domingo, janeiro 01, 2012

TODO DIA É DIA DA MULHER: ELIANE AUER



ELIANE AUER (MOÇA BONITA)


Fiquei escondidinha entre as nuvens
Procurando a estrela mais cintilante
Para presentear-lhe como o mais lindo diamante.
Ela é a mais bela que já vi
Porque no firmamento não há
Eu que a produzi
Quando passei por lá...

RISCOS DE UM LÁPIS

O lápis encantador
É ele que corre entre os dedos
Desde a infância mais pura
Até os tempos de desassossego

Lápis que ousa riscar
Os lábios formosos da moça bonita
A fina flor da fazenda
E o belo vestido de noiva em renda!
Os belos carrosséis dos parques
Os palhaços e as flores
As cartas dos amores
Risca o livro acabado
Os papéis esbranquiçados
E o sorriso estampado...

ANTES 

Antes
Antes que eu não mais enxergue...
Antes que o brilho se apague...
Antes que o amor acabe...
Antes que eu adormeça, me aqueça!
Antes que seja tarde, me escute!
Antes que a dor não caiba mais em mim, me acalme!
Antes que chegue o fim, me alcance...
Antes que o meu dia vire noite e o sono chegue.
Antes que chegue o inverno e as folhas caiam.
Antes me dê um sorriso e passeie comigo de mãos dadas.
Antes me aqueça no abraço e sentemos num banco de praça.
Antes, me beije até não pensar em mais nada...
Antes...

SONHANDO COM AS ESTRELAS 

Quando se tem um banco na praça 
Nele os sonhos fazem morada 
Tem princesa olhando estrelas 
Tem alma encantada 
O teu olhar é de festa e alegria 
À espera de beijos e afagos intensos 
Eternos sejam os doces sonhos noturnos 
Do mais puro encontro de amor 
Seja ele o céu estrelado ou 
Com juras de amor ao luar prateado. 
Embaixo da árvore, no banco 
É um sonho estar ao teu lado 
Contando as estrelas no céu 
Saboreando no vespeiro do anjo 
O mais puro e doce mel.

CASA VELHA

Quem habita a herança e o destempero 
Daqueles que só querem se dar bem ma infelicidade alheia 
A alegria e o desespero 
Foi amor e ilusão 
Até aonde vai a paixão 
Por aqueles que não lhe deixam nada de herança? 
Até mesmo na bonança 
Tem mesquinharia e deselegância. 
Casa velha de hospedeiro 
Meliantes e mendigos 
Virou homem bem honesto 
Viram monstros e protestos 
Casa velha virou abrigo 
De delinqüentes e oprimidos 
Vivem nela desabrigados 
E também muitos drogados. 
Casa velha já não agrada 
Àquele que não conseguiu achar o que procurava 
Restos de vidas mortas 
Sobras de parafernálias.

AMOR CARENTE, AMOR INTENSO

Só eu consigo te amar assim
São mistérios inexplicáveis
Mas adoráveis
Não é o seu rótulo
É a essência que me inspira
É o seu universo,
O seu tempo
Mesmo corrido
Que me energiza
É a idade, a sabedoria
Conquistada pela ação do tempo
A beleza ímpar, pintura inédita.
E na falta de tempo fazer o seu tempo para mim.
Eu te quero sim.
É na sobriedade que me aqueces
No olhar que me conheces
No acordar do Sol que me ilumina.
Só eu consigo te amar assim
Nesse amor carente, amor intenso
Envolvente entre nós.
Até... que não chegue o fim.
Não quero o fim.

ENCONTRO DE AMOR

O meu amor por você é de encantos
Como uma viagem de barco no mar
Onde o vento transporta sem rumo
Até que um dia você possa me encontrar
E quando me encontrar me aqueça
Porque o frio das noites foi muito
Seja companhia diária na sombra
Não quero solidão sem sua companhia
Encha de cores a minha vida sem brilho
Como a primavera de flores enche a estação
E em prece agradeceremos o encontro
Num ato de grande emoção.

