quinta-feira, dezembro 31, 2015

domingo, janeiro 11, 2015

A LITERATURA DE LUIZ ALBERTO MACHADO


LITERATURA – Reunião dos livros publicados em verso e prosa.



POESIA


(Antologia poética 1982/1992, publicada em 1992 pelas Edições Bagaço)




(Reunião de poesias escritas entre 1992/2010)




(Poemeróticos - Poemas em versos e prosas 2002/2010)




(Poemetóricos - Poemas em versos e prosas 2006/2010)




(Poemas em vídeos)





PROSA


(Contos eróticos)




(Noveleta erótica)



AS TRELAS DO DORO, O BACHAREL DAS CHAPULETADAS

(Noveleta de humor)

I







(Noveleta de humor)




(Noveleta de humor)




(Noveleta de humor)




Festival de Cagadas Melando o País

(Croniquetas – A História do Brasil no maior bom humor)





INFANTIL

NITOLINO NO REINO ENCANTADO DE TODAS AS COISAS

(LIVRO/DVD/TEATRO)

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(Livro e Teatro)



sexta-feira, janeiro 17, 2014

PROJETO TATARITARITATÁ




PROJETO TATARITARITATÁTrata de um projeto que envolve música, teatro, literatura e pesquisa desenvolvidas pelo autor, bem como palestras e oficinas sobre Literatura de Cordel para estudantes e público em geral.

Compreende apresentação autoral com cantoria & sarau do autor nas modalidades solo, pocket, pé de serra e banda, com poesias, causos, humor & músicas.

A palestra possui duração de 1 hora contendo uma abordagem histórica acerca das origens da Literatura de Cordel, características, os modelos de expressão e destaques para a poesia popular. É destinada a estudantes e público em geral. 

A oficina possui 3 horas de duração e é dividida em 3 partes: a história da Literatura de Cordel, os formatos poéticos e exercício de criação. É destinada a estudantes, instituições culturais e público em geral.


LITERATURA DE CORDEL
Compreende estudos e pesquisas desenvolvidas pelo autor na área de Literatura de Cordel, com divulgação de sites e blogs de autores no Guia de Poesia.
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Confira mais no Tataritaritatá.

CONTATO:

Fones: (82) 9606.4436



 

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

O CAUDAL DO UNA DE PELÓPIDAS SOARES



O CAUDAL DO UNA DE PELÓPIDAS SOARES – Este artigo foi publicado na seção Opinião, do Diário de Pernambuco, mencionado no meu texto do Guia de Poesia. Não tenho a data da publicação. E atendendo solicitação da filha do escritor, a poeta Bartyra Soares, reproduzo o texto na íntegra.


O CAUDAL DO UNA


Pelópídas Soares


Unindo as suas águas à terra e ao homem, este rio Una une-se também à bacia do Vale do Pirangi, seu afluente e une, numa interação da paisagem humana e fisiográfica, o Agreste, a Mata e o Litoral, no sul do Estado. Às vezes se contorce beirando as fronteiras do norte das Alagoas. Em tempo, porem, recua, serpeia e novamente se estira dentro dos nossos limites, preservando a sua pernambucanidade, que é a sua identidade.

Nenhuma queda dágua importante registra. As setenta e cinco cachoeiras do seu curso, servem apenas para encrespar a sua correnteza e precipitar irritado o seu protesto contra a tragédia da gente nordestina que estampa as suas águas.

É uma corrente geradora de impetuosidade. Das suas margens, dos seus campos, das suas cidades e vilas, gerações de homens descem em torrentes sucessivas, à semelhança das suas águas, que nunca secam, como outra esteira líquida, para desaguar nas cidades grandes, gritar e ser ouvidos. Os rios carregam o destino de afogarem-se no mar. Alguns dos homens das suas margens também tem um destino comum: a cidade grande. Os das margens do Una carregam  uma legenda de vida para a posteridade.

Estes descem de São Bento do Una, de Altinho, Bonito, Canhotinho, Quipapá,  São Benedito do Sul, Maraial, Catende, Belém de Maria, Palmares, Água Preta, Barreiros e São José da Coroa Grande. São os Gilvan Lemos, os Hermilo Borba Filho, os Ascenso Ferreira, os Valença: Alceu, Jório, Lívio, Geraldo, Clávio; os Gueiros, à frente Nehemias e Eraldo; chamam-se José Maria Cerqueira, Waldemar e Alcides Lopes; Aristóteles Soares, Gasparino Damata, Bartyra Soares, Nelson Silva, Darel Valença, Murilo Lagreca, Bajado, Telles Junior, Douglas Marques, Jaques Gonçalves, Osmario Teles, Pedro Afonso de Medeiros, Ruy Ayres Bello, Júlio Bello, Estácio Coimbra, os irmãos Antiógenes e Nelson Chaves, Juhareyz Correya, Jether Peixoto, Odete Vasconcelos, Costa Porto, Manuel Lubambo, Jordão Emereciano, Jessiva Sabino, Margarida Mesquita, Valença Junior, Augusto Meyer, Garibalde Otavio, Raimundo Alves de Souza que se dizia pai de Vinicius de Morais; João Costa, Jocelino Ribeiro, as irmãs Costa Lopes, Eunice e Eulina; Manoel Martins Junior, os Griz, à frente Jayme; Letacio e Jaime Montenegro, Barros de Carvalho, Lelé Correa, Felinho, Nelson Ferreira, Luiz Alberto Machado e tantos outros, ficcionistas, poetas, artistas plásticos, jornalistas, compositores, músicos, atores, teatrólogos, ensaístas, políticos, que fazem a grandeza dessa região, no Estado e no País.

Homens que levam para os grandes centros culturais o espelho do rio Una e dos seus afluentes – a agressividade dos aveloses, a poética dos canaviais e os acenos finais dos coqueirais, antes que as suas águas barrentas dos mangues de Várzea do Una vá tingir o verdazulado do Atlântico. É Pernambuco na sua essencialidade. Tanto que, se um dia, alguma coisa mudar em Pernambuco, virá das margens deste rio Una.