sexta-feira, maio 09, 2008

PRIMEIRA REUNIÃO



Imagem: Mariana in the Moated Grange, 1850-51, do pintor e ilustrador pré-rafaelista ingles, Sir John Everett Millais (1829-1896)

MÃE

Luiz Alberto Machado

Mãe, me deste a benção para Deus me seguir. E eu, louvado, a ti dedico o amor infinito das estrelas.
Hoje sigo errante com o sentimento esconjurado.
Longe do teu seio nada tem mais vigor. Por isso eu te dedico minha canção perene, a minha desatinada canção de amor perdida nos desencontros do meu país.
Sou da tua carne o fruto, o teu sacrifício, a tua dor mulher.
Foi no teu seio que encontrei amparo.
Foi no teu seio que fui feliz.
Foi no teu seio que aprendi a justiça. E nele vivi a sede eterna e o ter na repartição da coragem no chão.
Sou a vez do teu ventre na queda do rio incólume.
Sou ainda aquela criança com os olhos de amanhã roçando tua pele e descobrindo a vida na tua dedicação.
Sou ainda aquela criança espevitada correndo peralta pelas névoas da lembrança no meio do mormaço da tarde.
Sou ainda aquela criança que não sabe a distância entre o sim o não nos cacos de sonho.
Sou aquela criança que sonhava a paixão pela professora dedicada e prestimosa fazendo um barulho que lateja no meu sexo, peito e cabeça.
Sou aqueles olhos vermelhos com todos os sustos da roda gigante pelas labaredas do medo.
Sou aquele menino arriado com as dores de fígado dentro da noite com vômitos surpreendentes na sala de aula.
Sou a teimosia infantil no insulto da vó empunhando chicote que marcaram bolhas estigmatizadas no termo das coisas.
Nada mais sou que aquele do namoro inocente com a tia,
Das aventuras amarradas no pano do pescoço,
Da barulhada imitando todas as máquinas dos motores ensurdecedores.
Foi preciso a vida de 30 anos para sentir o desterro de Água Preta, a violenta decepção dos anos, o fumo logo cedo e as aprontações no Ginásio Municipal.
Foi preciso a vida de mais de 30 anos para rever as noites insones com vô em Badalejo, a solidão eterna dos canaviais que expeliam a fumaça e eu tossia mais que tuberculoso.
Foi preciso a vida de mais de 30 anos para saber que Batman era o sonho dos desenhos na televisão com a revolucionária Aninha mandando ver nas arengas e a passiva Anginha olhando tudo e aplaudindo com seu jeito tatibitati e o mimo exagerado por Geórgia abrindo a festa com tantas outras formas de não se saber dizer o que fazer.
Foi preciso mais que 30 anos para entender que o dia não era um só nas coleções de gibi, no medo do coração de Jesus, na adoração fanática pelo pai, na fuga pro mundo ainda precoce pé na bunda e tataritaritatá!
Foi preciso a vida de mais de 30 anos para que revisse a correria na bolinha jogada no campo de barro pelo bairro adolescente, no esgoelar desafinado na cantoria imaculada, no namoro escondido, no casório antecipado, na colhida de Carma quando a fuga era a saída para o sorriso e nas safadezas de Pai Lula ensinando que a vida não é só uma reza boba no cantinho do quarto.
Foi preciso mais que 30 anos para saber da reprovação na escola, no ginásio e no colégio doendo nos corredora da faculdade por causa da pressa louca de conhecer o amanhã logo amanhã de manhã.
Foi preciso mais que 30 anos para que tudo sinalizasse nos desejos que chegaram muito cedo com as moças e mulheres que rodeavam meu dengo e mimavam minhas vontades.
Hoje sigo errante com todos os mitos daquela manhã religiosa comigo, o cérebro azeitado e a cabeça nas nuvens, a ternura fria de todos, a minha embriagues sempre exaltada, o exílio voluntário, a separação, a lâmina cortando a carne, o adulto órfão, o tempo e mais nada.
Hoje sigo errante e ainda brotam desejos nas ilusões montadas pelas quimeras que desabam na certeza incontida de vencer o mundo em alta velocidade e já.
Hoje sigo errante na penúria e luxo disfarçados. Entre o riso na cara lavada e o choro guardado no peito. Porque quando me vires abatumado pelos recantos de toda geografia deste país, é que estou vigilante eterno do meio onde vivo e da natureza de nossa vida.
Quando me vires gritando pelas esquinas é que sustento o choro no peito de milhares de filhos deserdados e amaldiçoados de sempre.
Quando me vires marchando nas ruas é que estou cantando o meu canto no futuro.
Quando me vires varando de noite é porque não encontrei amparo no dia.
Quando me vires chorar é que ainda não fui feliz.
Quando me vires rompendo divisas é porque continuo a semear o melhor de ti, lutando incansavelmente pelos caminhos duros do amanhã.

