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sábado, julho 18, 2026

DARELADAS – DAREL VALENÇA LINS

 

 

CENTENÁRIO DE DAREL VALENÇA LINS – No dia 9 de dezembro de 2024, comemorei o centenário do gravurista, pintor, desenhista, ilustrador e professor, Darel Valença Lins (1924-2017), com a publicação do livro Dareladas, lançado tanto em Palmares, sua terra natal, como também no Rio de Janeiro.

 


A ARTE ALÉM DAS MARGENS DO UNA - Lá pelos idos dos anos 2000 realizava eu um curso de pós-graduação em Teoria Literária, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quando em determinada ocasião fui instado a falar do quarteto artístico palmarense: Ascenso, Hermilo, Darel & Tunga. Após minha exposição, o professor doutor, ensaísta, poeta, romancista e crítico literário amazonense, Rogel Samuel (1943-2023) aproximou-se e declarou-me apaixonado pelos poemas presepeiros de Ascenso, leitor assíduo das invencionices de Hermilo, admiração exaltada pela obra do Tunga e, com bastante ênfase, que privava de amizade pessoal com Darel. Depois disso uma amizade estreitou-se entre eu e o professor ao longo do tempo, com muitas trocas de figurinhas e presentes, entre elas a entrevista exclusiva que ele me concedeu pro Guia de Poesia, que eu editava à época no Projeto SobreSites – o Diferencial Humano, do Rio de Janeiro, e que, depois, republiquei no meu zineblog Tataritaritatá, juntamente com o seu romance O amante das amazonas (Itatiaia, 2005), seus livros de poesias, outros de seus volumes de Teoria da Literatura, afora, o que seria o mais importante: me apresentar pessoalmente o artista conterrâneo, Darel. O tempo foi passando e o professor, sempre atento, mantinha-me informado acerca dos estudos realizados sobre a obra do artista palmarense, a exemplo do mestrado e, posteriormente, doutorado de Vitor Hugo Gorino, os estudos de Gisela Monteiro e Vivian Horta, a dissertação de Thayz Guimarães, artigos de jornais e revistas, entrevistas, catálogos, exposições, enfim, o que circulasse de e sobre a obra do Darel. Já nos anos 2020, participava eu de um curso de Artes na USP, quando conheci o arquiteto e artista visual, Rubens da Cunha Lima, que também havia convivido por um bom período de tempo com o conterrâneo artista, inclusive tendo Darel desenhado a filha dele Rubens de próprio punho e o presenteado com a obra. Foram muitas conversas com ambos, quando resolvi enfim homenagear definitivamente o artista palmarense. Então saí juntando o material que me havia sido disponibilizado, como os textos de Clarice Lispector e Aníbal Machado, os estudos acadêmicos de Vitor Hugo Gorino, Thayz Guimarães, Vivian Horta, Marcilene Ladeira, Gisela Monteiro e Lenia Sousa; as publicações de matérias em diversas revistas e dos jornais O Globo, Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora, Correio Brasiliense, Jornal da Tarde, Diário do Recife, Última Hora, Jornal Auxiliar, entre outros. Ainda vieram os artigos jornalísticos de Ferreira Gullar, Luiz Gutemberg, Sheila Kaplan, Vera Martins, Walmir Ayala, Suzana Braga, Elias Fajardo Fonseca, Vera Pedrosa, José Mário Pereira, Paulo Reis, Leda Rivas, Ivo Zanini, Carlos Soulié do Amaral, Carlos Newton, Arnaldo Pedroso D’Horta, Yllen Kerr, José Roberto Teixeira Leite, Casimiro Xavier de Mendonça, Rosa Nepomuceno, Mário Pedrosa, Roberto Pontual, Augusto Rodrigues, Quirino da Silva, Fernando Silveira, Edla Steen e José Geraldo Vieira. Tinha mais: artigos acadêmicos de Pedro Sánchez Cardoso, Sonia Pereira, Maria Luisa Távora; de Congressos, de Clarival Valladares, Textos de Exposições, de Enciclopédias de Artes, entre outras, como as apresentações de Nori Figueiredo, Gabriela Javier, Heloisa Aleixo Lustosa, Frederico Morais, Sérgio Pizoli, Marcia Pontes e Oto Reifschneider. Saí juntando tudo, organizando e selecionando o material todo para o que ficou depois convencionado por Dareladas. Aí juntei uns desenhos de Palmares antiga, feitos pelo artista plástico e compositor, Luiz Barreto; umas aquarelas elaboradas pela poeta, blogueira e artista visual paranaense, Luciah Lopez; outros desenhos e pinturas de Rubens Cunha Lima, Ricardo Bertacin Aidar, Cibele Sarkis Carneiro, Márcia Gebara e Luz Damatta, todos integrantes do Gentamiga Atelier e participantes da plataforma Ubqub. Mais dois textos: um da escritora e professora Graça Lins e, outro, do produtor cultural, artista visual e diretor da Biblioteca Municipal Fenelon Barreto, João Paulo de Araújo. Juntei tudo, acrescendo uns desenhos e textos que cometi e deu nisso. Na primeira parte do volume, Vid&arte de Darel: De corpo inteiro, uma linha do tempo com a vida & a obra de Darel, ilustrada pela série Palmares antigamente, do artista plástico e compositor musical, Luiz Barreto. Na segunda parte Darel: Mais que possa me reconhecer, na qual reuni depoimentos os mais diversos recolhidos de estudos acadêmicos, catálogos, revistas, jornais, publicações em geral, tudo tratando acerca da obra de Darel. Na terceira parte Darel: por trás das aparências, reunindo depoimentos do próprio artista, coletados de entrevistas e depoimentos pessoais, frases e pensamentos dele, que foram encontrados em diversas publicações. Na quarta parte Cidade Darelada, textos que escrevi inspirados na obra dele, com ilustrações da escritora, artista visual e blogueira, Luciah Lopez. Na quinta parte, Cinema Mulher, em que manifesto minha homenagem às mulheres dareladas, textos e músicas que escrevi também inspirados na sua arte, com ilustrações de diversos artistas do Atelier Gentamiga, de São Paulo. Na sexta parte, Darelando na Biblioteca, texto escrito pelo produtor cultural, artista visual e diretor da Biblioteca Fenelon Barreto, João Paulo de Araújo. Taí o livro, uma simples homenagem pela passagem do centenário deste grande artista palmarense.