POEMA DO AMOR ESQUECIDO 

Um amor que adormece 
Sem canção de ninar, 
Num barco navegando 
Quando saiu a pescar. 
E navegando esqueceu que um dia 
Teve um amor que deixou adormecido 
E no orvalho da noite em alto mar 
Quem sabe as ondas poderão acordar? 
Um amor que ficou na sombra 
Numa cabana velha coberta com palha 
Um marinheiro encontrando o barco à deriva 
Um novo rumo pode dar ao náufrago 
E o amor que esquecido ficou 
Poderá a esperança, resgatar o que restou! 

PLEBEIA

Enquanto deitada solitária, inquieta e triste
Naquele mundo não poderá mais ficar
É hora de dar adeus e não mais alimentar.
A dor profunda como punhal desferido no corpo
E que fique cravado até o final.
Melhor que não seja retirado para não sangrar
E não ganhar grandes quelóides para relembrar.
O encanto de cinderela passou à meia noite.
Agora só resta o sapatinho de cristal.

SOLIDÃO DE AMIGOS

-Estou com vontade de ter a sua companhia...
Pega a Lua para nós dois!
Vamos apreciá-la?
Sinto-me tão solitária!
-Ah! Também estou me sentindo solitário!
Dê-me a sua mão.
Aperte forte!
Preciso sentir a sua presença.
Sinto-me no abandono,
Triste sempre!
-Não fique assim!
Estou aqui perto de você.
Vou buscar a Lua para ser a nossa companheira.
Olhe agora para o céu!
Consegue enxergá-la?
Está na beira da praia, não é?
Eu também!
Vamos!Viaje comigo nesse pensamento!Estou juntinho de você.
Estou olhando também...
A noite está linda!
A Lua está magnífica! Está lá só para nós dois!
O vai e vem das ondas...
O brilho das estrelas...
O canto das águas...
São músicas criadas exclusivamente para os nossos ouvidos...
-Você conseguiu me acalmar!
Consigo sentir o ventinho suave no rosto.
É como se sentisse o seu carinho na minha face.
Preciso sentir seu abraço.
Está tão presente!
Sinto que estou adormecendo...
- Sim, você está adormecendo!
Amanhece e o Sol desponta no horizonte num espetáculo incrível!
E assim... Acordamos!

NAS BATIDAS DO CORAÇÃO

Quero ouvir
O teu coração
Deitar no teu colo
E ter a forte emoção
Perceber o doce acelerar
Descompassar e devagarzinho acalmar
Quero dividir
O silêncio quebrado
Pelo cantar dos pássaros
No primeiro dia de primavera
Quero dividir a alegria sem pensar
Sem imaginar, se virá amanhã outro dia
E, nas batidas do nosso coração
Extasiar-me de emoção...
Sentir o compasso
Do beijo estremecer
A face quente do desejo
No teu rosto afogueado de prazer
E nos amarrarmos um no outro sem soltar
Até que a força forte que anima
Diminua para poder sonhar...
E recomeçar a chama
De tanto Amor
Incendiar

E SE FOSSE AGORA?

E se fosse agora?
Se fosse agora, seria paradisíaco!
A busca suave 
O rosto sereno
As esmeraldas tão lindas
As flores do campo...
Um conto de fadas
A noite estrelada
Um cavaleiro e uma cavalgada
Um mar de estrelas
Um céu anil
Vivendo um sonho
Tão juvenil!


ELIANE AUER – A professora e escritora capixaba, Eliane Auer que também se assina Moça Bonita, é professora do Núcleo Comum, Coordenadora Pedagógica da Rede de Ensino Municipal, formada pela Universidade Federal do Estado do Espírito Santo, pós-graduada com especialização em Inspeção, Orientação, Gestão e Supervisão Escolar no Instituto Vale do Cricaré - São Mateus/ES. É também voluntária do PROERD - Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência.



ENTREVISTA DE ELIANE AUER

LAM - Eliane, você é professora e escritora. Então vamos trabalhar em duas partes, primeiro a professora. Quando, como e por que você se definiu professora?