© Luiz Alberto Machado. Direitos reservados.

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quinta-feira, maio 08, 2008

DICAS & DICAS PRO FINAL DE SEMANA & TATARITARITATÁ!!!



BIENAL DO LIVRO MG – A Bienal do Livro de Minas trará 80 autores a BH. Marcado para os dias 15 a 25 de maio, evento terá nomes como Rubem Alves, Moacyr Scliar e Ziraldo. Isto terá como resultado onze dias de evento, mais de 80 autores presentes, 33 sessões literárias - divididas entre o Café Literário e a Arena Jovem -, 130 expositores, além de uma série de homenagens, lançamentos de livros, exposições e atrações infantis. Este é o universo que vai tomar conta de Belo Horizonte entre os dias 15 e 25 de maio, durante a Bienal do Livro de Minas, que acontece no Expominas. O evento, que chega à capital mineira com o objetivo de incentivar o hábito da leitura, a formação de novos leitores e a divulgação da produção literária contemporânea, contará com a presença de autores como Rubem Alves, Moacyr Scliar, Ruy Castro, Zuenir Ventura, Sérgio Sant’Anna, Sebastião Nunes, João Adolfo Hansen, Nelson Motta, Maria Esther Maciel e Affonso Romano Sant’Anna. A Bienal do Livro de Minas é uma realização da Fagga Eventos, organizadora da Bienal do Livro do Rio e de Salvador, e da Câmara Mineira do Livro, promotora do Salão do Livro de Belo Horizonte; e conta com o patrocínio de Petrobras, Cemig, Universidade Fumec, Banco Mercantil do Brasil, Submarino.com e com o apoio da Secretaria Estadual de Cultura, Fundação Municipal de Cultura, BHTrans e Metrô BH. Site oficial: www.bienaldolivrominas.com.br – informações de serviço, lançamentos e programação completa Horário de funcionamento: De segunda à sexta: das 9h às 22h (com exceção do dia 15/05) Sábados, domingos e feriados: das 10h às 22h ASSESSORIA DE IMPRENSA: ETC Comunicação – (31) 2535-5257/5258 Jihan Kazzaz - (31) 9194-5966 - Núdia Fusco - (31) 8707-7095.



