JAQUE MONTEIRO – Jaque
Monteiro
é escritora, mãe livre atípica, arte-educadora e que nasceu e mora no cerrado
do Planalto Central, Brasília, capital jovem senhora. É filha da diversidade da
mãe mineira com pai baiano. Ela já participou de antologias de poemas, haicais,
contos e setígonos. É autora de Estações de humor – Em clima de haicai; Pilar
Tenoz – romance juvenil em fase de publicação, do I Oficina de Catadupas
do Brasil (2025), que é um livro resultante da Oficina de apresentação da
Catadupa, um novo gênero poético brasileiro; AS SETIGONISTAS ao quadrado,
uma dança poética que se fez livro de poemas setígonos em coautoria com noi
soul, a ser lançado muito em breve; SETÍGONO: o brasileirinho ousado –
Ensaio: teoria, prática e poesia, um livro com ensaio e poemas setígonos; BorboLERtras,
que é um projeto de valorização e incentivo da mulher na cena literária
brasileira.
Ela diz logo que é amante
da palavra, viaja alhures na imaginação, flerta com a fotografia, adora contar
e ouvir histórias-estórias. E mais: que transita pelas possibilidades
artísticas, experimentando-as, vivenciando-as, pintando o sete e fazendo arte.
Possui perfil no Instagram: @jaquemonteiroescritora e no Youtube: @aarielamall1
E já começa aqui poetando:
“Quem
canta, seus males espanta”
Quem
dança, manda-os embora de vez
Quem
embala poesia, transcende!
“Prazer
em nos conhecermos!”
“Deixo
um taquinho de mim, dá-me um tiquinho d’ocê.”
Agora vamos conhecê-la um pouco mais.
LAM – Como e quando se deu seu encontro com a
arte e, consequentemente, a poesia?
Gente, desde cedo eu amo tanto brincar com as palavras, enveredar-me
por novos aprendizados e inventar! Nesses momentos, minha alma pueril siligristida
junta e separa letrinhas, inventa jeitos e trejeitos. O rebuliço mágico da
imaginação a diverte, a alquimia da descoberta ao se deparar com um novo
vocábulo a faz dar piruetas de regozijo, acordar uma palavra dorminhoca lhe
tira suspiros ou gargalhadas!
Para além da escrita, sou arteira desde criança. Pintava
o sete e o lemniscata: infinitas possibilidades. Descobri que o céu não é o
limite! Escova de cabelo virava microfone, lata de tinta, palco, toalhas e
lençóis, figurino... pura inteligência orgânica superativa, as realidades na
minha cachola borbulhavam! A inteligência artificial não ousou bater à minha
porta, e se vier encontrará o seguinte aviso: “estamos lotados”. Até acho que a
danada não vai muito com minha cara, vez ou outra, olha-me de soslaio e me
torce o nariz.
Retomando o tema sobre a escrita, a minha morada até os
dias hodiernos, quiçá sou-lhe íncola pelo tempo vindouro indeterminado, tudo
começa assim: era uma vez... em casa, com a minha mãe, aprendi a ler e a escrever
muito cedo. À época, meus pais tinham uma banca de revistas. Eu ganhava gibis
da turma da Mônica, livros e figurinhas autocolantes; lembro-me de um
caderninho de arame onde, em cada página, eu colava uma delas e escrevia uma
história atinente à imagem pregada (idade de uns quatro anos); eu me deleitava
com aquilo. Dizia que seria escritora e cientista. Como eu gostaria de ler
aquele caderno hoje! Infelizmente ele se perdeu em algum momento. Continuei a
escrever na adolescência e, até então.
Tenho gosto pela experimentação. Transito lá e cá, ali e
acolá. Os poemas e eu flertamos sobremaneira, temos uma conversa descontraída, um
Tataritaritatá acolhedor, entretanto a prosa me arrebata desta dimensão, e, com
naturalidade, meus textos acabam se inclinando para a prosa poética.