No passado, em minha região, os familiares escolhiam o curso que as mulheres deveriam seguir, não deixando opção de escolha. Havia o famoso curso básico, em que se faziam todas as matérias e se optava pelo curso no segundo ano. Havia apenas os Cursos Científico, Técnico em Contabilidade, Técnico em Administração e Magistério (que era o curso para mulheres). Ao iniciar o curso, me identifiquei, pois sempre gostei muito de desenhar, pintar e criar. O curso exigia criatividade.
Tinha uma professora de Didática e Prática de Ensino que era muito exigente e ela era dona de uma escola privada renomada no município. Sempre me elogiou muito e assim que eu concluí o curso, no ano de 1983, ela esteve na casa de minha mãe, me convidando para assumir a minha primeira sala de aula, era uma sala de alfabetização.Com um mês de trabalho, convidou-me para trabalhar dois turnos.Assim, me dediquei por 11 anos à essa escola privada.

LAM - Quais as influências da infância e adolescência que determinaram a escolha pelo magistério?

Na verdade, os antecedentes eram já de duas irmãs formadas em magistério, porém nenhuma das duas atuava na área educacional.

LAM - Você passou por uma experiência pedagógica de sonhar com a faculdade, mas um sonho que ficou distante na época. Ao lado disso veio a hora de ser mãe e depois conseguir entrar na faculdade de Pedagogia. Fala pra gente dessas experiências.

Aos 18 anos de idade, assim que me formei, tive a minha iniciação na área educacional.
A faculdade, na época, ficava numa cidade da região serrana, no município de Colatina, como moro no município de São Mateus, norte do estado do Espírito Santo, tornava-se inviável financeiramente, era uma faculdade particular.
No ano de 1993, me casei e em 1995 tive minha primeira filha. Chegou o momento da renúncia para cuidar da minha filha e me realizar como mãe.
No ano de 1999, fiz um concurso público municipal para professora, onde fui aprovada. Reassumi a sala de aula e vieram as exigências para a prática docente, sendo elas curso de pedagogia ou normal superior.
Prestei um vestibular para ingresso num projeto EAD (educação Aberta e à Distância) entre a UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) e com o material didático fornecido pela Universidade do Mato Grosso.
Este curso de pedagogia foi semipresencial, onde eu trabalhava como professora num bairro periférico e desenvolvia os projetos e trabalhos de pesquisa nas horas vagas,além de desempenhar o papel de mãe.



LAM - Além dessa experiência, outra significativa foi a de se confrontar entre o ensino público e a rede privada. Relata pra gente como é que se deu esse confronto entre a escola pública. Qual a sua perspectiva hoje com relação tanto ao ensino público, como o do ensino na rede privada?

Trabalhar em uma escola privada foi uma experiência extremamente positiva, tinha riqueza de materiais didáticos, apoio dos pais, diariamente a dona da escola estava presente e era uma professora de carreira, que conhecia bem os anseios de uma sala de aula e os problemas que poderiam surgir e como solucioná-los junto com os professores.
Na rede pública, uma grande tristeza vivi, pois trabalhava em um bairro periférico. O oposto da situação da escola privada.
Crianças com fome, convívio diário com drogas e mortes, violência, pedofilia, zoofilia, incesto...
Lá, consegui um pacote completo de problemas emocionais: depressão, bipolaridade, ansiedade, síndrome do pânico e fobia social.
Faço acompanhamento psiquiátrico, psicológico, neurológico...
Depois de 11 anos vivendo com laudos médicos, descaso, críticas e ironias até mesmo com o nome de uma medicação, "pondera" (pondera é a paroxetina, um antidepressivo inibidor da recaptação da serotonina)

Perspectivas:
Quanto ao ensino público, vejo muitos colegas com laudos psiquiátricos e fazendo tratamentos emocionais, percebo nas instituições federais, os IFES, -cito onde a minha filha mais velha estuda- total descaso com a causa educacional. Prédios inacabados, faltam laboratórios, apoio profissional. Enfim, foram quase três meses de movimento e o ano letivo só será concluído no ano de 2012, atrasando consequentemente o próximo ano letivo.
Na rede pública municipal, continuam as ameaças feitas por alunos a professores e salários de descaso. Com tudo que passei em problemas emocionais, em nenhum momento a assistente social procurou saber sobre o que acontecia ou como a minha família se comportava com a situação. Acredito que com nenhum outro colega ocorra algum apoio.
Na rede privada, acompanho minha filha mais nova, a insatisfação salarial dos profissionais é a mesma, apesar do valor da mensalidade paga pelos alunos ser bastante alta.
Vejo que se não houver investimentos em capacitações, incentivos salariais, condições dignas de trabalho, segurança e comodidade, de nada adiantarão discursos mirabolantes descrevendo o cenário educacional.
Precisa-se de atingir as fraquezas, os erros, desde a base.
O aprendizado do aluno da escola pública, com fome, acredito que se torna difícil.  Defendia a idéia do café da manhã, pelo menos para que a criança não fique esperando pela merenda de hora de recreio apenas. Mas, os políticos vão para seus gabinetes de barriga cheia!

