Voluptuosa sob o caramanchão O corpo girava Em ângulos de festa Os pafos do vestido de organdi Faziam ondas no espaço Irritando a pele O chapéu atirou-se longe Fugindo... E na falta do pás-de-deux Rodopiava na valsa do só Enquanto a luz banhava de branco A vida.
SOLITUDE
A solidão dói mais Na madrugada Passeando em dores no peito Como um vulto que perambula Em becos úmidos Quase desaparecidos na neblina espessa Encurvado, sorrateiro E minha solidão No silêncio dos que dormem Em crime premeditado Faz mais uma vítima.
FIO DE VIDA
Nem sei quanto me resta Dos dias certos E de tão parca festa Nem olho a reluzente ampulheta Correndo fios de ouro Silenciosamente.
PEQUENO SONHO
Meu coração Vasilha de barro sob goteira Recebe gotas sonoras Da chuva Fazendo canto de ninar E adormeço sonhadora De desejos Iluminada pelo dourado Dos seus cabelos.
MATA-BORRÃO
Meu coração balança no peito Na tentativa de apagar Essa paixão doida e doída Meu coração balança na vida Feito o mata-borrão de meu pai Pressionado sobre o papel De molhados números e letras azuis Sorvendo o excesso de tinta Tal como tento conter A intensidade desse amor.
PRISIONEIRA
Prende-se a vida em mim Como sua marrafa buena-dicha Por entre fios ondulantes Ondulados E se me recosto a morte Firma-se em estribos de prata Qual amazona delusa Que não vai Nem vem Presa como esapulário Na memória.
SAUDADE
Faz tanto tempo dessa réstia escurecida E ainda Vejo você No fundo do abismo que jamais bebi Onde Toulouse escondeu a taça?
TIMIDEZ
Ao fitar seus olhos Me vem patética timidez Tão tola Quanto o preconceito Enfrentado pelo solitário pingüim Que estático Na fantasia do pólo Repousa acima de nós Sobre a geladeira.
ELISABETH CARVALHO NASCIMENTO – A magistrada alagoana Elisabeth Carvalho Nascimento é desembargadora no Tribunal de Justiça de Alagoas e autora do livro “Da cor do passado”. Deste livro recolhemos os poemas selecionados aqui. FONTE: NASCIMENTO, Elisabeth Carvalho. Da cor do passado. Maceió: Catavento, 2007.
Era seis de agosto de mil novecentos e quarenta e cinco. Nem se esperava um ataque cardíaco a vinte de junho de mil novecentos e oitenta e três.
O bolso cheio de dinheiro e tirania. E cem mil olhares sob o sol rastejando a sentença.
- Meu deus, o que fizemos? -, proferiste e teria feito tudo de novo como se o orgulho besta norte-americano resolvesse a crise do mundo e o mesmo mundo é o mesmo mundo e o mesmo mundo está sob ameaça de uma nova guerra e sempre na iminência de uma tragédia, tudo sob o símbolo da Cruz de Prata e da Cruz Aeronáutica Distinguida. E sob estas comendas muitos diriam a mesma coisa e dirão!
E, por isso, um novo cogumelo de radiotividade se faz e fará reluzir sempre num Japão que não será mais Japão, mas América ou Américas do fim do mundo.
Eu não sei por que na Ilha de Guam não te esperava um cogumelo similar e o céu desaparecesse e tua filha, Susan Marcotte, chorando com a noite por não ter onde dormir no meio da incandescência porque teu peito não saberia deitar a cabeça de Susan, a tua Hiroshima despetalada, bramindo, estrebuchando a sina que o destino reservou.
E ela, a inocente Susan, tentava fugir, tentativa inútil. O Enola Gay aprisionava as tuas vaidades e as pernas dela. E o teu corpo catatônico e tua alma patriótica mais e mais como um dentuço vítreo apavorante cheio de sangue e esconjuro.
Enervado e inútil, tu nem sabias como sair da enrascada nem via teu companheiro Tibets sorrindo de tua desgraça, enquanto tremias e ele com uma careta piscando o olho, sem perceber o fogo queimando o próprio Enola Gay e o tempo que restaria para que pudesse ser dito:
- Meu deus, o que fizeram?
Era seis de agosto de mil novecentos e quarenta e cinco.
Nem se esperava um ataque cardíaco a vinte de junho de mil novecentos e oitenta e três.
Agora, tudo cinza, pó, poeira, radiotividade aqui e por todo lugar.
Tio Sam sorri.
E agora estás seis vezes morto Morto teu arrependimento Morta a tua devassidão.
GERVASIO BAPTISTA - No Balaio Cafè - 201 NorteDia 04 de abril, às 19h30 Brasìlia DF Info: Isabela Lyrio http://www.flickr.com/photos/isabelalyrio & http://www.punctum-foto.com & http://punctum-foto.blogspot.com/
QUANDO TUDO ACONTECE - Obra, organizada por Anna Claúdia Ramos com seis contos que abordam os dilemas e as descobertas vividos na adolescência, narradas por Marilia Pirillo, Sandra Pina, Sueli Boston, Flávia Côrtes, Lilá Maia e Anna Cláudia Ramos, que dialogam diretamente com o público jovem ao se valerem de seu universo pelas mais diversas formas, dentre elas a linguagem.Editora: Larousse do Brasil Autor: Marilia Pirillo, Sandra Pina, Sueli Boson, Flávia Côrtes, Lila Maia e Anna Cláudia Ramos Ilustrador: Daniel Kondo Formato: 13,5 X 20,5 cm Nº de páginas: 72 ISBN: 978-85-7635-286-0 Preço: R$ 16,90 Lançado pelo selo ‘EntreTempos’, da Editora Larousse. Informações: Communica Brasil (11) 3865-3534 Andrea Funk andrea@communicabrasil.com.br) Daniella Dolme daniella@communicabrasil.com.br Lívia Ascava livia@communicabrasil.com.br Info: Daniella Dolme (11) 3865-3534 .Veja mais no Fórum do Guia de Poesia.
SARAU DO CAMARIM DAS ARTES - Poesia, Música, Contação de estória, Circo, Teatro, Atv. Infantil - Produção Cia Catarse Dia 28 de março de 2008, das 19h às 24h Rua Araguaia, 359, Freguesia, Jacarepaguá/RJ Coord. Marcelo Demarchi Mestre de Cerimônia - Sérgio Gerônimo Apoio: APPERJ / OFICINA Editores & PARTIDO POLÍTICO DA POESIA Abertura - texto de Eurídice Hespanhol Música incidental - Brasil mostra a tua cara (Cazuza) Arautos: Flávio Dórea - poeta, estilista, produtor visual (poema - Brasil) Márcia Leite - poeta, contista, vice-pres. APPERJ, coord. do evento Todas Elas & Alguns Deles (poema - Ladeiras íngremes) Aluizio Rezende - poeta, contista, coord. do evento Poesia, você está na Barra (poema - Sabemos tudo) Eurídice Hespanhol - poeta, coord. do evento Salão Poético da AABB e Poetas Sem Fronteiras (poema - A Escola) Sérgio Gerônimo - poeta, editor, pres. da APPERJ, coord. do evento Te Encontro na APPERJ (poema - Máscara & fantasia) Glenda Maier - poeta, cronista, produtora cultural, secretária da APPERJ (poema - Eleições) Descontente-mor: Mariangela Mangia - professora, coord. do evento Poesia, você está na Barra(Manifesto PPP de Glenda Maier) POETAS CONVIDADOS Ana Carolina Coelho Denize Vieira Instintiva Lavanda A criação do mundo Carlitos, Barbarella Jovanholi ( poetas e músicos coordenadores do evento Sarau Conecte) & Márcio Dias (ator)
Quem anotou a história Olvidou João-sem-nome Aquele que vimos todos E dissemos: pobre! Esquecido no átrio da antifábula Tornou-se menestrel Fez-nos rir pois Nos sentimos inseridos Em outra trama Que o exclui Mas ele, o louco, Roteiro mais cruel Subverte o calhamaço oficial Reescreve o mundo Em tom carmin
MUITAS VOZES GRITAM DENTRO EM MIM
Muitas vozes gritam dentro em mim E quase nenhuma me seduz. Escavo feridas, carne em pus, Tanta negação e tanto sim. De não ter ido embora agora vim A tatear da sombra alguma luz, Em alcançar a meta me dispus: Acerco-me do meio, não do fim. Quisera ter tangido, sem embargo, O verbo que procuro, de um só trago E que dissesse mais que sim ou não. Quisera transcender o tom amargo Das tristes noites em que me embriago, A boca inerte, em capitulação.