Aqui, uma confissão: cometi o terrível crime de deixar
meus escritos aprisionados em gavetas (entenda-se por gavetas: disquetes, pen
drives, computadores, celulares, cadernos, pedaços de papéis diversos e
gavetas mesmo). Gente do céu e da terra, isso não se faz! Há pouco tempo foi
que entendi o quão terrível, para eles, isso deve ter sido! Por fim, atualmente,
decidi fazer a publicação deles, de forma tranquila e gradual.
LAM – Quais influências marcantes da infância
e adolescência prevaleceram na sua formação artística?
Na infância, como dito anteriormente, influenciaram-me as
histórias dos gibis da Turma da Mônica, figurinhas autocolantes, o livro A fada
que tinha ideias, da Fernanda Lopes, Flicts, do Ziraldo, a Fada Estrela Azul, quadro
do programa Carrossel, TV Brasília, décadas de 70 e 80, onde a escritora Stella
Maris Rezende cantava e contava histórias de livros infantojuvenis de autores
brasileiros. Eu continuo admirando o trabalho dela. Seus livros são muito bem
escritos, não é por acaso que já ganhou inúmeros prêmios, o Prêmio Jabuti
figura entre eles. Encantam-me seus projetos, com os jovens, de incentivo à
leitura.
Na adolescência, malgrado eu ser uma leitora ativa, eu me
interessei pela leitura das histórias embaladas pelo movimento corporal, foi
quando passei a frequentar aulas de ginástica rítmica de dança, dança aeróbica
e street dance.
Na fase adulta, fiz aulas de dança do ventre e aprendi
tocar alguns instrumentos musicais, sem muita técnica, só “de ouvido”, como
dizem, para brincar com meu pai, que toca sanfona, e com minha mãe, que toca
viola caipira, eu os acompanho com o contrabaixo ou pandeiro, mas não somos
profissionais, só amantes da música e de fazermos boas bagunças musicais em
aniversário de amigos.
LAM – Você é arte-educadora. Fala pra gente
como se desenvolve esta sua atividade?
Seria um pecado guardar esse entusiasmo artístico só para
mim. Como arte-educadora, tenho imensa alegria de compartilhar dinâmicas de propagação
do fazer artístico, com o compromisso de tornar a arte e a cultura acessível ao
máximo de pessoas possível.
Antes de me tornar arte-educadora, integrei um grupo de
teatro sob direção de Rosi Rosa.
No passado, coordenei alguns projetos de inclusão social,
saúde e qualidade de vida através de oficinas de música, de teatro e de leitura
para adolescentes moradores da área rural, a exemplo do projeto Chá da tarde,
com escritoras e escritores, onde os jovens liam as obras de autoras e autores convidados,
depois tinham a oportunidade de conversar com elas e com eles.
Atualmente estou implantando o projeto BorboLERtras –
oficinas para Elas, uma proposta referente ao incentivo da presença das
mulheres na cena literária, seja como leitoras, seja como escritoras, por
intermédio de várias oficinas. Cito algumas delas: a Oficina de aprendizado e
prática dos gêneros poéticos brasileiros: Poetrix, Aldravia, Spina, Setígono,
Catadupa e Gradativa; a Oficina de escrita espontânea poética sensorial; a Oficina
de dinâmicas e confecção de objetos lúdicos (guarda-chuva poético, janelas
poéticas, tarô poético, sussurros poéticos...) para interação poética com o
público nas ruas, eventos, escolas etc.; e, a Oficina Elas contam, de criação
de contos.
LAM – Em 2024 você publicou Estações de
humor: em clima de haicai. Fala pra gente como se deu a incursão por esta
modalidade poética e a receptividade da experiência.
Estações de humor: em clima de haicai integra prosa
poética com haicai, ou seja, é um haibun, e surgiu após eu me encantar pela
leitura dos haicais de Bashô, quanta profundidade poética, em três linhas, sobre
cenas comuns! E pela irreverência nos haicais de Leminski.