LAM - A seu ver a LDB vigente atende aos anseios de professores e estudantes?

A lei 9394/96 dá muita liberdade para as escolas, para os sistemas de ensino dos municípios e dos estados, fixando normas gerais. Alguns detalhes da LDB vigente são tidos como ganhos importantes para os cidadãos: "a União deve gastar no mínimo 18% e os estados e municípios no mínimo 25% de seus orçamentos na manutenção e desenvolvimento do ensino público" (art. 69); O Ensino fundamental passa a ser obrigatório e gratuito (art. 4) e; a educação infantil (creches e pré-escola) se torna oficialmente a primeira etapa da educação básica.
As políticas educacionais formuladas a partir da LDB trouxeram vários desafios para a formação dos docentes para atuar na educação básica, onde devem ser habilitados em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação.
A partir do momento em que se tem um profissional qualificado e habilitado para o exercício da função, o aluno passa a ter ganhos de conhecimento.

LAM - Você desenvolveu um trabalho acadêmico acerca da Petrobrás em São Mateus (ES). O que motivou a realização dessa pesquisa e os resultados obtidos?

A motivação se deu através da economia da cidade. Desde os anos sessenta a Petrobras, no nosso município, tem tido um papel relevante para a sociedade mateense.Promovendo desenvolvimento na economia local através de empregos, renda, royalties.Na minha vida, foi muito mais do que economicamente, trouxe-me um funcionário que se tornaria o meu marido e pai de minhas filhas, que muito me apoiou no desenvolvimento do trabalho.Bem como pesquisas empíricas com pessoas que vivenciaram a descoberta do petróleo no nosso município.
Através desse trabalho de pesquisa pudemos mostrar a importância da Petrobras na nossa região e dos produtos derivados do petróleo na economia.
O objetivo principal que era passar a informação e a importância da Petrobras no município e a presença no nosso dia-a-dia.


LAM - Você também destinou atenção ao tema da Etnografia. O que levou você a se debruçar sobre este tema?

Na verdade, este estudo etnográfico se deu sobre a coleta de dados de uma família, abordando uma temática de antropologia. Infelizmente , as aparências ditam as regras da família dentro de uma sociedade.Buscando o conhecimento mais voltado para a antropologia, o foco principal foi a família, com seus hábitos e costumes diários.

LAM - Agora é a vez da escritora. Como e quando se deu seu encontro com a literatura?

Na infância, tive uma professora que gostava de pedir para recitar na frente da sala, para os outros alunos. Sempre gostei muito de poesias e leitura.
Sempre escrevia alguma homenagem que pediam discursos em nome de alguém, mas nunca assinava.
Ao iniciar o tratamento psicoterápico em 2007, tive uma psicóloga maravilhosa que me incentivou a escrever minhas dores, sentimentos, frustrações, angústias, raivas... Era uma tarefa de casa após cada sessão de terapia.
Porém, sempre observava que tinha muita poesia nos escritos: eram folhas e folhas. Ela pedia para que eu sempre assinasse tudo que eu escrevesse.Assim fui escrevendo, me envolvendo  emocionalmente com a literatura e me apaixonando a cada dia mais e mais.
Com o incentivo dos comentaristas, fui escrevendo. Gosto de me sentir livre na escrita.



LAM - Você reúne seu material literário no Recanto das Letras e também edita um blog. A seu ver, como está a receptividade ao seu trabalho literário?

Percebo uma boa receptividade no trabalho através dos comentários e pelo perfil de muitos comentaristas.
Atualmente, além do Recanto das Letras, o PEAPAZ, a Poetas Del Mundo e Poetas Capixabas. E no blog Eliane Auer.
Percebo que alguns blogs postam também os meus trabalhos.