NÃO SEI O QUE SINTO
Não sei o que sinto. O mundo é argamassa E eu o contamino. A gleba em minhas mãos. Sem intendente. Crispo uma face, A outra desatino. E a rima se constrói Do vazio Que fumino. Não sei o que sinto. Perco o que passa E termino.
ANTÍPODA
Agora as pessoas que fui se juntam Se separam, que nunca se juntaram. Porque soltas, jamais se separam E unidas, não são coisas que se ajuntam. Umas caladas, que outras se besuntam Do aroma das bocas que calaram: Tudo disseram porque não falaram Porque não falaram, ó, disseram tudo. E pessoas tantas todas quero ser Que dizendo muito muito a dizer Dizam outraquelas o que não disseram. Quero quero todas e nenhuma quero: Estes seres que de noite recupero Capturo pela sua negação.
III
O sentimento É meu tapa na cara: Comiserar é querer a si Sendo outro. O que está mais próximo É o anel Eu conduzirá as duas vidas. Dentro do próprio, não ouço nada.
VI
Você não me conhece. Nasci no principio da guerra E quando acordei, já era. Você não me conhece. Os estilhaços são minha linguagem; Mastigo guerra, vivo guerra, morro guerra. Você não conhece os estilhaços, Você não me conhece.
VII
O quarto é como vivo o assassino, É como assisti a encenação De um flagelado moribundo, É como senti a fome do desgraçado, É como morri na vida da prostituta. Mas eu, sou o que sou, Não quero ninguém assistindo, Não quero a fome na tela. Isso – é como me durmo.
AMOR-PERFEITO
Me sou te sendo e tu me és Costura que se ata sem coser Me tens sem mim e eu sem te ter Possuo-te inteira ao revés O amor eleva a onda das marés Evola-se da chama a esplender Torna-me cativo do teu ser Amante, faz-te escrava a meus pés.
UM RASTRO NOS PERSERGUE
Lustros são lastros sem conta Na agenda do tempo: Ontem quem me vivia Hoje me exaspera O que nos intriga Vestimos com farta palavra Que em nada alivia A dor de saber que Um rastro nos persegue Pelo atalho da memória
PARALELEPÍPEDOS
O chão repartido Comparte o coração Se essa rua fosse minha Eu bradava algo sacana Putas, viúvas, mucamas Passaram por essa rua E as pedras tão frias Nos acusam Eis o adúltero, o agiota E a faladeira na porta O ladrão nos rouba O fio da memória João-sem-nome, coitado, Come restos da lata Ali, onde o bonde passava, Restou sangue de beata? Atropelamentos, rusgas, fofocas, Secaram a calçada O homem atravessa a história Nestas lajes furtivas Ai, vida, declina do teu galope Na próxima esquina.
TEUS OLHOS
Tanto a dizer Por tudo E calo Quando a fala Ante teus olhos Se consola Do inefável.
JULIO POLIDORO – o poeta Julio Polidoro já publicou os livros “Treze poemas essenciais”, “Pequenos assaltos” e “Orla dos signos”. Além destes, também publicou o livro “Outro sol”, de onde foram recolhidos os poemas aqui publicados. FONTE: POLIDORO, Julio. Outro sol. São Paulo/Juiz de Fora: Nankin/Funalfa, 2004.
SOCORRO LIRA, MEIO MUNDO DE COISA & TATARITARITATÁ!!!
RODAS DE LEITURA – SESC PINHEIROS – De 01 de abril a 20 de maio o SESC Pinheiros apresenta "Rodas de Leitura". Os encontros acontecem todas as terças-feiras, às 20h, na Sala de Leitura, 2º andar. Professora Susanna Ventura e o ator Clóvis Torres Autores abordados nos encontros e suas respectivas datas: Abril Dia 01- Juan Rulfo Dia 08 - João Gilberto Noll Dia 15 - Augusto dos Anjos Dia 22 - William Burroughs Dia 29 - Luiz Alfredo Garcia-Roza Maio Dia 13 - Franz Kafka Dia 20 - Machado de Assis SUSANNA VENTURA - Professora Doutora Susanna Ventura, mestre e doutora em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo, com experiência em docência no Brasil e Portugal e na elaboração de material didático da área de literatura para cursos superiores. CLÓVIS TORRES Ator, dramaturgo, produtor e assessor de imprensa. É criador do projeto de leituras dramatizadas "Letras em Cena" realizado no MASP - Museu de Arte de São Paulo. É autor do espetáculo "Retrato Emoldurado" dirigido por Jairo Mattos e com as atrizes Rosi Campos e Arlete Montenegro, além de seu monólogo "Maria Macuta" entre outros textos. SERVIÇO: RODAS DE LEITURA Sempre às terças, às 20h. Sala de Oficinas, 2º andar. Recomendável a partir de 15 anos. Inscrições pessoalmente no local. Grátis Endereço: Rua Paes Leme, 195 Horário de funcionamento da Unidade - Terças a sextas, das 13 às 22 h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h. Tel. para informações: 11 3095.9400 ESTACIONAMENTO - COM MANOBRISTA - VAGAS LIMITADAS - Veículos, motos e bicicletas - Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo e feriado, das 10h às 19h Taxas: Matriculados no SESC: R$ 5,00 as três primeiras horas e R$ 0,50 a cada hora adicional // Não matriculados no SESC: R$ 7,00 as três primeiras horas e R$ 1,00 a cada hora adicional Para mais informações sobre esta e outras programações ligue 0800 118220 Assessoria de Imprensa do SESC Pinheiros:Telefone: (11) 3095-9425 / 3095.9421 - com Francisco Santinho e Andréia Lima.
HAIKAIS – Uma publicação reunindo vinte e sete micropoemas resultado do trabalho dos autores com a poeta Alice Ruiz, numa iniciativa do projeto Unidéia/Unilivro Os vinte e sete micropoemas reunidos na publicação foram selecionados pela professora e escritora Jane Tutikian, pelo poeta e músico Ricardo Silvestrin e pelo escritor e jornalista Luis Dill. Data: 27/03/08 Horário: 19 : 00h Local: Cinema Universitário/Sala Redenção Luiz Englert, s/n Campus Centro UFRGS http://www.museu.ufrgs.br/programacao/index.php Autores selecionados: Ana Mello Rafael Vecchio Cristiane Saldanha Pilla Carlos Pessoa Rosa Edla Eggert Adriana Dorfman Priscilla Ribeiro dos Santos Renato Lago Ricardo Mainieri Ietive Fianco D'arrigo Fernando Nicolazzi Sérgio Francisco Pichorim Nilva Irene Schütz Ferraro Cezar Dias Marcelino Jesus e Lima Cleusa Alves da Rocha Marcelo Souza Taís Bruck de Freitas Ana Rita d Paulo Ramos Derengovski.