A modalidade poética supracitada tem boa receptividade no
Brasil, e a comunidade de haijin brasileiros vem aumentando e se consolidando como
grupo de divulgação desse estilo de poema japonês.
LAM – Você tem um projeto de publicação de um
romance juvenil, Pilar Tenoz. Conta pra gente o que é este seu empreendimento
literário e de quando será lançado para o público.
Esta pergunta eu começo respondendo de trás para frente,
para justificar o não aprofundamento da minha resposta a ela.
O contrato com a editora prevê a publicação para 2026, portanto
eu não posso entrar em muitos detalhes, mas posso adiantar que, Pilar Tenoz é
um romance juvenil com referências que
funcionarão como pontes entre os jovens da atualidade e o contexto social,
político e cultural dos anos 80. O livro proporciona o contato com algumas
obras e canções do período.
LAM – Você está lançando agora um novo livro:
I Oficina de Catadupas do Brasil -2025!!! O que trata o livro e o que significa
Catadupar?
O livro I Oficina de Catadupas do Brasil – 2025 se trata da
apresentação da Catadupa, um novo estilo poético que eu criei há mais ou menos dez
anos, juntamente com outro estilo, a Gradativa, entretanto só saíram da gaveta em
2025.
A Catadupa recebe esse nome, porque sua configuração
lembra uma cascata ou uma escadaria de versos, isso se deve à quantidade e à
disposição específicas de palavras em cada verso.
Além da apresentação das características e da estrutura
da Catadupa, a obra traz o resultado e o registro do trabalho realizado pelas
poetas e pelos poetas na oficina durante os dois meses de imersão
teórico-prática nessa forma poética.
Eu mostrei o estilo para noi soul, poeta da Bahia,
ela gostou e levou a proposta ao grupo Pulsão Poética. Outras pessoas aderiram à
propositura. O interesse aumentou e movimentou o grupo. Foi nesse momento que
criamos um ambiente acolhedor só para trabalharmos com a Catadupa, assim surgiu
a I Oficina de Catadupas do Brasil – 2025.
A princípio, termo catadupar tem sido usado para designar
a ação de ler ou escrever catadupas.
LAM – Você participa do grupo Setigonando a
vida. Como se deu a descoberta do Setígono e quais são as propostas do grupo?
Conheci o Setígono através do projeto Pulsão Poética,
onde noi soul me convidou para participar do grupo Setigonando a vida,
no WhatsApp, com o propósito de trabalharmos o novo gênero poético.
Dentre os objetivos do grupo posso elencar: aprender
sobre o Setígono, praticar e difundir o novo gênero para além da comunidade do WhatsApp.
Por fim, publicar uma antologia de Setígonos.
LAM – Você participa da antologia Setigonando
a vida: um novo estilo poético. Como tem sido setigonar?
Setigonar tem sido uma instigante experiência de descobrir,
combinar e espalhar as infindáveis fragrâncias que exalam dessa flor aromática
de sete pétalas.
LAM – Você tem um outro projeto também
prestes a lançar, As setigonistas ao quadrado – uma dança poética. Explica pra
gente como é essa dança?
Este livro é uma dança em harmonia sincrônica de duas
mentes bailarinas e luminosas de alegria, como uma dupla que se encontra no
salão, cada qual com movimentos a contribuir para a performance, onde a
coreografia vai surgindo durante a música setigonal. Dança e canção se fundem
em melodia de compassos compostos por enarmonia de notas e relativos, passos
diferentes que se comunicam; notas iguais com significados diferentes e, notas
diferentes que ressoam parecença, pois foi assim que o projeto foi concebido, cada
uma reuniu 35 setígonos próprios, sem interferência da outra e, o resultado: a
dança poética em compassos enarmônicos e relativos integrando diferenças, semelhanças
e completude.