JOSÉ LOUZEIRO: LUZES DA CONSAGRAÇÃO = biografia do professor e acadêmico Arnaldo Niskier, de JOSÉ LOUZEIRO. José Louzeiro estará lançando no próximo dia 8 de maio, a partir das 17 horas, na Academia Brasileira de Letras. Trata-se da biografia de Arnaldo Niskier por quem o autor sempre teve grande admiração, desde que foram colegas de trabalho (décadas de 70/80) na revista “Manchete”, de Adolfo Bloch. Nas suas inúmeras obras Niskier defende um Brasil voltado para as pesquisas e o aprimoramento educacional, como aconteceu com o Japão que, derrotado na II Guerra, tornou-se vitorioso no campo da tecnologia. Na biografia Louzeiro destaca, também, a importância que Arnaldo sempre deu aos estudos desde muito jovem. Embora dedicado aos esportes era o “nota 10” nas escolas por onde passou. Em “Luzes da Consagração” o autor fala do judeu-brasileiro Niskier e da sofrida mas gloriosa história do povo judeu – “o povo de Deus” – pelo qual Louzeiro tem grande respeito e admiração. Endereço: Av. Presidente Wilson, 203 – Centro. O escritor e roteirista, já participou do roteiro de dez longas-metragens. Fez sua primeira contribuição ao cinema em 1976, como co-roteirista de um filme baseado em um livro de sua autoria, Lúcio Flávio - o passageiro da agonia, de Hector Babenco. Nascido em São Luiz, Maranhão, em 1932, aos 16 anos começou a trabalhar com jornalismo, e em 1954 transferiu-se para o Rio de Janeiro para trabalhar na Revista da Semana. A partir daí, passou pelas redações de diversos jornais e revistas, como O Jornal, Manchete, Diário Carioca, Última Hora, Correio da Manhã, e, depois, em São Paulo, Folha de São Paulo e Diário do Grande ABC, totalizando mais de 20 anos como repórter de polícia. Seu livro Infância dos mortos foi o ponto de partida de um dos filmes brasileiros de maior reconhecimento internacional, Pixote, a lei do mais fraco (1980), de Hector Babenco, roteiro feito em parceria com Jorge Duran e Babenco. Participou ainda dos roteiros de O caso Cláudia (1979), de Miguel Borges, Amor bandido (1979), de Bruno Barreto, Noite (1985) de Gilberto Loureiro, O homem da capa preta (1986), de Sérgio Rezende, e Quem matou Pixote (1996), de José Joffily. Seus livros mais conhecidos, além dos dois já citados, são Aracelli, meu amor, Em carne viva (sobre Zuzu Angel e seu filho Stuart Angel), Elza Soarez - cantando para não enlouquecer e O anjo da fidelidade (sobre Gregório Fortunato, guarda-costas de Getúlio Vargas), além dos infanto-juvenis A gang do beijo, Praça das Dores, sobre a chacina na Candelária em 1993, A hora do morcego e Gugu Mania. Veja mais acessando: http://www.louzeiro.com.br/



ZÉLIO NO MUBE – O Museu Brasileiro da Escultura fará a exposição AQUARELAS DO ZÉLIO. Curadoria: Jacob Klintowitz. Inauguração: 14 de maio - 20 horas Exposição: 15 de maio a 1º de junho de terça a domingo, das 10 às 19h MuBE - Museu Brasileiro da Escultura Avenida Europa, 218 - Jardim Europa - São Paulo Tel.: 11 3081-8611 Veja alguns trabalhos: http://picasaweb.google.com.br/zelioap/Mube2008/



URDA ALICE KLUEGER - A Editora Hemisfério Sul Ltda traz a 5ª edição do livro “As brumas dançam sobre o espelho do rio”, de autoria da escritora Urda Alice Klueger. O livro é a reedição do mesmo romance de 1981, conservando, inclusive, a apresentação do saudoso escritor e jornalista Norberto Cândido Silveira Júnior, e com orelha do escritor Maicon Tenfen. Teve cuidadosa revisão gramatical de Daise Fabiana Ribeiro e saiu com primorosa capa de Johnny H. Kamigashima. Noite de autógrafos: O livro terá noite de autógrafos nesta quinta-feira, dia 08 de maio de 2008, a partir das 20:00 horas no Bar e Restaurante Farol, à Praça do Estudante, final da Rua Antônio da Veiga (Rua da FURB) em Blumenau/SC. O livro tem 172 páginas e custa 23,00 reais o exemplar.