MOSTRA DE FILMES DE HOU HSIAO-HSIEN - O Fórum de Ciência e Cultura www.forum.ufrj.br e a Escola de Comunicação da UFRJ promovem a Mostra de filmes de Hou Hsiao-Hsien. A mostra acontecerá no Salão Moniz de Aragão Fórum de Ciência e Cultura da UFRj, de 31 de março a 4 de abril, sempre às 18:30. Mais detalhes sobre a programação podem ser encontrados no link: http://www.forum.ufrj.br/news/310308.html. Beatriz Resende, Coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ Ivana Bentes, Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ Denilson Lopes, Superintendente de Difusão Cultural do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.
HORA DO CURTA - SESC 24 de Maio Apresenta Programação conta com filmes concebidos a partir de obras literárias Na segunda-feira, dia 31 de março, às 16h, o SESC 24 de Maio-Espaço Transitório exibirá quatro curtas-metragens nacionais, dentro do projeto “A Hora do Curta”. Todos os filmes foram concebidos a partir de obras literárias. A entrada é gratuita, com 80 lugares. A sessão começa com "A Moça que Dançou Depois de Morta", de Ítalo Cajueiro. Baseado em uma história de cordel de J. Borges, renomado artista popular, foi produzido inteiramente com xilogravuras originais do próprio autor. O curta retrata a história de um rapaz que se apaixona por uma misteriosa moça num baile de carnaval do interior, sem saber que esse encontro iria mudar a sua vida para sempre. 11 minutos. Depois é a vez de "Meu Nome é Paulo Leminski", de Cezar Migliorin. Embate familiar em torno da poesia de Paulo Leminski, quando o pai tenta convencer o filho a recitar versos do poeta paranaense. "Tudo que eu faço, alguém em mim que eu desprezo sempre acha o máximo; mal rabisco, não dá mais para mudar nada, já é um clássico". 5 minutos. "A João Guimarães Rosa", de Roberto Santos e Marcelo Tassara, revela imagens do sertão (tipos humanos, aspectos geográficos, afazeres domésticos) e trechos narrados do romance "Grande Sertão: Veredas". 13 minutos. “Imensidade", de Amílcar Claro, encerrará a programação. O curta tem como fio condutor "O Navio Negreiro", poema épico de Castro Alves. A exemplo de outras obras do período romântico, o poema foi concebido para ser lido em praça pública. Idalina, único personagem ficcional do filme, o faz agora pelas ruas da cidade. 15 minutos. O endereço do SESC 24 de Maio é Rua Dom José de Barros, 178, esquina com a Rua 24 de Maio. Mais informações pelo telefone 3224-8638 ou pelo portal www.sescsp.org.br .Serviço: A Hora do Curta SESC 24 de Maio – Espaço Transitório Onde: Rua Dom José de Barros, esquina com a 24 de Maio Quando: Segunda-feira, dia 31 de março, às 16h Entrada Gratuita – 80 Lugares Para maiores de 16 anos.Fone: 3224-8638 Atendimento à imprensa: Renato Pereira – MTB 28.417 Tel. (11) 3111-7018 Cel. (11) 8387-2889 Email: renato@carmo.sescsp.org.br
GENINHA DA ROSA BORGES – a artista pernambucana Geninha da Rosa Borges é um nome representativo do teatro, ao atuar a partir de 1941, nos grandes palcos que levou a integrar o grupo Teatro de Amadores de Pernambuco pelas mãos do seu fundador, Waldemar de Oliveira. Ela tem um livro publicado sobre a história do Teatro Santa Isabel: “Nascedouro e Permanência”. O livro conta desde os banquetes até os bailes de máscaras que aconteceram durante os 150 anos de existência do Santa Isabel. O comportamento do público e os costumes da época de ouro do teatro também são retratados. A obra trata ainda dos aspectos históricos e arquitetônicos do prédio. E no próximo dia 31 de março, em evento programado para começar às 19h00, no auditório da livraria Cultura, no Paço Alfândega, no Recife Antigo, a obra da atriz Geninha da Rosa Borges será homenageada no âmbito do projeto 'A cultura e a arte em Pernambuco'. Info: http://www.ube-pe.org.br/
BRAULIO TAVARES & O MUNDO FANTASMO - O poeta, escritor, compositor, colunista e roteirista de shows, cinema e televisão, o paraibano Bráulio Tavares agora traz um blog, O MUNDO FANTASMO reunindo os seus artigos publicados no "Jornal da Paraíba" de Campina Grande-PB. Para acessar o blog é só visitar http://mundofantasmo.blogspot.com/ Outra coisa: veja a entrevista que ele concedeu para o Guia de Poesia e artigos dele apreciados no Fórum do Guia de Poesia.
MORTE SEM SORTE A TRÊS – Lançado do filme que é uma produção extra classe dos alunos do Curso de Cinema - Campus Rebouças. Na ocasião: SHOW AO VIVO COM AS BANDAS BASE4, ECSTRUMÍÍÍ e PERLA SIETE. PROJEÇÕES Clipe do Músico "Damn Sinister", música "Nada Ela" Curta "Gaiola de Ferro", dirigido por Felipe Siniscalchi e Curta "MORTE SEM SORTE A TRÊS". O filme MORTE SEM SORTE A TRÊS - FICHA TÉCNICA: Roteiro e Direção: Thiago Coelho Ass. de Direção: Edmundo Albrecht Direção de Produção: Alan Hanssen Ass. de Produção: Tainá Carvalho Fotografia: Renato Tobias Ass. de Fotografia / Platô: David Israel Still: Vinicius R.A. Som Direto: Felp Scott Arte: Isabela Espíndola Cenário / Telas: Bruna Guarnelli Com: Tatyane Mayer / Stephanie Serrat / Thiago Coelho / Edmundo Albrecht SERVIÇO Data: 25/03 - Terça-Feira Local: Espírito das Artes - Cobal do Humaitá (2° andar) Início do Evento: 19:00 / Projeções: 20:30 Tudo isso numa festa SEM HORA PRA ACABAR!!!! ESTACIONAMENTO ROTATIVO NO LOCAL Produção: Thiago Coelho e Edmundo Albrecht
CÂNDIDA DE ARRUDA BOTELHO - Lançamento do livro da escritora Cândida de Arruda Botelho "CANDIDO E CARMINHA, DOIS MUSICOS DOS ANOS 30" no Local Espaço Sociocultural CIEE - rua Tabapuã, 445 1º andar - Itaim Bibi, hoje dia 25 de março de 2008 terça 18 H - prefácio de Julio Medaglia, Anna Maria Kieffer, Paulo Bonfim e Lea Vinocur Freitag.
I ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES (24 A 26 DE MARÇO DE 2008) REALIZAÇÃO: UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES - UBE/RN dDias 24,25 e 26/03 Realização: União Brasileira de Escritores do Rio Grande do Norte - UBE/RN Local: Auditório Desembargador Floriano Cavalcanti, do Tribunal de Justiça do RN - 3º andar Praça Sete de Setembro, s/n - Cidade Alta e-mail: eduardogosson@tjrn.gov.br 3216-6800 ramal 714 9983-6081
PPP - Partido Político da Poesia com Sérgio Gerônimo, Aluizio Rezende, Gladis Lacerda, Eurídice Hespanhol, Ilka Jardim, Neudemar Sant'Anna e Sandra Grego (voz e violão); Instintiva Lavanda (esquete: música e poesia) com Carlitos, Barbara Jovanholi & Márcio Dias e Recital Democrático da Poesia com poetas da platéia. Dia 1° de abril, 18h, no CAMINHO NIEMEYER ao lado do TEATRO POPULAR OSCAR NIEMEYER (atrás do Terminal Rodoviário João Goulart) Auditório Luiz Carlos Tourinho Info: APPERJ www.apperj.com.br
EUCLIDES CAVACO: HORIZONTES DA POESIA – a ser lançado em Portugal em Maio e Junho deste ano. Info: www.euclidescavaco.com
CASA DO POETA BRASILEIRO DE PRAIA GRANDE – SP – SARAU: Dia 27/03/08 às 19h30min Local: BOQUEIRÃO PRAIA SHOPING CULTURAL AV: PRESIDENTE COSTA E SILVA Nº. 70 – 3º Piso *POESIA – PERFORMANCE TEATRAL – MUSICA E aRTES DIVERSAS INFORMAÇÕES: 3592.2713 (Celso) 3472.3643 (Edu) Entrada franca! PARCEIROS: Oficina de Atores IGOR BARTCHEWSKY BOQUEIRÃO PRAIA SHOPING CULTURAL WWW.SINCERIDADE.COM.BR
Agora chegou a sua chance de publicar seu livro!!! O Consórcio Nascente traz planos para 25 e 50 meses. Mensalmente a publicação de 2 livros: 1 por lance e outro por sorteio! Livro com capa em policromia, miolo 112 páginas preto e branco sem ilustrações com tiragem para 1.000 exemplares. Valor do crédito: R$ 6.500,00 (seis mil e quinhentos reais) Taxa de Adesão: R$ 100,00 (cem reais) Mensalidade: Grupo de 25 meses (50 pessoas) R$ 295,00 mensais Grupo de 50 meses (100 pessoas) R$ 195,00 mensais.
Participe! Envie um mail para lualma@terra.com.br ou ligue para o fone 82.8845.4611.
EXPEDIÇÃO DE OLHO NOS MANANCIAIS - Festa de Lançamento do projeto "Expedição de Olho nos Mananciais", numa realização: ISA - Instituto Socioambiental e Estúdio Madalena, dia 26 de março, quarta-feira, a partir das 20:00h, na Choperia do Sesc Pompéia: Pocket Show com Fernando Sardo, intervenções Bijari e Canal Motoboy e ainda Dj Tutu. Info: Iatã Cannabrava
SARAU CASA DO POETA BRASILEIRO DE PRAIA GRANDE – SP - Terceiro sarau dos Pensadores em homenagem a Castro Alves (nascimento: 14/03/1947) e em comemoração ao Trigésimo segundo aniversário da Casa do Poeta, fundada em 19/03/1976. Dia 27/03/08 às 19h30min Local: BOQUEIRÃO PRAIA SHOPING CULTURAL AV: PRESIDENTE COSTA E SILVA Nº. 70 – 3º Piso POESIA – PERFORMANCE TEATRAL – MUSICA E ARTES DIVERSAS Info: 3592.2713 (Celso) 3472.3643 (Edu) Entrada franca! Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande Celso Corrêa de Freitas e Diretoria casadopoeta.tripod.com
FÓRUM SÉCULO XXI – publicação ecológica que objetiva a humanização da sociedade pela humanização da informação. Fórum Século XXI, www.forumseculo21.com.br
CONFRARIA TERCEIRO ANIVERSÁRIO - 3 anos CONFRARIA DO VENTO: uma noite festiva com música, performance, cinema e poesia na V Semana Cultural em Santa Tereza. Leitura (convidados): João Gilberto Noll Ivo Barroso Silviano Santiago Armando Freitas Filho (editores): Márcio-André Victor Paes Ronaldo Ferrito Karinna Gulias Aderaldo Luciano Thiago Ponce Pablo Araújo performance: Lauro Góes e alunos do curso de direção teatral da UFRJ música: Bombo de Corda Notyesus exibição de curtas: Pelo Rio, de Paula Gaitán Quimera, de Eryk Rocha e Tunga 5 poemas concretos, de Christian Caselli dia 22 de março sábado, a partir das 19hs Espaço Cultural Laurinda Santo Lobo Rua Monte Alegre, 306, Santa Teresa. Veja mais detalhes: http://www.confrariadovento.com/
FESTCINE XANGAI - Estão abertas até 31 de março as inscrições para o 11º Festival Internacional de Cinema de Xangai (SIFF 2008), que ocorre entre os dias 14 e 22 de junho em Xangai, China. O Festival realiza a mostra International Student Shorts Awards, que exibe curtas universitários e tem inscrições até 30 de abril. Filmes com cópia em 35mm podem concorrer a vários prêmios. Para participar, uma cópia do filme em DVD, com legendas em inglês, deve ser enviada até a data-limite de 31 de março. Inscrição e outras informações: www.siff.com/.
CURTAS NO GATE'S PUB - O 3º Festival de Curtas do Gate's Pub acontece a partir de abril em Brasília, com exibição dos curtas da mostra competitiva sempre às segundas-feiras, contando com a presença dos realizadores. O objetivo é promover um maior intercâmbio entre as produções realizadas em Brasília e no resto do país. As inscrições seguem até o dia 31. Serão aceitos trabalhos em película e em outros suportes digitais. Os curtas devem ter até 30 minutos de duração, com data de conclusão a partir de janeiro de 2004. Todos os trabalhos deverão apresentar cópias em DVD para projeção em vídeo. Outras informações: www.gatespub.com.br/.
ARTES VISUAIS - O projeto Memória das Artes Visuais na Paraíba - do Século XIX à Contemporaneidade, que acontece de 26 março a 10 maio na Usina Cultural Saelpa, em João Pessoa, está com inscrições até o dia 26 para duas oficinas: Tudo é Desenho, ministrada por Chico Dantas, que se propõe a explicitar a "expansão das fronteiras do desenho"; e Site Specific: conceitos e projetos, ministrada por José Rufino, voltada à "compreensão dos conceitos de instalação e site specific, enquanto categoria das artes visuais". A inscrição é gratuita e o número de vagas limitado. Outras informações: (83)3042.7979 , conexaoparaiba@gmail.com/.
Minha terra!.... meu berço estremecido - seio de amor que tanto prende a gente – sob o teu céu azul tenho vivido pedindo glórias para ti somente. Palmares!... expressão de uma cantiga Doce como o sussurro de uma prece.... És grande, boa, fraternal e amiga, Quem te vê uma vez, nunca te esquece. Delicioso recanto do Brasil Onde canta sorrindo a natureza, Teu nome encerra a música sutil De um poema terno e cheio de grandeza. Tuas estrelas, teu luar, teu sol Tens um fulgor estranho e mais divino, Como formando um vívido farol Para cobrir de luz o teu destino. Tens a feição das coisas singulares, Há mistérios em ti encantadores... Talvez por isto em multidão, nos ares, Fazem-te festa os pássaros cantores. Dizem até que no teu rio lindo, Vogando a flor das águas buliçosas, Cantam de noite, quando estás dormindo, As sereias românticas, formosas. És a cidade-sonho a palpitar Dentro das tuas madrugadas louras, E a brisa leve que te vem beijar Traz as bênçãos das fadas protetoras.