A cada dupla de páginas, o setígono de uma poeta conversa
com o setígono da outra poeta, e cantam, e dançam.
Foi um mimo realizar este projeto em parceria com noi
soul, de quem eu admiro o trabalho artístico e que tenho em alta conta, a
amizade, consolidada durante nossos encontros artísticos
LAM – Que outros projetos você tem por
perspectiva realizar?
Para 2026 tenho intenção de concretizar alguns projetos,
dentre eles, estes:
SETIGONO, o brasileirinho ousado – Ensaio:
teoria, prática e poesia. Vou roubar um pouquinho
aqui, pois este primeiro já está publicado, só não foi divulgado ainda. É um
ensaio sobre o meu queridinho gênero poético, o setígono. A primeira parte da
obra é constituída pelo ensaio e, a segunda, por poemas setígonos.
Do Brasil ao Japão – uma volta poética. Um livro de poemas autorais passeando pelos gêneros: Poetrix,
Aldravia, Spina, Setígono, Catadupa e Gradativa (os estilos brasileiros), e,
Haicai, Tanka e Haibun (os estilos japoneses).
I Oficina de Gradativas do Brasil – 2026. Projeto semelhante ao das Catadupas, todavia o gênero trabalhado será
a Gradativa.
Vou contar até 100. Um livro com 100 microcontos, os quais possuem até 100 caracteres.
Miniminhas Florais. Este trabalho nasceu em 2025. É a integração entre desenho e escrita.
Buzi e outros dois
projetos de livros infantis, os quais escrevi para minha filha, quando ela era
criança (hoje ela tem 22) e, atualmente, ela me pediu para os publicar. Buzi,
inclusive, eu já o ilustrei.
Romances engavetados. Pretendo trabalhar na revisão de dois romances engavetados, Axis
mundi e Orgulho, preconceito, razão sem sensibilidade (título
provisório) e continuar a escrever o Pé-de-bode, com os capítulos
iniciais já escritos.
Bom, espero que 2026 tenha um pouco mais de 365 dias
(risos). Parece muita coisa, e é, há outras misturadas entre elas, porém meu
ritmo é meu amigo. A gente projeta, faz o que dá conta e tudo bem.
Não me pediram, mas se eu pudesse dar um conselho eu
diria: escreva! Mesmo uma lista de compras. Deixem que as palavras brinquem com
vocês, e quem sabe a lista de compras vira um lindo poema! De novo: o céu não é
o limite!
Gostaria de agradecer ao Luiz Alberto pela oportunidade
de falar sobre o que amo e que me movimenta! E pelas perguntas maravilhosas que
me fizeram viajar alhures no tempo, instigando a vontade de abrir velhas
gavetas empoeiradas, dos armários e da mente. E mais, pelo seu trabalho de “espraiarte”
pelo mundo! Gratidão!
Agora ela nos premia com diversos de seus poemas, vamos
conferir, primeiro, as Catadupas, depois, as Gradativas, Setígonos e um Soneto.