LAM - Quais os projetos que você tem por perspectiva realizar?

Produzir uma nova obra literária e voltar à faculdade através do curso de psicologia, para poder ajudar às pessoas emocionalmente.


E veja mais no http://blogagenda.blogspot.com/"> BlogAgenda .

sexta-feira, dezembro 30, 2011

JEAN LENZI: CURRAL DE GENTE


CURRAL DE GENTE

I



É do conhecimento da grande maioria dos estudiosos que as margens do Rio São Francisco propiciaram a criação do gado que se beneficiava com as suas águas e com a salinidade de suas barrancas. Daí a designação de Rio dos Currais.
Hoje, passados muitos anos, e passadas também as farturas daqueles tempos; assistimos as faltanças não somente das abundâncias materiais como também das espirituais, em que pese  a insistência em se bem dizer do fervor do povo barranqueiro. Mas se temos fé e esta gera esperança, isso já se esvai na névoa do tempo como os currais de gado e, ficamos a assistir "bestializados" a edificação de novos currais. Só que dessa feita, currais de gente.
A administração pública de nossa cidade de maneira equivocada e cruel intervém nos sítios históricos de preservação rigorosíssima e de maneira a transformar os nossos logradouros em verdadeiros currais de gente.
O que se verifica na avenida beira rio, ou Comendador Peixoto é um escárnio à nossa inteligência e um grave desrespeito à nossa cidade, já protegida por Lei Federal como Patrimônio do Brasil. Há pouco tempo a administração municipal foi obrigada a demolir parte das besteiras que havia construído com dinheiro público: quiosques a guisa de mercados de artesanato. Digo parte, porque também foram edificadas outras construções para sediar restaurantes que, por sinal, de tão precários, não resistiriam a mais superficial inspeção sanitária se acaso saúde pública houvesse.
Assim como os quiosques do artesanato, esses “restaurantes” foram também denunciados e condenados e devem ser retirados brevemente. O mesmo ocorrendo com os postos de gasolina que ainda teimam em permanecer alheios a todo clamor público, alimentando o tráfego pesado na região e os bolsos de maus penedenses.
Nota-se que a parafernália de “arranjos urbanísticos” tem sempre como objetivo manter intocável os privilégios de uma minoria que insiste em retirar do caos o máximo proveito, e, mesmo quando isso vem em prejuízo da cidade que os viu nascer. É um ciclo vicioso: os postos se escudam na presença dos "restaurantes" e outras besteiras para justificar sua presença. Estes precisam dos motoristas, principalmente dos caminhoneiros que pernoitam na região e com isso, a favelização da orla se acentua, propiciando a prostituição, uso de drogas e toda uma série de desconforto social.
Um visual humano e ambiental dantesco domina a entrada principal da cidade que afasta dessa área seus habitantes, além de, é claro, os turistas que chegam mesmo a terem medo de passar por ali em determinadas horas.
Ainda em sua insana “gerência”, a administração pública substituiu as antigas pedras de calçamento por bloquetes modernos e de precária manutenção, e que nada tem a ver com Penedo, a não ser as conveniências possíveis nos editais licitatórios. E como se não bastassem essas crueldades, enchem esse espaço com estacas a guisa de currais para “orientar” o transeunte e evitar que os habitantes, ainda desatentos, utilizem mal esses espaços.
E, alheia a tudo isso por incompetência e aulicismo, a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura anuncia nos foros Gestores do Turismo um plano para receber os turistas nacionais e internacionais. Algo incrível de se acreditar.
Já que de nada servem os órgãos fiscalizadores para coibirem esses desmandos; roguemos aos céus que se alevante em defesa da Cidade do Penedo, Patrimônio do Brasil, a indignação dos verdadeiros penedenses e dos demais brasileiros contra esses atos vandálicos de verdadeira depredação da nossa cidade.
Que os homens de bem do nosso país acorram ao nosso clamor de modo a não permitir que a nossa cidade seja destruída por incautos que, disfarçados de administradores públicos, de maneira irresponsável brincam com nosso patrimônio cinco vezes centenário.
Que se dê um BASTA a essa irresponsabilidade em nome do Patrimônio Brasileiro.
Que o Ministério da Cultura, cuja titular Dra. Ana Buarque de Holanda, filha do grande historiador brasileiro, Sergio Buarque de Holanda, lance seu olhar sobre Penedo e exija que os órgãos a ela submetidos atuem tempestivamente em socorro dessa Cidade cuja população vem ao longo dos anos sofrendo a amargura por todos os desmandos de suas administrações, e que tem assistido no dizer de Aristides Lobo - “bestializada” a degradação de seu sitio histórico. Evocamos ainda as tradições dos Buarque de Holanda, recordando o querido Chico, para que possamos também “ter as nossas praças e os nossos jardins”. E que neles cantem os nossos pregões, mercadejes, os nossos ambulantes, e a cidade volte a ser um local agradável para se viver.