HISTÓRIA DE UM GATO MARACAJÁ
Rosseline, venha cá Escutar a longa história De um gato maracajá Que eu guardei bem na memória. Era um fato que falava Sabia ler e escrever Fazia graças, cantava Dando gosto a gente ver. Gostava de andar vestido E calçado, como a gente. As vezes, meio atrevido, Ficava brabo, insolente. Também cantava, o bichinho, E andava de bicicleta. Bebia cachaça e vinho Mas ficava em linha reta. Outra coisa eu vou contar - não é mentira, nem peta: um dia, tentou casar com uma macaca preta. Mas a macaca não quis, Ele, então, desesperado Gritou: Macaca infeliz! E ficou todo amuado. Certa vez pelo São João Tornando-se desordeiro Pulou dentro de um salão Para agredir um violeiro. Aí, foi dura a parada, Levou ele tanto pau Que saiu de cara inchada E o corpo feito mingau. Outra vez num piquenique De gente muito grãfina Foi ele fazer despique A uma linda menina. De novo levou cacete Ficou de venta quebrada Quando chegou um cadete E também lhe deu pancada. Era uma coisa sem jeito Esse bicho trapalhão. A ninguém tinha respeito A fazer provocação. De outra feita num mercado Também formando barulho Teve um triste resultado Saiu caro o seu embrulho. Aí, a coisa foi preta, Diferente, dessa vez: Levou surra de marreta E foi parar no xadrez. Depois de solto, emendou-se Ficou mansinho, pacato. E, como dantes, tornou-se O mesmo decente gato. Então pensou em seguir A carreira militar Fazendo o povo sorrir Quando se punha a marchar. Fez de um cabe de machado Sua espingarda. O facão Ele fez de um pau achado Nos fundos de um barracão. Mas logo, o que aconteceu? Andando pra lá e pra cá Dessa vez endoideceu O pobre maracajá. Então (para terminar) Numa cela bem escura Foi o bichano morar Em gaiola bem segura.
RESTO DE CAMINHO (poema musicado por Zé Ripe)
meu inverno já chegou... já vejo, perto, o fim, o ocaso, a morte me espreitando. Já nítido, bem claro, vejo aberto Um túmulo sombrio me esperando. Mas vou sereno a passo tardo, incerto, Como estranha visão, me aproximando A buscar esse nada, esse deserto - o reino do não-ser me fascinando. Não me faz medo, no entanto, o que diviso, E até encaro com valor e riso Irônico, sarcástico, escarninho, Esse acabar de vida lento e lento, Para Deus elevando o pensamento Neste meu curto resto de caminho.
CIGANA
Linda nômade! Vendo o teu riso divino, Eu já nem quero mais que leias minha mão. Pois ele já prediz, na mais franca expressão, Que bendito e feliz será o meu destino...
ESTROFE
Perdi o jeito de fazer o verso, Da alma fugiu-me toda a inspiração. Meu espírito vive agora imerso Num mundo hostil vazio de ilusão. Um nada, um trapo, um ser desconhecido. Foi um covarde, um tímido, viveu Inerme assim até ficar vencido.... - esse covarde (escutem lá) sou eu.
OLINDINA (filha de Lael)
Teu primeiro aniversário Salve! Filhinha querida, Rico tesouro, sacrário De amor, que temos na vida.
ARTUR GRIZ – poeta, contista, cronista, dicionarista e jornalista, Artur Griz era conhecido como uma das maiores expressões da vida cultural palmarense. Publicou a Enciclopédia Griz e vários livros, entre eles, Vultos de Palmares desaparecidos, Pelejas e desafios, e O livro de Zulmira.
Quando conheci a obra de Artur Griz, de sopetão me deparei com um volume enciclopédico que mal se conseguia apalpar, anunciando-se outros volumes à referida pesquisa. Afora isto, alguns poemas publicados n´A Notícia, artigos avulsos, crônicas. Foi quando Zé Ripe, cantor das modas mais brejeiras, compôs uma canção próxima da beleza real, sobre o poema “Resto de Caminho” que curiosamente se sentiu a necessidade de conhecer melhor a obra deste poeta, escritor, enciclopedista, etc. Artur Griz, pessoa que não tive oportunidade de conhecer mais de perto, exceto quando passava apressado pela praça Maurity ou quando caiu rebentadamente e armado de um penico e escova de dentes da escadaria fatídica de sua residência, só foi, através de Jessiva Savino, nobre madrinha da atividade cultural jovem da cidade dos Palmares, que se conhecia algo mais. Mas o bolo grosso estava entulhado entre roupas, detritos, traças e abandono, num recanto amaldiçoado da casa. Amigo próximo da família herdeira do poeta, é que tive oportunidade de vasculhar mais algumas obras de Artur, além de conmheer livros que até então sequer havia colocado a vista. De imediato me deparei com a primeira edição do livro “Caminhos da solidão”, de Hermilo Borba Filho, além de livros de Juan Ramon Jimenez, Otto Maria Carpeaux, Aldous Huxley, edições primárias de Erico Verisssimo, livros raros e traduções antigas. Nessa época estávamos editando a Revista A Região que fez publicar um artigo na procura inicial de resgatar e fazer sensibilizar as autoridades competentes para a necessidade de se publicar sua obra, a exemplo do que deve ser feito com o Fenelon Barreto, ainda longe de se conhecer sua obra teatral, poética e prosaica. Quando tomei nas mãos este volume entre às Edições Bagaço através do compromisso assumido pelo senhor Luis Portela de Carvalho de resgatar, antes que os ratos traças do tempo o consumisse, fiquei deveras surpreso. Passando a vista em artigos como “Hermilo Borba Filho”, “Palmares do Passado”, Um jornal para Palmares” e “A condição adversa do escritor pobre” e poemas como “Saudação a Palmares”, Decreptude” próximo do “Resto de Caminho” e o poemeto “Estrofe”, entre outros poemas já apresentados na edição dos Poetas dos Palmares, organizada pelo poeta Juarez Correya. Por fim, prosa e verso reunidos num só volume que reúne parcialmente a obra deste autor que fez parte da história dos tempos do Clube Literário, trazendo a lembrança do tempo em que Palmares fervilhava na desenvoltura artística. De certa forma traduz-se uma dor: a dor da reminiscência. Mas é com satisfação que tais páginas possa ser apresentadas ao leitor para que a demonstração da importância desta cidade no contexto cultural do Estado de Pernambuco, e do Brasil, seja realmente efetivada. No mais, com a palavra: Artur Griz. Palmares/PE, junho de 1987.
FONTE: MACHADO, Luiz Alberto. A luta pelo resgate, ou: eita, até que enfim! In: GRIZ, Artur. Cantos, contos, crônicas. Palmares/PE: Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho/ Bagaço, 1988.
Olho-te espantado: Tu és uma estrela do mar. Um mistério estranho. Não sei... No entanto, O livro que eu lesse, O livro na mão, Era sempre o teu seio! Tu estavas no morno da grama, Na polpa saborosa do pão... Mas agora encheram-se de sombra os cântaros E só o meu cavalo pasta na solidão.
DA AMARGA SABEDORIA
Conhecer a si mesmo e aos outros... ver ao mal Com mais clareza... ó triste e doloroso dom! E sofrer mais que todos, no final, Sem o consolo de ter sido bom.
DA REALIDADE
O sumo bem só no ideal perdura... Ah! Quanta vez a vida nos revela Que “a saudade da amada criatura” É bem melhor do que a presença dela...
DA MORTE
Um dia... pronto!.... me acabo. Pois seja o que tem de ser. Morrer que me importa?.... o diabo É deixar de viver.
DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las.... Que tristes os caminhos, se não fora A presença distante das estrelas!
DA MODERAÇÃO
Cuidado! Muito cuidado... Mesmo no bom caminho urge medida e jeito. Pois ninguém se parece tanto um celerado Como um santo perfeito.
DA VOLUPTUOSIDADE
Tudo, mesmo a velhice, mesmo a doença, Tudo comporta o seu prazer.... E até o pobre moribundo pensa Na maneira mais suave de morrer.
DO OUTRO MUNDO
Mandou chamar um moribundo Seus inimigos e abraçá-los quis. “Bem se vê (um então lhe diz) que já não és deste mundo...”
DO MAL E DO BEM
Todos têm seu encanto: os santos e os corruptos. Não há coisa, na vida, inteiramente má. Tu dizes que a verdade produz frutos... Já viste as flores que a mentira dá?
DA RIQUEZA
O dinheiro não traz venturas, certamente. Mas dá algum conforto... e em verdade te digo: Sempre é melhor chorar junto á lareira quente Do que na rua, ao desabrigo.
DAS BELAS FRASES
Frases felizes.... frases encantadas.... Ó festa dos ouvidos! Sempre há tolices muito bem ornadas.... Como há pacóvios muito bem vestidos.
DA SÁTIRA
A sátira é um espelho: em sua face nua, Fielmente refletidas, Descobres, de uma em uma, as caras conhecidas, E nunca vês a tua....
DAS ILUSÕES
Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o. Com ele ia subindo a ladeira da vida. E, no entretanto, após cada ilusão perdida.... Que extraordinária sensação de alivio!
DOS HÓSPEDES
Esta vida é uma estranha hospedaria, De onde se parte quase sempre às tontas, Pois nunca as nossas malas estão prontas, E a nossa conta nunca está em dia...
MENTIRA
A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.
DA MANEIRA DE AMAR OS INIMIGOS
Novo inimigo tens? Não te cause pesar Tão risonho motivo... No dia em que triunfes, hás de achar Na cara dele o teu prazer mais vivo.
DA MEDIOCRIDADE
Nossa alma incapaz e pequenina Mais complacência que irrisão merece. Se ninguém é tão bom quanto imagina, Também não é tão mau como parece.
O POEMA
Uma formiguinha atravessa, em diagonal, a página ainda em branco. Mas ele, aquela noite, não escreveu nada. Para quê? Se por ali já havia passado o frêmito e o mistério da vida...
DO HOMO SAPIENS
E eis que, ante a infinita criação, O próprio Deus parou, desconcertado e mudo! Num sorriso, inventou o homo sapiens, então, Para que lhe explicasse aquilo tudo...
CARRETO
Amar é mudar a alma de casa.
DA ETERNA PROCURA
Só o desejo inquieto, que não passa, Faz o encanto da coisa desejada... E terminamos desdenhando a caça Pela doida aventura da caçada.
XXIV
A ciranda rodava no meio do mundo, No meio do mundo a ciranda rodava. E quando a ciranda parava um segundo, Um grilo, sozinho no mundo, cantava... Dali a três quadras o mundo acabava. Dali a três quadras, num valo profundo... Bem junto com a rua o mundo acabava, Rodava a ciranda no meio do mundo.... E Nosso Senhor era ali que morava, Por trás das estrelas, cuidando o seu mundo... E quando a ciranda por fim terminava E o silêncio, em tudo, era mais profundo, Nosso Senhor esperava... esperava.... Cofiando as suas barbas de Pedro Segundo.
DO EXERCICIO DA FILOSOFIA
Como o burrico mourejando à nora, A mente humana sempre as mesmas voltas dá.... Tolice alguma nos ocorrerá Que não a tenha dito um sábio grego outrora...
CANÇÃO DE OUTONO
O outono toca realejo No pátio da minha vida. Velha canção, sempre a mesma, Sob a vidraça descida. Tristeza? Encanto? Desejo: Como é possível sabê-lo? Um gozo incerto e dorido De caricia a contrapelo... Partir, ó alma, que dizes? Colher as horas, em suma... Mas os caminhos do outono Vão dar em parte alguma.
DO CAPÍTULO PRIMEIRO DO GÊNESIS
Sesteava Adão. Quando, sem mais aquela, Se achega Jeová e diz-lhe malicioso: “Dorme, que este é o teu último repouso”. E retirou-lhe Eva da costela.
XVII
Da primeira vez em que me assassinaram Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.... Depois, de cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... E hoje, dos meus cadáveres, eu sou O mais desnudo, o que não tem mais nada.... Arde um toco de vela, amarelada... Como o único bem que me ficou! Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada! Ah! Desta mão, avaramente adunca, Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada! Aves da noite! Asas do horror! Vejai! Que a luz, trêmula e triste como um ai, A luz do morto não se apaga nunca!
DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente, em busca da ventura, Procede tal e qual o avozinho infeliz: Em vão, por toda parte, os óculos procura, Tendo-os na ponta do nariz!
MÁRIO QUINTANA – o poeta, tradutor e jornalista gaúcho Mario Quintana (1906-1994) é autor de uma expressiva obra, dentre elas, A Rua dos Catavento, O aprendiz de feiticeiro, Espelho mágico, Quintanares, Baú de espantos, dentre outros.
FONTE: QUINTANA, Mario. Poesias. São Paulo: Globo, 1989.
ASCENSO: SESC- SANTA RITA, DO RECIFE, HOMENAGEIA ASCENSO FERREIRA. O poeta pernambucano Ascenso Ferreira está recebendo uma significativa homenagem do SESC - Santa Rita, do Recife : a unidade inaugura, na próxima quarta-feira, dia 19 deste mês, às 19 horas, o Laboratório de Autoria Ascenso Ferreira, com palestra sobre a sua vida e sua obra proferida pelo poeta e editor Juareiz Correya, relançamento do livro OUTROS POEMAS & INÉDITOS, de Ascenso Ferreira, lançado pela Panamérica Nordestal Editora, do Recife, em 2006, com o apoio cultural da CNI - Confederação Nacional da Indústria, e uma apresentação especial dos seus poemas em montagem do Grupo de Teatro de Amadores do SESC - Santa Rita, dirigido por Rodrigo Cintra e Katarina Menezes. Emanuella de Jesus, analista de cultura da entidade, informa que a gerente do SESC - Santa Rita, Maria Gorete Araújo de Lima, está muito motivada e feliz com essa iniciativa, que, “homenageia, em seu Estado natal, um dos maiores poetas do Nordeste, criando, em benefício dos que vivenciam o SESC - Santa Rita, um espaço cultural dinâmico, inteligente e criativo, a mesma identificação que a gente encontra no poeta Ascenso Ferreira. O espaço vai fomentar trabalhos com literatura e outras atividades culturais do SESC”, ressalta a gerente da unidade do serviço social.