PATRIARCAICO
vento
voa lento
versa muda, alento
arrepia
assopra, expia
acorda essa utopia
urge
uivante, surge
urgente vem, insurge
irradia
instiga rebeldia
irrompe arcaica voivodia
(jaque monteiro – Catadupa terceta)
LETRA ALUMIADA
lucivéu
listrado dossel
lusco-fusco véu
lumia palavras no papel
paridas
plurais, floridas
partenogênese de vidas
placebo das minhas feridas
flechas
furam brechas
fomentam fomes ventrechas
fiapos contorcidos em mechas
metaverso
militante verso
moldado e controverso
moldura de avesso inverso
ilumina
inócua lamparina
invoca letra menina
irrompe o casulo, agripina
(jaque monteiro – Catadupa quarteta)
CASAMENTO ARRANJADO
atos
acordos insensatos
amores tépidos, caricatos
coisificados
contratos firmados
corações gélidos, desinteressados
(jaque monteiro – Catadupinha terceta)
DOÇURAS DA PAIXÃO ESTREADA NO CAMPO
bananeira
beldade roceira
brota na ribanceira
balança ao vento, faceira
beija sorrateira, galhos de amoreira
amora
adocicada aurora
acalenta sem demora
amores agridoces estreados agora
assanhados, emergentes, urgentes toda hora
hesitantes
hígidos visitantes
húbris chamas militantes
herege fogueira dos amantes
hirta os pelos, explosões delirantes
delícia
doce blandícia
desejo saciado, carícia
delicados afagos sem malícia
dentes-de-leão, paisagem propícia
(jaque monteiro – Catadupa quinteta)
ALQUIMIA
lua
letra nua
legitimo-me sua
silencio
sozinha balbucio
sigiloso ritual luzidio
sorvo verbo carnal, arrepio
atravesso
arredio reverso
arvoro além-universo
absorvendo magia de verso
aldrava áurea anuncia meu regresso
(jaque monteiro – Catadupa mista)
RAÍZES
não sei se consigo...
largar o meu lar
vai me machucar
árdua tentativa
arrancar do abrigo
a essência nativa
o coração dói
rasg’alma, corrói
eful-lo pra trás
serei eu, capaz?
Não há outro jeito
eu levo e respeito
lembranças comigo
serei a morada
da história guardada
(Jaque Monteiro – Gradativa em redondilha
menor)
PACHORRA VESPERTINA
balança a palmeira ao vento
da rosa, a pétala cai
a cena gesta um haicai
na areia, brinca a esperança
a vó ri c’olhar atento
lembra o tempo criança
a vida, às vezes, doída
hoje está siligristida
peço licença, tristeza
agora aqui, só leveza
o lápis tatua verso
devaneia, entoa imerso
cantiga suave, alento
enche a mente de harmonia
e o papel de poesia
(Jaque Monteiro – Gradativa em redondilha
maior)
SETÍGONOS
Um
setígono sobre a criança siligristida. Jaque Monteiro
há uma
criança siligristida
morando
dentro de mim
a
menina curiosa e atrevida
descobriu
que broto de letra
vira
palavra florida
que
versa poesia colorida
tornando
a vida mais divertida
Um setígono sobre a Caliandra, Jaque Monteiro
ergue-te, coralina alegria de renovação!
Rubra Caliandra, flor-do-pôr-do-sol
desperta-te no auge da seca estação
e reflete, vibrante, em minhas meninas
a tortuosa beleza das vidas retorcidas
na pálida farfalheira ruidosa do cerrado
... e me arrebata em suspiros carmesim!
Um setígono sobre os apaixonados, Jaque
Monteiro
os grilos orquestram a serenata
eis um casal apaixonado!
A cabeça mora nas nuvens
vagalumes são estrelas que voam
a lua é lustre, no céu pendurada
a noite abraça os enamorados
diante da janela dos sonhadores
SONETO
Astro-Rainha
Jaque
Monteiro
Já
amanheceu e o Febo dorme tácito
Depois
da Lua, vem a grande azáfama
Brilho
escondido nessa dura amálgama
Acobertado
pelo alvor estrépito
Ter
que dar conta dessa agrura, o plácito
Estrela
alvíssara, servil achádego
Destruição,
ele explodindo trôpego
Queimando
tudo, derramando vômito
Força
lunar, traz seu poder esplêndido
Aquele
escrito com papiro e efulgi
As
testemunhas de um passado lépido
Com
gravidade, reivindica os efulgido
Astro-Rainha,
coração efulgido
Sem
seu suporte, o Sol ruir, veríamos
Agora veja detalhes do livro da I Oficina de Catadupas do
Brasil -2025 aqui & mais sobre Setígonos aqui, aqui, aqui & aqui.
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