MAYUTSININ, O ULTIMO KUARUP – Nesta sexta-feira, dia 09 de maio, a partir das 20hs, a Ímã Foto Galeria convida você para o coquetel de abertura da exposição – "Mavutsinin- O Último Kuarup", do fotógrafo e documentarista Renato Soares. Por meio de 20 painéis fotográficos, Renato apresenta a simbologia do Kuarup de Orlando Villas Bôas, realizada em 2003, no Alto do Xingu. "Mavutsinin - O Último Kuarup" apresenta a homenagem que os índios xinguanos prestaram a Orlando Villas Boas, falecido em dezembro de 2002. Foi no domingo, 20 de julho de 2003, que guerreiros e convidados jogaram nas águas do rio Xingu os troncos pintados e enfeitados que representavam os irmãos, Orlando e Cláudio Villas Bôas. O de Cláudio, que havia sido homenageado num Kuarup anos antes, estava em São Paulo, pois Orlando queria "ficar próximo do irmão" por mais tempo. Coube ao fotógrafo Renato Soares montar uma expedição para levar "Tio Cláudio" como foi carinhosamente chamado pela equipe. Neste conjunto de imagens, Renato Soares abandona o simples registro fotográfico do acontecimento para centrar o olhar nos pequenos detalhes da cerimônia, considerada uma das mais importantes dentre os rituais dos povos do Xingu. São retratos de um universo rico em cores, texturas, movimento de corpos, adereços e outros pormenores que poderiam passar despercebidos para muitos, mas que não escaparam às lentes do fotógrafo. Nesta sexta-feira, 9 de maio, às 20hs, Mavutsinin- o último Kuarup , por Renato Soares.Informações: www.imafotogaleria.com.br & ima@imafotogaleria.com.br Coquetel de abertura da exposição "Mavutsinin - O Último Kuarup", por Renato Soares Abertura: 09 de maio, sexta feira, as 20hs Local: Ímã Foto Galeria Entrada Gratuita ÍMÃ FOTO GALERIA - R. Fradique Coutinho, 1239 - V. Madalena - São Paulo - Tel: (11) 3816-1290

ORALIDADE DA POESIA - Recital na Biblioteca Municipal de Mauá Recuperação da oralidade da poesia Participação livre com inscrição no local e momento da apresentação. Sexta-feira – das 19h00 até as 21h00 09 de maio de 2008 Biblioteca Municipal Cecília Meireles Rua Rio Branco, 87 - 1º Andar Centro - Mauá / SP Telefone: 4547-1483 Info: http://poetasecontistasdoabc.blogspot.com/

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quarta-feira, maio 07, 2008

POETAS DA PARAÍBA



VALQUÍRIA LINS

DESPEDIDA

Enquanto me despia
Novos marujos
Vestiam-se
De mim
Enquanto me vestiam
Despia-s
O velho sonho
De esperar
Por mim.

CAOS NO CAIS

Todos os barcos
Eram âncoras
Nas saias
De Maria
Todas as flechas
Acertaram o alvo
Tatuavam letras
No coração de Maria
Saia, coração
Caos, confusão
No cais de Maria.

HORIZONTES

Todos os horizontes
Eram arcos
Na íris
Do meu olho
Flechado
Eram a dor pirata
De um olho
D´água.

O PRÉ E O PÓS

Antes de mim
O mar
Depois de mim
Outro mar
Pós-doutorado
Em tempestades.

ANTES QUE SOFRAM

Ir-me
Antes que a dor
Me adormeça inteiro
Antes que a pálida
Chegue aqui primeiro.
Ir-me antes que o filme
Tenha um trágico fim
Antes que o herói
Faça-se herói em mim.
Ir-me antes que as velas
Acendam-me a chama
Antes que a chama
Arda sobre a cama
Ir-me antes que sofram
Mais que estou sofrendo
E que me vejam
Apenas assim: sereno.

PRETÉRITOS

Todos os pretéritos
Eram perfeitos
Depois que fui.