JEAN LENZI – O artista, arte-educador e produtor cultural, Jean Lenzi, é diretor da Cia de Teatro Independente, diretor de cultura da Fundação Casa de Penedo e editor do blog Jean Lenzi.

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segunda-feira, dezembro 19, 2011

ILUMINATTA & O PORTAL DO POETA BRASILEIRO



PORTAL DO POETA BRASILEIRO – O Portal do Poeta Brasileiro é uma iniciativa da Editora Iluminatta, de Campinas (SP), que realiza um trabalho cúmplice e de realização da melhor sintonia entre o autor e a edição. A editora criou a Confraria do Escritor para viabilizar a publicação de livros da forma mais flexível para atendimento do anseio e desejo do autor. Entre os projetos da editora estão o Cidade Lírica que se baseia na concessão de lugares públicos nas cidades para fixação de placas com mensagens poéticas acessíveis a todos os olhos da população; os Encontros de Poetas Brasileiros nas bienais, interageindo e discutindo o papel do escritor na sociedade e os reunindo em feiras e bienais, incentivando a realização de saraus e a difusão da arte literária para acesso à população; e o lançamento da revista bimestral Universo Poético, prevista para o primeiro semestre de 2012. A editora também de uma livraria virtual com a exposição dos seus títulos e oferta de suas publicações.



Confira tudo no Portal do Poeta Brasileiro, no blog do Portal do Poeta Brasileiro e no site da Editora Iluminatta. E veja mais Portais Poéticos e editoras no Publique.



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sexta-feira, dezembro 09, 2011

TATARITARITATÁ COM SHOW EM SÃO PAULO



CANTARAU TATARITARITATÁ – Comemorando os 5 anos e mais de 200 mil acessos do Tataritaritatá no YouTube, realizarei o cantarau (cantoria + sarau) no Sopa de Letrinhas – O sarau do Caiubi, dia 15/12, às 21hs, no Bagaça Botequim & Petiscaria, em São Paulo.

O SOPA DE LETRINAS – SARAU DO CAIUBI – É uma festa chacriniana com muita música, poesia e bom humor, produzido pelo poeta, compositor e agitador cultural Vlado Lima, dentro da programação do Clube Caiubi de Compositores. Acontece uma vez por mês, sempre na última sexta-feira, dessa vez excepcionalmente numa quinta-feira, dia 15/12, às 20hs, onde músicos, intérpretes, compositores, poetas e performers dos mais variados estilos aproveitam o palco aberto do Sopa e apresentam suas criações para uma plateia incrivelmente atenciosa e participativa.O público presente no evento ainda participa lendo poemas do poeta homenageado da noite, nesse caso Luiz AlbertoMachado, e concorre a vários prêmios. No final do evento, é servida (na faixa) uma deliciosa sopa (de letrinhas).

SERVIÇO: TATARITARITATÁ NO SOPA DE LETRINHAS – O SARAU DO CAIUBI. Cantarau reunindo a música e a poesia de Luiz Alberto Machado. Dia 15/12, às 21hs, no Bagaça Botequim & Petiscaria (Rua Clelia 2023 – Lapa – esquina com a Jeroaquara – São Paulo. Participação especial: Meimei Correa. Informações pelo fone 011.2386.4915 e na Agenda do www.luizalbertomachado.com.br. Ingresso: 5 reais.

Veja detalhes do show, repertório, clipes, músicas e outras informações no Tataritaritatá.

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