio (Coord). Gregório de Matos. São Paulo: Abril, 1981.
FERREIRA, Pinto. Historia da literatura brasileira. Caruaru: Fadica, 1981.
LIMA, Alceu Amoroso. Introdução à literatura brasileira. Rio de Janeiro:Agir, 1956.
LITRENTO, Oliveiros. Apresentação da literatura brasileira. RJ/Brasilia: Forense/Universitária/INL, 1978.
MARTINS, Wilson. A literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1967.
MIRANDA, Ana. Boca do inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
ROMERO, Silvio. História da literatura brasileira. Brasília: INL, 1989.
SODRÉ, Nelson Werneck. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1976.

VEJA MAIS:
LITERATURA BRASILEIRA – CLASSICISMO
VAREJO SORTIDO
CRÔNICA DE AMOR
GUIA DE POESIA
PALESTRA: CIDADANIA NAS ESCOLAS
BRINCARTE
RÁDIO TATARITARITATÁ – LIGUE O SOM & CURTA!
PUBLIQUE SEU LIVRO – CONSÓRCIO NASCENTE
TCC – FAÇA SEU TCC SEM TRAUMAS