VALQUÍRIA LINS – A poeta paraibana Valquiria Lins é licenciada em Letras pela UFPB e autora dos livros Outono (1997), Húmus (1998) e Velas de Abril (2006).

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terça-feira, maio 06, 2008

GUIA DE POESIA & TATARITARITATÁ!!!



GUIA DE POESIA – Na atualização do Guia de Poesia, as seguintes novidades: uma entrevista com o poeta, escritor, editor e produtor cultural pernambucano Juareiz Correia. Também merece destaque o Poeta do mês: o poeta e médico cearense Daniel Mazza. Confira.

EXPOSIÇÃO 20 X 2 = ARTE – Comemorando os 5 anos do Espaço Cultural do SESI, na Pajuçara, Maceió – AL, ocorre a exposição de artes Visuais 20 x 2 = Arte, até o dia 08 de maio, dia dedicado ao artista plástico. A exposição conta a participação de 20 artistas alagoanos com estilos e trajetórias diversas, sob curadoria de VIVIANI DUARTE. Os artistas participantes são: ACHILES ESCOBAR, BARBARA LESSA, CELSO BRANDÃO, DALTON COSTA, DELSON UCHOA, DENIS MATOS, FELIPE CAMELO, FRANCISCO OITICICA, FREDY CORREIA, GUSTAVO LIMA, LULA NOGUEIRA, MARILIA, MARIA AMELIA VIEIRA, NIMIA BRAGA, PABLO DE LUCA, PERSIVALDO FIGUEIRÔA, SANDRA AGUIAR, SUELY P. BANDEIRA, TÂNIA PEDROSA E VIVIANI DUARTE. SERVIÇO: O QUE: EXPOSIÇÃO 20 X 2 = ARTE ONDE : ESPAÇO CULTURAL SESI –PAJUÇARA – MACEIÓ AL QUANDO : ATÉ 08 DE MAIO HORÁRIO : DAS 15 ÁS 23 HORAS – TODOS OS DIAS.



ADRIANA MONTEIRO DE BARROS – PIANOS INVISÍVEIS de Adriana Monteiro de Barros Quarta-feira, 7/05/2008 a partir das 20h Bar da Graça Rua Pacheco Leão, 780 Jardim Botânico - Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 2249-5484 Ibis Libris Editora: www.ibislibris.com.br | Tel.: (21) 2556-0253 Contato com a imprensa: Claudia Abreu Campos | Tel.: (21) 9325-7040 c2comunicacao@gmail.com www.ibislibris.com.br ibislibris@ibislibris.com.br

ABRACADABRA – No próximo dia 20 de maio será realizado um encontro programado para às 19h00, no Espaço Manuel Bandeira, na livraria Saraiva, no Shopping Center Recife, em Boa Viagem – Recife – PE, onde o escritor Marcos André Carvalho Lins fará a apresentação do movimento dos Agentes Brasileiros de Cultura e Arte Democrática Brasileira (Abracadabra) a artistas e fomentadores culturais. Maiores informações pelo site www.portalabracadabra.com.br