EXPOSIÇÃO: ENTRE AMIGO & AMORES. No Centro Cultural da Justiça Federal – CCJF Danni Carlos, Antônio Cícero e Jean Wyllys lêem poemas no CCJF, na abertura da exposição "Entre Amigos & Amores", de Pedro Stephan O Centro Cultural da Justiça Federal – CCJF promove, nesta segunda-feira, 17 de março, evento de abertura da exposição "Entre Amigos & Amores – espaços de socialização GLS do Rio", do fotógrafo Pedro Stephan. O evento – com entrada gratuita – terá início às 19h com leitura de poemas relacionados à temática, recitados por artistas como a cantora Danni Carlos, o poeta Antônio Cícero e o jornalista e ex-BBB Jean Wyllys. Entre Amigos & Amores – espaços de socialização GLS do Rio Exposição fotográfica multimídia de Pedro Stephan Texto: Heloísa Buarque de Hollanda Curadoria: Andréas Valentim Produção: Rodolfo Abreu Período: 18/03/2008 a 27/04/2008 Galerias do 1º andar Visitação: de terça a domingo das 12h às 19h Entrada Franca Sobre o fotógrafo: O carioca Pedro Stephan é conhecido fotógrafo e jornalista da imprensa especializada gay no Brasil e no exterior. Seus ensaios foram publicados nas mais importantes revistas internacionais como a francesa "Tetu Magazine", editada pelo estilista Yves Saint Laurent; nas alemãs "AK Magazine", "Siegessaeule" e "Du und Ich"; e nas norte-americanas "Circuit Noize" e "La Vida.", entre outras. Contribuiu para importantes trabalhos institucionais como os cartazes da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo de 2004 e a Campanha de Prevenção à AIDS organizada pelo Grupo militante Arco-Íris e patrocinada pelo Ministério da Saúde e pela UNESCO. Atualmente vem se dedicando a um trabalho de documentarismo antropológico, fotografando os diversos aspectos da cultura homossexual brasileira, além do processo de emancipação homossexual, que talvez seja a grande conquista civil e democrática desta década. ASSESSORIA DE IMPRENSA Rodolfo Abreu (21) 8123-3294 / 9616-8242 rodolfo.abreu@gmail.com Info: Isabela Lyrio http://www.flickr.com/photos/isabelalyrio & http://www.punctum-foto.com & http://punctum-foto.blogspot.com/
Há mil cantos no teu seio milumanoites milumamor Ei-la jogando a sua voz agreste do leste no meu coração Ei-la no sol que inaugura seu cabelo de guerra de terra & amor E ela vem despertando furor minultima emoção milágrima E eu me deliciando com seu jeito cantando o mundo & eu tocantando história de vaqueiro homenino de gente sem cor sem E ela é um sonho de menina que dorme no quarto com cinturinha de pilão espiando o passado que dorme e os farrapos de esperança os beijos de antípodas e as ocasiões oh não! Ela vem com seu cheiro matutino voz de língua afiada no meu sexo como o transe que se oferece à emoção ao alcance da mão & eu cantor derradeiro com a certeza do rio corrente armando revés no seu canto agora sim! Ela vem dos teréns e com a urgência do amor o que significa pra mim a vida da minha fada madrinha.
SEMANA DA POESIA – RJ - 1ª Semana da Poesia, no Rio de Janeiro - SEXTA, 14 de março de 2008 DIA NACIONAL DA POESIA TREM DA POESIA Recital no Alto do Corcovado A Estrada de Ferro do Corcovado e o MinC convidam você para a 5ª festa de comemoração do nascimento de Castro Alves e Glauber Rocha homenagem póstuma: Wally Salomão Estação Estrada de Ferro do Corcovado Concentração: A partir das 15 horas Não perca o TREM DA POESIA (desde 2004) Coordenação Geral: Ricardo Ruiz Coordenação Poética: Tavinho Paes Produção Executiva: Herbert Marinho Poesia, Você Está na Barra A Partir das 18h Piano Bar do Clube do Condomínio Novo Leblon. Av. das Américas, 7607, Barra da Tijuca, em frente ao shopping InfoBarra. Convidados Especiais: Flávio Dórea, Sérgio Jerônimo, Tanussi Cardoso Coordenação: Mariangela Mangia e Aluizio Rezende Informações: alurez@oi.com.br ou 86257878 FILÉ DE PEIXE e GOMO http://www.filedepeixe.multiply.com/ palavril@gmail.com SÁBADO 15 de março de 2008 Poesia In Concert Artur Gomes IN Pessoa Artur Gomes http://youtube.com/fulinaima cine vídeo teatro poesia http://youtube.com/cinemanovo DOMINGO, 16 de março de 2008 Festa Poesia Canto do Leme A FESTA POESIA das domingueiras começa às 17h, no canto do Leme, entre a praia e a pedreira. DuduPererê & Eduardo Tornaghi Realização Movimento InVerso - Clauky Saba (inverso.movimento@gmail.com) Oficina Literária Cairo Trindade – Cairo (cairotrindade@gmail.com) e Site Alma de Poeta - Luiz Proa (luizproa@uol.com.br) Confiram a programação completa no blog www.movimentoinverso.blogspot.com Info: Luiz Fernando Proa www.almadepoeta.com Clauky Saba (produção cultural) http://arteemtodaparte.blogspot.com & http://movimentoinverso.blogspot.com
GERVÁSIO BAPTISTA - Exposição no STF "Gervásio Baptista: 50 Anos de Fotografia", que será inaugurada na próxima quarta-feira (12), no Supremo Tribunal Federal (STF). A exposição traz 45 obras do profissional que tem a credencial de imprensa número 001 do Palácio do Planalto e é um dos mais respeitados fotógrafos brasileiros. Na mostra, os visitantes podem ver fotos já publicadas e bem conhecidas (como a do Presidente Juscelino Kubitschek acenando com a cartola em frente ao Congresso Nacional no dia da inauguração de Brasília) e também de arquivo pessoal. "Uma foto que eu considero, assim, curiosa, é a que eu fiz em Santo Amaro da Purificação: bonde puxado a burro. Na terra do Caetano Veloso", indica o fotógrafo. Baiano de Salvador, Baptista começou cedo na profissão. Fotografou políticos, artistas, eventos esportivos, belas mulheres, revoluções. Cobriu até a Guerra do Vietnã. Parte dessa história é contada em 4.130 verbetes que aparecem no Google quando seu nome é colocado como termo de busca, além de ser, ele próprio, um verbete da Wikipédia. Gervásio também ganhou uma capítulo especial no site da ABI –Associação Brasileira de Imprensa. A solenidade de abertura da exposição, com a presença da ministra Ellen Gracie, presidente do STF, será realizada a partir das 18 horas, no Edifício Sede do STF, Salão dos Bustos. Os interessados em conhecer mais a história do fotógrafo poderão visitar a mostra a partir de quinta-feira, dia 13 de março até o dia 18 de abril. A visitação é aberta ao público de segunda a sexta-feira, de 13h às 18h. Já nos sábados, domingos e feriados o horário de visitação é de 10h às 17h30. Serviço Gervásio Baptista: 50 Anos de Fotografia 13 de março a 18 de abril segunda a sexta-feira, de 13h às 18h sábados, domingos e feriados de 10h às 17h30 Salão dos Bustos Supremo Tribunal Federal – Praça dos Três Poderes Info: Isabela Lyrio http://www.flickr.com/photos/isabelalyrio http://www.punctum-foto.com http://punctum-foto.blogspot.com/
FERNANDO PESSOA HOMENAGEADO NO XVI CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA - A coordenação do CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA, em sua décima-sexta edição, definiu os homenageados deste ano: Portugal e os cento e vinte anos de nascimento do poeta Fernando Pessoa. Parceria neste sentido foi firmada entre o Proyecto Cultural Sur/Brasil, Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, Instituto Cultural Português e Consulado de Portugal no Rio Grande do Sul, em encontro recentemente realizado na capital do Estado. Haverá,portanto, a Feira do Livro, atividades estas preparatórias ao Congresso Brasileiro de Poesia, que será realizado entre os dias 6 e 11 de outubro vindouro.