 


Veja mais Darel aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui & aqui.

 



domingo, fevereiro 01, 2026

RUBENS MATTOS CUNHA LIMA, 60 ANOS DE TRAJETÓRIA

 

 

RUBENS MATTOS CUNHA LIMA – Rubens José Mattos Cunha Lima é arquiteto e artista plástico.

 



Em exclusiva entrevista ele afirma que tudo começou quando ele participou do curso de desenho na FAAP, em 1961. Assim, ele estudou na Fundação Armando Alves Penteado e na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

 



Era um adolescente rebelde, de barba grande, ia na FAAP desenhar e pintar, não tendo ainda definida a carreira profissional, quando uma pessoa que muito o encorajou, o Ciccillo Matarazzo (apelido de Francisco Matarazzo Sobrinho, um proeminente mecenas das artes e empresário brasileiro, sobrinho do Conde Francesco Matarazzo), que era amigo do seu pai e ia aos domingos em sua casa. Num desses domingos ele falou pro pai dele: José, este menino tem que fazer um curso com artes, talvez arquitetura. Assim foi.

 



Há mais de 60 anos trabalha com projetos residenciais e obras. Neste sentido ele assinalou que: “Desenvolvi projetos de residências e obras. Em 60 anos de carreira fiz mais obras que projetos, porque ganhava mais dinheiro para sustentar a família. Gosto muito da arquitetura”.

 



Fundou a Editora Clube da Gravura, na qual editou mais de 100 artistas em várias técnicas.

 



A respeito editora do Clube da Gravura, ele fala que: “Surgiu num momento em que estava saturado da profissão e queria pesquisar novos caminhos. Na ocasião estava fazendo um estágio na montagem de uma das edições da Bienal de São Paulo e um rapaz da fundação Bienal falou da Izar do Amaral Berlinck (1918–1990), uma renomada gravadora, pintora e professora brasileira, que foi fundadora e presente do Núcleo de Gravadores de São Paulo (NUGRASP), destacando-se pela difusão de técnicas de gravura e exposições internacionais nos anos 60 e 70. Ela já estava decrépita e precisava-se de alguém para tomar conta do Clube. Eu me animei, fui falar com ela e comprei os direitos do Clube. Como era tudo muito bagunçado, aí criei a editora para poder fazer as vendas mais corretas das gravuras e contratar os artistas”.

 



Foi editor da Revista Gravura & Gravadores, que circulou nos anos 1980.

 



Desenvolve estudos nas várias formas e técnicas da arte contemporânea.

 



Participou com suas obras da publicação Dareladas (CriaArt, 2024), edição comemorativa de centenário de Darel Valença Lins, organizada por Luiz Alberto Machado.

 



Sobre Darel Valença Lins ele mencionou: “Conheci o Darel. Era uma pessoa muito intensa. Fiz várias gravuras dele. Ele era voltado para as coisas sexuais. Ele falava que ninguém desenhava uma vagina como ele, o maior desenheiro de vagina”. Inclusive o artista fez um desenho de sua filha e o presenteou.



 

Atualmente cursando no Museu de Arte Contemporânea da USP diversas matérias sobre arte.

 



É integrante do Gentamiga Atelier e participa da plataforma Ubqub (SP).

 



Sobre suas perspectivas e projetos futuros ele foi contundente: “Com 81 anos de idade, meu projeto não é só artístico: é viver!”

 


Veja mais dele aqui & aqui.