INTRO MISSÃO – A artista visual Ana Cristina Mendes Façanha expõe a instalação Intro_missão, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108), a partir desta terça-feira, 6. Com curadoria de Herbert Rolim, a exposição será aberta às 19 horas e ficará em cartaz até o próximo dia 5 de junho, com horários de visitação gratuita (de terça-feira a sábado, de 10 às 20h; e aos domingos, de 10 às 18h). Ana Cristina Mendes Façanha é graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), graduanda em Artes Plásticas pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará (CEFET-CE), formada em Design Técnico pelo Instituto de Tecnologia da Moda (Nova Iorque – EUA) e em Arte-Terapia pelo Instituto Aquilae, e foi agraciada com prêmio de menção honrosa na XIII Unifor Plástica. Intro_missão é um trabalho que fala dos conflitos ou paradoxos gerados no encontro com o outro. Esse outro pode ser uma pessoa, algum objeto ou até mesmo sensibilidades que todo indivíduo vai descobrindo em si, como se formado por vários eus. Portanto, esse trabalho fala de uma busca, de anseios, de desejos, de fugas, de um embate. No trabalho, este embate está melhor representado pela presença da linha e da agulha, que desvendam fios da existência. Ao mesmo tempo, esses materiais são domados pelas mãos da artista que os manipula na ação do movimento. Entre o espaço do teto e do chão, os fios saltam da parede e, suportados pelo arame revolto em tecido, dão dimensão para o desenho. Os contornos do desenho aparecem retorcidos pelo arame que se arrasta na horizontal ou pendidos na vertical. A linha cobre a agulha tomando seu brilho e seu espaço, mas, em contrapartida, a agulha está dando o acabamento da linha, pois ela determina o local onde o movimento do fio vai acabar. Eles (linha, agulha e fio) ficam suspensos no espaço e abrem uma significação no tempo subjetivo de cada pessoa. Por tudo isso, não se pode pensar em uma individualidade, uma vez que a linha e a agulha só funcionam juntas, conduzidas por mãos artesãs. As mãos buscam o fundo da memória, de modo que cada pessoa possa acessar suas próprias conexões. E a partir daí montar o seu mundo de relações. ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS: Ana Cristina Mendes Façanha – (85) 8878.3402 / 9118.9290 / 3246.9479 – anacristinamf@gmail.com Herbert Rolim (curador da exposição) – (85) 8842.0951 / 3472.0951 Jacqueline Medeiros (coordenadora de Artes Visuais do CCBNB) – (85) 3464.3184 / 8851.5548 / jacquerlm@bnb.gov.br Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) – (85) 3464.3196 / 8736.9232 – lucianoms@bnb.gov.br

CONCURSO INTERNACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS COMPOSITOR ANTONIO GUALDA 2008 – Promovido pela Associação Cultural "Valentin Ruiz Aznar" de Granada (Espanha), com prazo de entrega dos trabalhos até 31 Julho 2008 às 24 horas, considerando a hora peninsular espanhola. Info: http://usuarios.lycos.es/avra/id165.htm ASOCIACIÓN CULTURAL "VALENTÍN RUIZ AZNAR" Colonia San Sebastián, 10. 5º B. Carretera de Armilla, s/n. (Frente a "Carrefour"). GRANADA - 18006 (España / Espanha). Página Web: http://usuarios.lycos.es/avra

HORIZONTES DA POESIA - Euclides Cavaco está lançando o livro Horizontes da Poesia em Mira, na proxima sexta-feira, dia 9 de maio pelas 21:30 horas no Salão da Casa de Povo de MIRA. E no domingo, 11 de maio pelas 15:00 horas no Fórum Cultural do Seixal promovida pela Associação Mensageiro da Poesia. Info: Euclides Cavaco www.ecosdapoesia.com & www.euclidescavaco.com

FÓRUM CULTURARTE – Nesta sexta-fira, 09 de maio, às 19hs na CASA DE CULTURA DE SANTO AMARO Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes 434 – Santo Amaro (altura do nº 820 da av. João Dias) 11 5522-8897 / 5691-0164 Marcelo Manzatti – antropólogo e produtor cultural, diretor da Famaliá – Produção e Assessoria em Cultura Popular Rose Meusburger – diretora executiva da Gaia Brasil Eventos Culturais Adelino Ozores – diretor da Casa de Cultura de Santo Amaro – Manoel Cardoso de Mendonça Outras informações: Rose Meusburger 11 46365314 / 97224112 rose@gaiabrasil.com.br Adelino Ozores 11 9905-0674 aozores@terra.com.br