POESIA FALADA DO RIO DE JANEIRO - PRÊMIO FRANCISCO IGREJA. A APPERJ - Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro - O tema do concurso é livre, sendo aceitos todos os estilos poéticos. Poderão participar poetas residentes no país, de qualquer nacionalidade, exceto os diretores da APPERJ. Cada concorrente poderá enviar até três poemas inéditos, em língua portuguesa, digitados, de no máximo 30 linhas (espaços inclusive), em 3 (três) vias de cada, acompanhados da taxa de inscrição: 10 reais por poema e cinco selos simples (cópia do depósito feito em nome de APPERJ, Banco Real, ag. 0367, cc 8736848), até o dia 31 de julho de 2008, para: Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro - Prêmio Francisco Igreja; Estrada de Jacarepaguá, 7166/404. Cep: 22753-045, Rio de Janeiro/RJ, Info: APPERJ www.apperj.com.br Outras informações pelos tel: Márcia Leite (21) 2447-0697 / Sérgio Gerônimo (21) 3328-4863. Apoio cultural: www.oficinaeditores.com.br
PERSONA NA CLICKTV – O programa Persona é apresentando por Warde Marx e traz crítica, informação, comentários, formação de público,dicas e serviços nas áreas de cultura, comportamento, atualidade, artes e espetáculos, com ênfase em teatro. Veja acessando www.clictv.com.br
O POEMA E SUA CRIAÇÃO - Espaço B_arco com Dirceu Villa e Ana Rüsche 8 encontros, sábado, das 14h às 17h Rua Dr. Virgilio de Carvalho Pinto 422, Pinheiros Informações: 3081-6986, www.obarco.com.br A oficina O Poema e a Criação propõe uma apresentação acessível, em 8 encontros, sobre as possibilidades de se escrever poesia, ensinando técnicas de diferentes dicções, seus limites com a prosa, o uso da imagem, as relações com a música e mecanismos de engenho poético. Além do material de apoio (impresso e audiovisual), será construído um blogue coletivo, no qual será possível proporcionar outro tipo de interação entre os alunos. Não é necessário conhecimento prévio para participar dos encontros, destinando-se tanto a escritores iniciantes quanto a interessados em literatura em geral. Programa: http://www.obarco.com.br/extras/o-poema-e-a-criacao/
DIA DA POESIA – Dia Nacional da Poesia - 14 / 03 / 2008 – sexta-feira nascimento de Castro Alves e Glauber Rocha, homenagem póstuma: Wally Salomão - Estação Estrada de Ferro do Corcovado concentração: A partir das 15 horas TREM DA POESIA (desde 2004) passagem gratuita para os poetas Recital no Alto do Corcovado Coordenação Geral - Ricardo Ruiz coordenação Poética -Tavinho Paes Produção Executiva - Herbert Marinho + O Dia da Poesia, 14 de março, já está sendo comemorado: uma caravana da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins está percorrendo escolas públicas do Estado recitando e contando estórias. Cerca de 30 instituições vão receber a visita dos artistas. Nesta sexta, dia 14, uma programação especial acontece em Natal, com poesia nos ônibus, cantoria de violeiros e shows d’Os Poetas Elétricos e Chico César no Palácio da Cultura, a partir das 18h30, também com entrada franca. Outras informações: www.natal.rn.gov.br/.
POESIA NA BOCA - Os Poetas de Boca juntamente com o grupo Poesia Simplesmente e os Amigos do Café farão novo lançamento do cd Poesia de Boca, numa festa bacana e com muita poesia, durante a Semana da Poesia. Dia 25 de março, no Terça ConVerso no Café. Teatro Gláucio Gil, em Copacabana, RJ - 18:00 horas. Equipe Alma de Poeta www.almadepoeta.com Festa de lançamento http://www.youtube.com/watch?v=0WbgBMduCkw Convite http://www.youtube.com/watch?v=05oLL6_02_4
DIÁRIO DE AMOR PERDIDO – Poemas de João José de Melo Franco – Segunda-feira, 17/03/2008 a partir das 19h Leitura de poemas a partir das 21h Rua Conde de Bernadotte, 26 lj. 125 Leblon - Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 2274-0359 www.daconde.art.br João José de Melo Franco (1956) publicitário, cineasta e editor, é paulista de Barretos, e estreou, em 1979, com o livro Primeira Poesia (Edição do Autor), obtendo enorme estímulo da crítica especializada. A este livro, seguiram-se Esse Louco Desejo (Altair Brasil, 1980) e Amor-Perfeito (Altair Brasil, 1984). Nos anos 80 também escreveu Pequeno Dicionário de Termos Literários (Editora Três) e Dicionário Biográfico Universal (Editora Três). Em 2006, depois de 20 anos afastado do mercado editorial, publicou O Mar de Ulisses (Ibis Libris). Para 2008, além do presente livro, estão programadas as publicações de Carmina Burana, tradução de poemas medievais em latim, e Périplo (poesia), ambos pela Ibis Libris.
SALÃO DE FOTOGRAFIA - As inscrições para o XIV Salão Municipal de Fotografia acontecem até 31 de março e podem ser feitas na Casa da Cultura de Teresina, na Rua Rui Barbosa, 348 - Sul, das 8h às 13h. O tema é livre. O Salão premiará com R$ 2 mil a melhor fotografia de cada modalidade: Fotografia Colorida, Fotografia Publicada e Fotografia Preto e Branco. O Prêmio Fotógrafo José Medeiros, de R$ 2,500,00, será concedido ao melhor trabalho do Salão. Outras informações: (86) 3215.7849.
VOZES DE MENINAS - Helio Neri convida para o Vozes de Meninas: lançamento do livro de poemas 8 Femmes, (8 mulheres escritoras) + leitura com: Virna Teixera, Greta Benitez, Jurema Barreto de Souza, Vanessa Molnar- dia 14/ 03, sex. feira, a partir das 19:30, local: Casa da Palavra, Praça do Carmo, 171, centro, Sto André – SP.
Já farto dos prejuízo Que eu tinha nas prantação Azuní meus matulão Num corozin de cavalo Caminhei seiscentas légua Dessas qui satanáis maicou E fui pará no interior No istado de São Paulo
O póbe do meu quartáu Num agüentando as caminhada E eu já cas canela inchada De tanto assim caminha Pedí rancho na Senzala Da fazenda Trêis Maria E só entonce no outro dia Me incontrei nas capitá
Bati o mundo e o fundo Atráz de incolocação Pru fim bati num portão Dum palacete granfino Donde apareceu um gorducho Cum cara de quem mato E após cubá-me todo, falou: “-Qui dezeja seu minino?”
“-Meu patrão cheguei do norte Um tanto desmantelado Num tenho no borso um cruzado Prá móde comprar um pão Se vormicê pricizá Dum trabaiadô dispôsto Aceito com muito gosto seja qual for a função”
“Entre prá dentro cabôco Sua graça cuma é? Vamos bebê um café Mode adispôis cunversá Eu preciso de um vigia De vergonha e de corage Pra guarda minha garage, Minha casa e meu quintá”
Ganhei logo a confiança Daquele bom cidadão Qui num era mais patrão Era um pai e um amigo meu E a cabo de trêis semana Me falou-me: “Zé Brejêro, Vô viajar prú instrangeiro E vormicê vai mais eu”
Veja as coisa cuma é, Quando Deus qué meu patrão: Um curumba disgraçado Qui nunca andou nem de trem Mitido cum gente de bem Viajando de avião
E cum distino as Oropa Pra vê o Brasí jogá Eu já tinha visto falar Qui o Brasí era o mió Mais quando ispiei cum esses óio Qui a terra hái de cumê Posso afrirmá