SARAU - Sarau Litero Musical na Paidéia dia 6 de maio de 2008 - terça-feira- às 20h. Local: Paidéia Associação Cultural Rua Darwin, 153 (ao lado do Boa Vista Shopping) Alto da Boa Vista - Santo Amaro - São Paulo / SP Produção: Míria de Moraes e Renato Palmares miria.casadecultura@ig.com.br Parceria: ASSESA-Associação dos Escritores Santamarenses Casa de Cultura de Santo Amaro – 5522-8897 Paidéia Associação Cultural – 5522-1283

FESTIVAL DE POESIA FALADA DE VARGINHA - Dia 20 de Maio encerram-se as Inscrições do Festival de Poesia Falada de Varginha que será realizado dia 28 de Junho de 2008. O email de contato é: festpoesiavga@yahoo.com.br Os regulamentos e as fichas de Inscrições estão no site: www.vivaculturavga@yahoo.com.br A Viva Cultura!Divulgação e Eventos Culturais de Minas Gerais By Marcos Misael e Lindon Lopes (35)3222-9016

OFICINA – A oficina de escrita Como contar um conto tem como objetivo a leitura e análise de contos de diversos países e épocas, bem como a discussão sobre algumas fundamentais teorias desenvolvidas por artistas que trabalharam esta difícil categoria literária. Ministrante: professor LEONARDO VIEIRA DE ALMEIDA, é Mestre em Literatura Brasileira (UERJ) e Doutorando em Estudos de Literatura Brasileira (PUC-RIO). Autor do livro de contos Os que estão aí (Ibis Libris, 2002), e de contos publicados no suplemento literário Rascunho, do Jornal do Estado do Paraná, no jornal Panorama e nos sites literários Paralelos, Bestiário, Cronópios, Germina, Confraria do Vento e pequena morte. Co-autor do livro À roda de Machado de Assis: ficção, crônica e crítica (Editora Argos, 2006). Também é tradutor e vive no Rio de Janeiro. O curso tem um período de 05 meses. Início: 12 de maio, segunda-feira. Informações pelo telefone: (21) 2229-7750 ou e-mail: leonardo33vieira@yahoo.com.br Página na Internet: http://contandocontos.blog-br.com/

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segunda-feira, maio 05, 2008

POETAS DE PALMARES



Imagem: Palmares, de Luiz Alberto Machado

ELISEU PEREIRA DE MELO

GÊNESIS

Crises de paroxismos de luz
Ofuscando seres vivos e inermes,
Cegando brilhos ternos de estrelas candentes,
Espargindo reflexos de prata fundante.
Tudo é luz que se liberta de prisões hélias;
Tudo é luz que fecunda coisas e gentes;
Tudo é luz que germina óvulos dormentes;
Tudo é luz que amplia células viventes.
Uma vez te vi no clarão ofuscante
E eras uma interseção sm brilho e cor.
Toquei de leve o teu seio,
E foste envolvida pelas luzes
De todos os arco-íris das regiões conhecidas e ignota
E mais um mundo foi criado.

PELAGIA

Quando te conheci foi diante do mar.
A água no vai e vem da maré vasante
Beijou os nossos pés nus aprovando o nosso amor
E retirou-se para observar e suspirar conosco.
Uma gaivota solitária passou sobre nossas cabeças
E grasnou desaprovando o nosso idílio
- por inveja ou ciúme talvez –
compreendi que fora traído por amo.
Depois o mar voltou em revolta
Pois lá já não estávamos;
Restava somente a forma do teu corpo sobre a areia.
Em fúria apagou a lembrança da tua presença
E voltou ao seu leito para repousar,
Enquanto minha alma absorvia todo o seu desespero.

ELISEU PEREIRA DE MELO – O poeta, advogado, professor, cantor lírico integrante do Teatro de Ópera de Pernambuco e atuante político cearense que se radicou em Palmares, Eliseu Pereira de Melo, publicou vários de seus trabalhos no jornal “A Noticia” e na antologia Poetas dos Palmares, tendo participado de recitais, saraus e atividades culturais e artísticos em Palmares onde faleceu em 1979.

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